Esta fonte de alimentação usa uma mistura entre projetos novos e obsoletos, o que significa que o fabricante em vez de criar um projeto novo do zero adaptou um projeto antigo. A principal diferença entre esta fonte de alimentação e os modelos mais novos (e melhores) é como a potência está distribuída. Esta fonte de alimentação foi projetada quando a maior parte da potência extraída pelo computador se concentrava na linha de +5V e não na linha de +12 V como acontece atualmente. Nós podemos dizer isto porque ela usa um retificador com especificações mais baixas para a linha de +12V e um retificador com especificações mais altas para a linha de +5V. O retificador de +12 V é conectado da mesma forma que fontes de alimentação antigas (projeto descrito como “A” na seção “Secundário” do nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas). O retificador de +5 V, no entanto, usa um projeto atualizado, o mesmo usado por fontes de alimentação modernas (projeto descrito como “B” no mesmo tutorial). Aí temos como a linha +3,3V é produzida. Ela tem um retificador separado assim como todas as fontes de alimentação atuais, mas a tensão na saída deste retificador é +5 V, e portanto ele usa um regulador de tensão para diminuir estes +5 V para + 3,3 V. Isto é uma mistura entre um projeto novo e antigo. Fontes de alimentação ATX antigas geravam sua saída de +3,3 V usando um regulador de tensão conectado na saída de + 5V. Fontes de alimentação mais novas têm um retificador completamente separado. Portanto esta fonte de alimentação usa uma mistura entre essas duas abordagens. A saída de +12V é produzida por um retificador Schottky MBR20100CT, que pode fornecer até 20 A (a 133°C), que corresponde a 240 W. A corrente máxima (e conseqüentemente a potência) que esta linha pode realmente fornecer dependerá de outros componentes, especialmente do transformador, da bobina, do capacitor, da bitola dos fios e até mesmo da largura das trilhas da placa de circuito impresso. É importante notar que praticamente todas as fontes de alimentação atualmente usam dois retificadores conectados em paralelo na linha de +12V em vez de apenas um. A saída de +5 V é produzida por um retificador Schottky MBR4045PT, que suporta até 40 A (a 125° C). Portanto a potência máxima que a saída de +5 V pode fornecer é de 200 W. Claro que a corrente máxima (e conseqüentemente a potência) que esta linha pode realmente fornecer dependerá de outros componentes, especialmente do transformador, da bobina, do capacitor, da bitola dos fios e até mesmo da largura das trilhas da placa de circuito impresso, como dissemos anteriormente. A saída de +3,3 V é produzida por um retificador Schottky MBR3045PT, que suporta até 30 A (a 105° C). Como explicamos, a saída deste retificador é conectada a um circuito regulador de tensão de +3,3 V, controlado por um transistor de potência MOSFET IPP09N03LA, que é capaz de suportar até 50 A a 25°C ou 46 A a 100°C. Como em configurações como essa o componente com o menor limite de corrente é aquele que limita o circuito, em teoria a saída de +3,3 V desta fonte de alimentação pode fornecer até 30 A ou 99 W. Como explicamos o limite real depende de outros fatores.  clique para ampliar Figura 13: Retificadores de +12 V, +5 V e +3.3 V.
 clique para ampliar Figura 14: Transistores de potência MOSFET usados no circuito regulador de +3,3 V.
O sensor térmico desta fonte de alimentação está localizado no dissipador de calor do secundário, como você pode ver na Figura 14. Este sensor é usado para controlar a velocidade de rotação da ventoinha de acordo com a temperatura interna da fonte e também para desligá-la em caso de superaquecimento, desde que a fonte tenha proteção contra superaquecimento (OTP), o que não é o caso de fontes mais simples. Nesta fonte de alimentação os capacitores eletrolíticos grandes do dobrador de tensão são da Teapo (uma empresa taiuanesa) e rotulados a 85°C, enquanto que os capacitores eletrolíticos do secundário são da Teapo e da Su’scon (outra empresa taiuanesa) e rotulados a 105°C. |