Se você voltar ao terceiro trimestre de 2004, as notícias vieram como uma seqüência de dois socos: Primeiro, a Philips anunciou que estava abandonando a tecnologia LCoS, e em seguida, a Intel fez o mesmo. Esta notícia pegou muitos consumidores e especialistas da indústria de surpresa, já que eles estavam esperando a tecnologia LCoS como uma tecnologia de vídeo promissora que combinava o melhor dos dois mundos – a LCoS misturava os melhores atributos da tecnologia de cristal líquido (LCD) com a DLP (originalmente um acrônimo para Digital Light Processing, processamento digital de luz, apesar de hoje em dia ser uma marca registrada da Texas Instruments).
Como nas TVs convencionais e nas TVs LCD, a tecnologia LCoS utiliza minúsculos cristais líquidos para criar os pixels coloridos que compõem a imagem na tela. Através da aplicação de uma carga elétrica em uma célula preenchida com cristais líquidos, o estado do cristal é alterado para permitir ou bloquear a passagem da luz – tornando o pixel aceso ou apagado. A arquitetura do LCoS também herda características da tecnologia DLP, que usa espelhos microscópicos para direcionar a luz. Em um sistema LcoS, a camada de cristal líquido fica sobre o substrato do espelho reflexivo. Em vez de acender uma luz de fundo diretamente através da camada do LCD, a luz é emitida do espelho por trás do cristal liquido.
Existem várias vantagens inerentes à tecnologia LCoS:
- Ao contrário da tecnologia DLP convencional, não existem partes móveis – não há micro espelhos que se movem nem rodas de cor giratórias. Esta última está por trás do “efeito arco-íris” que irrita alguns usuários de TVs DLP.
- Ao contrário das TVs de LCD, as linhas da matriz que separa os pixels é menor, eliminando o “efeito veneziana” – linhas pretas que aparecem entre os pixels.
Portanto, como não gostar desta tecnologia? Bem, além de outras desvantagens que se tornaram evidentes no processo de fabricação, o alto custo foi o maior culpado. A tecnologia LCoS favorece a produção de telas maiores e com maiores definições. Por serem grandes, elas provaram custar mais do que a maioria dos consumidores estava preparada para pagar em 2004 ou no início de 2005 – particularmente quando uma variedade de outras excelentes e mais acessíveis tecnologias estavam disponíveis. Tecnologia de Plasma, em particular, tornou-se consideravelmente mais barata, e sua combinação de telas grandes com a sua espessura fizeram com que a maioria dos compradores pensassem duas vezes antes de comprarem uma gigantesca TV de projeção. |