Como você pode ver na Figura 13 da página anterior, o primeiro transformador controla as saídas de +5V e +12V usadas nos cabos que são conectados à placa-mãe (rotulados como “CPU”), enquanto que o segundo transformador controla as saídas de +3,3V e +12V usadas pelos periféricos.
Esta é a primeira vez que vimos esta abordagem, que é excelente por vários motivos. O mais óbvio deles é o aumento da corrente máxima (e conseqüentemente da potência) que a fonte de alimentação pode fornecer, já que dois transformadores independentes são usados em vez de simplesmente um. Além disso, a linha de +12 V conectada à placa-mãe é independente da linha de +12 V usada para os periféricos, o que significa uma tensão mais limpa (isto é, sem ruído) para o(s) processador(es).
Um outro benefício excelente desta abordagem é que a linha de +3,3 V é feita usando uma saída própria do transformador. Em fontes de alimentação mais baratas a tensão de +3,3 V é produzida por um regulador de tensão instalado na saída de +5 V. Em outras fontes de alto desempenho a linha de +3,3 V tem seu próprio retificador (ou seja, não é derivado da saída de +5V), mas compartilha com a linha de +5 V a mesma saída do transformador e, portanto, as correntes máximas que as linhas de +5V e +3,3V podem fornecer estão interligadas. Isto não acontece com esta fonte.
A saída de + 5V é produzida por dois retificadores Schottky 40CPQ045 conectados em paralelo, que podem suportar até 40 A de corrente contínua. Dessa forma, em teoria, a saída de + 5 V pode suportar até 80 A. Isto é igual a 400 W. Claro que a corrente máxima que esta linha pode realmente fornecer dependerá de outros componentes, especialmente do transformador, da bobina, do capacitor e da bitola do fio.
A saída de +12 V é produzida por dois retificadores Schottky 40CPQ060 instalados em paralelo, cada um suportando até 40 A de corrente contínua. Dessa forma a saída de +12 V tem uma corrente máxima teórica de 80 A ou 960 W. Como dissemos acima, a corrente máxima que esta linha pode fornecer dependerá de outros componentes usados, especialmente do transformador, da bobina, do capacitor e da bitola do fio.
Outros dois retificadores Schottky 40CPQ060 produzem a segunda saída de +12 V. Dessa forma esta segunda saída de +12 V tem uma potência máxima teórica de até 960 W.
A saída de +3,3 V é produzida por mais dois retificadores Schottky 40CPQ045 conectados em paralelo. Como eles juntos podem fornecer até 80 A, a potência máxima teórica da saída de +3,3 V é de 264 W.
A saída de +5VSB (também conhecida como “tensão de standby”) é parruda. Como acontece em todas as fontes de alimentação ATX (mesmo nos modelos genéricos), esta saída utiliza um transformador separado, porém nesta fonte da Enermax um retificador Schottky F20SC6 é usado, que pode suportar até 20 A, o que resulta em uma potência máxima teórica de 100 W.
A saída de –12 V é produzida por um regulador de tensão 7912, que pode suportar até 1 A. Dessa forma a saída de -12 V tem uma potência máxima teórica de 12 W.
Nas figuras abaixo você pode ver todos os retificadores usados nos dois secundários desta fonte de alimentação.
 clique para ampliar Figura 16: Retificadores do secundário usados nesta fonte de alimentação.
 clique para ampliar Figura 17: Retificadores do secundário usados nesta fonte de alimentação.
Você pode ver novamente as pequenas contas de ferrite usadas nos terminais de todos os componentes, agindo como um filtro de modo a diminuir o ruído.
Esta fonte de alimentação tem ainda um sensor de temperatura conectado no dissipador de calor usado pelos retificadores do secundário, responsável por desligar a fonte de alimentação em caso de superaquecimento e também para controlar a velocidade de rotação da ventoinha. |