N ós estávamos bastante curiosos para verificarmos quais componentes foram escolhidos para a seção de potência desta fonte de alimentação e também como eles foram interligados, ou seja, o projeto usado. Estávamos dispostos a ver se os componentes realmente forneceriam a potência anunciada pela Antec. De todas as especificações técnicas descritas no databook de cada componente, estávamos mais interessados na corrente máxima em modo contínuo, dada em ampères (A). Para encontrar a potência máxima teórica do componente em watts podemos usar a fórmula P = V x I, onde P é a potência em watts, V é a tensão em volts e I é a corrente em ampères. Lembre-se que isto não significa que a fonte de alimentação fornecerá a corrente máxima de cada componente, já que a potência máxima que a fonte de alimentação pode fornecer depende de outros componentes usados – como o transformador, bobinas, o layout da placa de circuito impresso e a bitola dos fios – não apenas das especificações principais dos componentes que iremos analisar. Para uma melhor compreensão do que iremos falar aqui, sugerimos que você leia nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas. Esta fonte de alimentação usa uma ponte de retificação GBU1006 em seu estágio primário, que pode fornecer até 10 A de corrente contínua.  clique para ampliar Figura 11: Ponte de retificação desta fonte de alimentação.
Em seu estágio primário, quatro transistores de potência MOSFET são usados, dois 20N60C3 para o circuito PFC ativo e dois FQA18N50V2 (máximo de 20 A para cada) para a seção de chaveamento, usando a configuração de chaveamento direto com dois transistores (two-transistor forward). Para um melhor entendimento sobre a relação entre esses transistores, desenhamos um diagrama simplificado desta seção da fonte de alimentação NeoPower 550, como você pode ver na Figura 12.  clique para ampliar Figura 12: Diagrama simplificado desta fonte de alimentação mostrando a localização dos quatro transistores MOSFET.
 clique para ampliar Figura 13: Transistores MOSFET usados nesta fonte de alimentação.
Mas estávamos mesmo interessados no secundário desta fonte de alimentação. Sua saída de +12 V é produzida por dois retificadores Schottky MBR4060WT instalados em paralelo, cada um suportando até 40 A de corrente contínua. Dessa forma a saída de +12 V tem uma corrente máxima teórica de 80 A ou 960 W. Claro que a potência real que esta linha pode fornecer dependerá de outros componentes usados, especialmente o transformador, a bobina e o capacitor. Sua saída de + 5V é produzida por um retificador Schottky STPS30L45CW, que pode suportar até 30 A de corrente contínua. Dessa forma, em teoria, a saída de + 5 V pode suportar até 150 W. Esta fonte de alimentação tem seu próprio retificador de +3,3 V. Fontes de alimentação mais baratas não têm esse componente e a tensão de +3,3 V é produzida por um regulador de tensão instalado na saída de +5 V. No entanto, tanto os retificadores de +3,3 V quanto os de + 5 V são ligados na mesma saída do transformador. Dessa forma, o corrente máxima combinada que essas duas saídas podem fornecer dependerá do transformador. O retificador usado na saída de +3,3 V é um STPS30L40CW, que pode suportar até 30 A e, portanto, em teoria, a saída de +3,3 V que esta fonte de alimentação pode fornecer é de até 99 W.  clique para ampliar Figura 14: Retificadores usados nesta fonte de alimentação.
 clique para ampliar Figura 15: Segundo retificador para a saída de + 12V.
A Antec também escolheu adicionar um regulador de tensão 7805 conectando as saídas de +12 V e + 5 V, provavelmente para simular uma carga e permitir que a fonte de alimentação ligue.  clique para ampliar Figura 16: Regulador de tensão 7805 conectado entre as saídas de +12 V e +5 V.
O capacitor eletrolítico usado no circuito PFC ativo é da japonesa Chemi-Com, enquanto que todos os outros capacitores eletrolíticos são da taiwanesa OST. Esta fonte de alimentação tem ainda um verdadeiro sensor de temperatura preso no dissipador de calor usado pelos retificadores secundários, responsável por desligar a fonte em caso de superaquecimento e também para controlar a velocidade de rotação da ventoinha de acordo com a temperatura da fonte, o que é muito interessante, já que a ventoinha girará em sua velocidade de rotação máxima apenas quando necessário. |