Wi-Max é o nome comercial da Intel para o padrão IEEE 802.16 de redes sem fio. A Intel vem apostando seriamente neste novo padrão, como fica muito claro em todos os recentes IDFs (Intel Developer Forum).
Ele é parecido com padrão 802.11 (Wi-Fi), mas enquanto o Wi-Fi tem alcance limitado a 300 metros (é possível estender essa distância a até 20 Km utilizando antenas de alto ganho com transmissões de até 1 Mbps como as que os provedores via radio utilizam atualmente) e foi projetado para uso interno, o Wi-MAX foi projetado para levar "Banda Larga" a lugares inóspitos onde a infra estrutura de cabeamento das companhias de telecomunicação ainda não chegou e provavelmente nunca irá chegar já que, por exemplo, o serviço de banda larga ADSL só funciona se o assinante estiver no máximo a 5 Km da central telefônica.
Regiões rurais e cidades afastadas dos grandes centros serão as principais beneficiadas da tecnologia Wi-MAX já que a sua principal vantagem é não necessitar de visada para funcionar, isso significa que a antena da estação base não precisa "ver" a antena dos clientes para que a conexão se estabeleça. Outra vantagem é que o Wi-MAX pode atingir distâncias de até 50 Km com uma taxa de transmissão de até 75 Mbps com QoS (Quality of Service) e criptografia de dados unindo segurança e velocidade constante.
A Intel tem planos para que até 2007 os notebooks com a tecnologia Centrino já tenham a tecnologia Wi-MAX embutida e já em 2008 é esperado que os celulares também tragam a tecnologia Wi-MAX.
No dia 12 de abril desse ano, o atual presidente da Intel Paul Otellini esteve no Brasil para falar sobre um projeto-piloto de rede sem fio (wireless) que estava sendo implementado na cidade história de Ouro Preto (MG). A Intel aproveitou o Editor’s Day 2005 para levar os jornalistas a Outro Preto para conhecer o projeto, que já está pronto e funcionando.
Na figura 4, você pode ver o local onde a antena receptora estava instalada. A base fica a 7 Km deste local atrás dos morros. A implementação de um projeto como esse em Ouro Preto representou grandes desafios para Intel. Em primeiro lugar por causa da topografia da cidade: Ouro Preto é formada por 5% de área plana, 40% de área ondulada e 55% de área montanhosa. Fazer instalações de redes sem fio em um terreno como esse é bastante complicado devido ao problema de “falta de visada” em certos pontos. O outro problema é que Ouro Preto é patrimônio histórico da humanidade. Isso significa que não se pode sair derrubando ou furando paredes para passar cabos.
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Figura 4: Visão do local onde foi feita a demonstração.
A antena como você pode ver na figura 5, estava instalada sem nenhum cuidado, de propósito, para mostrar que mesmo em locais não muito adequados a tecnologia Wi-MAX funciona.
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Figura 5: Antena Wi-MAX da Alvarion instalada atrás de grades de metal.
Além da antena, dentro da sala havia um dispositivo responsável por alimentar a antena Wi-MAX e converter os sinais recebidos. Para distribuir a internet dentro da sala foi utilizado um ponto de acesso Wi-Fi comum (figura 6).
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Figura 6: Fonte e conversor Wi-MAX a direita e ponto de acesso Wi-Fi a esquerda.
Mesmo em condições adversas como falta de visada, tempo fechado, obstáculos naturais e artificiais a velocidade da conexão com a internet era de quase 1 Mbps.
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Figura 7: Quase 1 Mbps de conexão!
O objetivo do projeto-piloto em Ouro Preto é criar um modelo de inclusão digital, instalando redes wireless (Wi-Max) em escolas públicas como ponto de partida para conectar toda a comunidade, criando o que a Intel chama de cidade digital. No total, cinco escolas públicas de ensino fundamental e médio e a UFOP (Universidade de Ouro Preto) já estão interligadas pelo projeto. O projeto é uma parceria da Intel com o Ministério da Educação, Rede Nacional de Pesquisa (RNP), prefeitura de Ouro Preto, Telemar, Fundação Gocieux e a UFOP.
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Figura 8: Projeto Wi-MAX Ouro Preto, a cidade digital.
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