A principal desvantagem do modo síncrono é que para fazer o overclock da memória você também precisará aumentar o clock do processador. Geralmente isso dá certo já que você pode estar tentando fazer o overclock tanto da memória quanto do processador. Mas em alguns casos o clock externo máximo que o processador “agüenta” é limitado pela memória ou vice-versa.
Por exemplo, pelo método da tentativa e erro você descobriu que o clock externo máximo que o seu processador agüenta é 180 MHz. Então, sua memória estará também trabalhando a 180 MHz (“360 MHz” já que as memórias DDR são rotuladas como tendo duas vezes o clock real) ou mais, dependendo das configuração do fator “host/memory” (“barramento local/memória”) que algumas placas-mães síncronas possuem. Por exemplo, na placa-mãe da Figura 4 a memória pode ser configurada para rodar com o clock externo do processador multiplicado este por 2 ou por 2,5. Esta placa-mãe foi desenvolvida para os processadores Pentium 4 e por isso, quando o clock externo for configurado como 133 MHz (“533 MHz”), o clock da memória pode ser configurado para 266 MHz (“2”) ou 333 MHz (“2,5”). É claro que configurar a memória para rodar a 333 MHz faz mais sentido se você usar módulos DDR333 ou DDR400. Quando subimos o clock externo do processador para 180 MHz e o fator “host/memory” para 2,5 a memória rodaria a 450 MHz.

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Figura 4: Configuração do fator “host/memory”.
Quando você descobre o clock máximo do barramento externo do processador em placas-mães com modo síncrono você não tem como saber ao certo o que está impedindo você de aumentá-lo, já que pode ser uma limitação do processador ou da memória. Em placas-mães com configuração de fator “host/memory”, como mostrada na Figura 4, você pode mudar o fator e verificar que componente está limitando o overclock. Por exemplo, poderíamos diminuir o fator de 2,5 para 2 para fazer a memória rodar a 360 MHz em vez de 450 MHz, e então tentaríamos aumentar novamente o clock externo do processador. Se você realmente não conseguir aumentar o clock externo do processador acima do limite de 180 MHz (em nosso exemplo), isso significa que o processador é o componente que está limitando o aumento do clock. Por outro lado, se após baixar o fator você conseguir aumentar o clock externo do processador um pouco, é a memória que está limitando o overclock. Assim você pode ver subir mais o clock externo do processador usando esta nova configuração.
Quando o processador é o responsável por limitar o aumento do clock, você tem que se deparar com uma terrível realidade: sua memória pode alcançar um clock alto, mas você não pode configurá-la para operar com seu clock máximo suportado, já que sua placa-mãe não tem configuração para isso. Esta é uma desvantagem de usar placas-mães de baixo custo e é por esse motivo que os amantes do overclock preferem usar placas-mães topo de linha.
Este problema não afeta placas-mães com configurações de memória de modo assíncrono. Como você tem dois diferentes conjuntos de opções de configuração, tanto para o processador quanto para a memória, o clock máximo que o processador consegue alcançar não é limitado pela memória, e o clock máximo que a memória consegue alcançar não é limitado pelo processador, o que é muito melhor para overclock.