Nós estávamos bastante curiosos para verificarmos quais componentes foram escolhidos para a seção de potência desta fonte de alimentação e também como eles foram interligados, ou seja, o projeto usado. Estávamos dispostos a ver se os componentes realmente forneceriam a potência anunciada pela OCZ.
De todas as especificações técnicas descritas no databook de cada componente, estávamos mais interessados na corrente máxima em modo contínuo, dada em ampères (A). Para encontrar a potência máxima teórica do componente em watts podemos usar a fórmula P = V x I, onde P é a potência em watts, V é a tensão em volts e I é a corrente em ampères.
Nós precisamos saber também em que temperatura o fabricante do componente mediu a sua corrente máxima (esta informação também pode ser encontrada no databook do componente). Quanto maior a temperatura, menor é a corrente que semicondutores conseguem fornecer. Correntes dadas a temperaturas menores do que 50º C não são boas, já que temperaturas abaixo desta não refletem as reais condições de trabalho da fonte de alimentação.
Lembre-se que isto não significa que a fonte de alimentação fornecerá a corrente máxima de cada componente, já que a potência máxima que a fonte de alimentação pode fornecer depende de outros componentes usados – como o transformador, bobinas, capacitores, o layout da placa de circuito impresso, a bitola dos fios e até mesmo a largura das trilhas da placa de circuito impresso – e não apenas das especificações principais dos componentes que iremos analisar.
Para uma melhor compreensão do que iremos falar aqui, sugerimos que você leia nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas.
Esta fonte de alimentação usa duas pontes de retificação GBU605 em seu estágio primário, que pode fornecer até 6 A de corrente em modo contínuo (a 100ºC) cada. Dessa forma a corrente total que a seção de retificação desta fonte de alimentação pode suportar é de 12 A.
O circuito PFC ativo desta fonte de alimentação utiliza três transistores de potência MOSFET (20N60C3 – o mesmo usado por várias outras fontes de alimentação que já vimos, como a Antec Neo 550 HE, Cooler Master iGreen Power 430 W, Corsair HX620W e Thermaltake Toughpower 750 W) e esta é a primeira vez que vimos um projeto como este. Todas as outras fontes de alimentação de alto desempenho que vimos até hoje usavam apenas dois transistores (exceto a Enermax Galaxy 1000 W, que usa quatro transistores). Cada transistor 20N60C3 pode suportar até 300 A (a 25ºC) em modo pulsante (que é o caso).
Os transistores e o diodo do PFC estão instalados no mesmo dissipador de calor. Normalmente os transistores do PFC ativo estão no mesmo dissipador de calor dos transistores chaveadores, o que não é o caso desta fonte de alimentação.
 clique para ampliar Figura 12: Transistores e diodo do PFC ativo.
Na seção de chaveamento são usados dois transistores de potência MOSFET FQPF18N50V2 na configuração de chaveamento direto com dois transistores, e cada um tem uma corrente máxima rotulada de 72 A em modo pulsante, que é o modo usado, já que o circuito PWM alimenta esses transistores com uma forma de onda quadrada. É interessante notar que esses são os mesmos transistores usados pela fonte de alimentação HX620W da Corsair.
As duas pontes retificadoras estão instaladas no mesmo dissipador de calor usado pela seção de chaveamento.
 clique para ampliar Figura 13: Transistores chaveadores e pontes de retificação.
Esta fonte de alimentação utiliza oito retificadores Schottky em seu secundário e eles são todos do mesmo modelo: MBRP3045N. Isto é uma característica pouco usual, já que normalmente fontes de alimentação utilizam um retificador diferente para cada saída. Quatro deles são usados para a saída de +12 V, dois são usados para a saída de +5 V e os outros dois são usados para a saída de +3,3 V – apesar da saída de +3,3 V usar retificadores separados ela é conectada na mesma saída do transformador da linha de +5 V.
Cada retificador MBRP3045N pode suportar até 30 A (a 100º C). Isto significa que em teoria a saída de +12 V é capaz de fornecer até 120 A (1.440 W), a saída de +5 V é capaz de fornecer até 60 A (300 W) e a saída de +3,3 V é capaz de fornecer até 60 A (198 W). Como dissemos antes, a potência máxima que a fonte de alimentação pode fornecer depende de outros componentes usados – como o transformador, bobinas, capacitores, o projeto da placa de circuito impresso, a bitola dos fios e atém mesmo a largura das trilhas da placa de circuito impresso.
 clique para ampliar Figura 14: Oito retificadores Schottky usados no secundário.
Esta fonte de alimentação utiliza capacitores eletrolíticos taiuaneses da Teapo, CapXon e OST. O grande capacitor eletrolítico do circuito PFC ativo é rotulado a uma temperatura de 85º C, enquanto que todos os outros capacitores menores são rotulados a uma temperatura de 105º C. |