Como já explicamos, o transformador principal e o secundário desta fonte de alimentação estão localizados na placa de circuito impresso superior. Nós já postamos uma foto desta placa na Figura 7, mas na Figura 13 você pode ver essa placa sem seus dissipadores de calor.  clique para ampliar Figura 13: Visão geral da placa de circuito impresso superior.
O projeto usado no secundário é único. Na verdade, esta é a primeira fonte de alimentação que vimos usando tal projeto. Em vez de usar retificadores de potência Schottky após o transformador, a retificação e a regulação são feitas usando transistores de potência MOSFET. Esta fonte de alimentação usa nove transistores de potência MOSFET FDP047AN08A0, cada um capaz de fornecer até 15 A a 25°C em modo contínuo ou 80 A em modo pulsante (que é o modo usado), também rotulado a 25°C. Isto é igual a 73 A a 50°C, 62 A a 85°C ou 56,5 A a 100°C, calculado usando a fórmula presente no datasheet desses transistores. Como você pode ver, a corrente máxima que um semicondutor consegue fornecer varia de acordo com a sua temperatura de funcionamento. Por isso que é muito importante saber em que temperatura o fabricante rotulou suas fontes de alimentação. Quando não especificada normalmente a fonte de alimentação é rotulada a 25°C, uma temperatura que a fonte de alimentação nunca trabalhará (uma temperatura típica de funcionamento é de cerca de 40°C), o que significa que a potência máxima rotulada será atingida apenas no laboratório do fabricante com a temperatura interna da fonte de alimentação controlada a 25°C, mas nunca em casa, onde a fonte de alimentação estará funcionando com uma temperatura muito maior. A propósito, não encontramos nenhuma referência a respeito da temperatura na qual esta fonte foi rotulada no site da OCZ, na caixa do produto ou em seu manual. Nós falaremos mais sobre isso na próxima página.  clique para ampliar Figura 14: Sete dos nove transistores de potência MOSFET usados. Você pode ainda ver o sensor de temperatura.
Cada saída positiva (+12 V, +5 V e +3,3 V) usa dois transistores, os outros três transistores são usados nos circuitos de controle e proteção. Nesta fonte de alimentação as saídas +5V e + 3,3V usam saídas independentes do transformador. Normalmente em fontes de alimentação topo de linha essas duas saídas usam retificadores separados, mas conectadas à uma mesma saída do transformador, o que limita a corrente máxima cada saída pode alcançar. Vamos fazer algumas contas usando a corrente máxima teórica suportada por cada transistor, sempre tendo em mente que é apenas um exercício, já que a corrente máxima (e conseqüentemente a potência) que uma fonte de alimentação pode na verdade fornecer dependerá de vários outros fatores tais como o transformador, bobinas, capacitores, o projeto da placa de circuito impresso, a bitola dos fios e até mesmo a largura das trilhas da placa de circuito impresso. Considerando a corrente máxima do transistor a 50°C (73 A), a saída de +3,3 V teria uma potência máxima de 480 W, a saída de + 5V teria uma potência máxima de 730 W e as saídas de + 12V teriam uma potência máxima de 1.752 W. Isto é realmente impressionante e mostra que pelo menos em teoria os transistores usados no secundário estão funcionando muito abaixo da capacidade máxima – que é sensacional. Vamos agora falar um pouco mais sobre as especificações de potência desta fonte de alimentação. |