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Anatomia de uma Unidade Óptica
30/08/2005 às 13h05min por Gabriel Torres em Tutoriais
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Introdução

Desmontamos um gravador de DVD para mostrar a você os componentes principais que podem ser encontrados em uma unidade óptica, tais como leitores e gravadores de CD e DVD. Neste tutorial mostraremos não apenas todos os principais componentes de uma unidade óptica, mas também ensinaremos como desmontar uma.

Ao contrário do que acontece com os discos rígidos, você pode abrir unidades ópticas sem problemas, mas você não pode ligá-las enquanto estiverem abertas. O raio laser gerado pela unidade óptica é invisível e pode deixá-lo cego caso você olhe diretamente para ele.

Antes de abrirmos nosso gravador de DVD, vamos primeiro dar uma olhada em seus conectores (ver Figura 1).

Anatomia de uma Unidade Óptica
Figura 1: Conectores encontrados em uma unidade óptica típica.

As unidades ópticas possuem basicamente três conectores: um para a alimentação, outro para a comunicação com o computador, e um terceiro que é a saída de áudio (também chamada “saída analógica de áudio”), que deve ser conectada em sua placa de som (ou em sua placa-mãe, caso ela possua som on-board).

As unidades ópticas também podem ter saída de áudio digital, também conhecida como SPDIF (Sony/Phillips Digital Interface Format). Se a sua unidade óptica possui este conector, você deve preferencialmente este conector em vez de usar a saída analógica de áudio. Como o conector SPDIF transmite áudio digital em vez de analógico, você obterá melhor qualidade de áudio dos seus CDs e DVDs se usar este tipo conexão em vez da conexão analógica. Leia nosso tutorial Conexão SPDIF para mais informações sobre o assunto.

O conector usado para troca de dados entre a unidade óptica e o computador é conhecido como “interface”. A interface mais comum usada por computadores voltados para usuários finais é chamada ATA (Advanced Technology Attachment). Existem outras interfaces, mas elas são raras hoje em dia: SATA (Serial ATA), que foi criada para substituir a ATA e está começado a chegar no mercado agora; SCSI (Small Computer Systems Interface), que é voltada para o mercado de servidores e é raramente utilizada em computadores para usuários finais; e interface proprietária, que era utilizada pelas primeiras unidades ópticas (unidades de CD-ROM “1x” e “2x”) antes de o padrão ATA ser compatível com unidades ópticas.

O jumper mestre/escravo (master/slave) encontrado em unidades ópticas ATA pode ser configurado de três maneiras:

  • Mestre: Significa que este é o único dispositivo IDE que estará ligado ao cabo ou será o primeiro dispositivo quando dois dispositivos forem ligados ao cabo.
  • Escravo: Significa que este é o segundo dispositivo IDE que estará ligado ao cabo.
  • CS (Cable Select): Significa que, com a utilização de um cabo “especial”, chamado CS, a configuração de qual dispositivo será o mestre e o escravo será determinada pela posição do dispositivo e não pela configuração do jumper.

Obs: Neste contexto “IDE” e “ATA” são sinônimos.

Você pode instalar discos rígidos e unidades ópticas no mesmo cabo. Porém, isto não é recomendado devido a questões de desempenho. A melhor maneira de conectar uma unidade óptica no micro é como “mestre” na porta ATA secundária da placa-mãe, enquanto que o disco rígido deve ser instalado como “mestre” sozinho na porta ATA primária.

Antes de abrirmos a unidade e mostrarmos suas partes internas, vamos falar sobre um macete antigo que será necessário para abrirmos a unidade: a ejeção manual.

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