Nós decidimos desmontar esta fonte de alimentação para vermos o que a difere de uma fonte de alimentação genérica. Leia nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas para entender como uma fonte de alimentação trabalha internamente e para comparar esta fonte de alimentação com outras.
Nesta página teremos uma visão geral, enquanto que na página seguinte discutiremos em detalhes a qualidade e as características dos componentes usados.
Nós podemos apontar várias diferenças entre esta fonte de alimentação e uma fonte genérica: a qualidade da construção da placa de circuito impresso; o uso de mais componentes no estágio de filtragem de transientes; o circuito de PFC ativo; o uso de um sensor térmico no dissipador de calor dos diodos de potência para controlar a velocidade da ventoinha e para desligar a fonte de alimentação em caso de superaquecimento; a potência de todos os componentes; o projeto; etc.
Na Figura 7 você tem uma visão geral do interior desta fonte de alimentação.
 clique para ampliar Figura 7: Por dentro da Enermax Galaxy 1000 W.
O que imediatamente nos chamou atenção foi o uso de dois transformadores, o que significa que esta fonte de alimentação tem circuitos secundários separados para as tensões positivas principais (falaremos mais sobre isto na próxima página). Isto era esperado, pois faz mais sentido usar dois transformadores em vez de construir uma fonte de alimentação com apenas um transformador grande – todas as outras fontes de alimentação de alto desempenho que vimos até hoje utilizavam apenas um transformador. Na Figura 7 você pode ver ainda um pequeno transformador no lado direito (abaixo da proteção plástica), que é usada pela saída +5VSB – em todas as outras fontes de alimentação esta saída é produzida por um circuito independente e, portanto, isto não é algo exclusivo da Enermax.
 clique para ampliar Figura 8: Os dois transformadores principais. Em fontes de alimentação comuns apenas um transformador é usado.
Como já dissemos em outros artigos, a primeira coisa que gostamos de ver quando abrimos uma fonte de alimentação para termos uma idéia da sua qualidade é o estágio de filtragem de transientes. Em fontes de alimentação genéricas este estágio tem apenas uma bobina, dois capacitores cerâmicos, um ou dois capacitores de poliéster metalizados e, se tivermos sorte, um varistor (MOV).
Esta fonte de alimentação da Enermax não usa um varistor, sendo a primeira vez que vimos uma fonte de alimentação de alto desempenho de um fabricante respeitado a não usar este componente, que é um supressor de transientes. Na verdade, esta é única falha que encontramos neste produto.
A Enermax usou “apenas” dois capacitores de poliéster metalizados, dois capacitores cerâmicos e duas bobinas de ferrite neste estágio.
 clique para ampliar Figura 9: Estágio de filtragem de transientes (parte 1).
 clique para ampliar Figura 10: Estágio de filtragem de transientes (parte 2).
As outras bobinas que vimos na Figura 10 são usadas no circuito PFC ativo.
Por falar em PFC ativo, este circuito é controlado pelo circuito integrado UCC3817 localizado em uma pequena placa de circuito impresso mostrada na Figura 11.
 clique para ampliar Figura 11: Controlador PFC ativo.
Agora falaremos em mais profundidade sobre os componentes usados na Galaxy 1000 W. |