Nós fomos uns dos primeiros sites especializados em hardware a alertar aos usuários que a grande maioria dos testes de fontes de alimentação publicados na Internet em revistas ditas “especializadas” estavam errados. Se você quer entender o porque, leia nosso tutorial Porque 99% dos Testes de Fontes de Alimentação Estão Errados. Esta leitura é recomendada para entender porque adotamos a metodologia descrita neste artigo. Em vez de fazermos como outros sites que postam testes irrelevantes nós decidimos adotar uma abordagem diferente em nosso site enquanto ainda não tínhamos o equipamento necessário para realizarmos verdadeiros testes de fontes de alimentação: nós desmontávamos completamente as fontes de alimentação e falavamos sobre a arquitetura usada e todos os componentes internos. Com isto nós podiamos ter uma idéia pelo menos em teoria se a fonte de alimentação poderia fornecer sua potência rotulada. Nós finalmente compramos todos os equipamentos necessários para fazermos verdadeiros testes de fontes de alimentação e neste artigo explicaremos em detalhes como faremos nossos testes a partir de agora. Nós basicamente manteremos o formato atual – ou seja, continuaremos desmontando fontes e falando sobre sua arquitetura interna – adicionando os seguintes testes: - Teste de carga para ver se a fonte de alimentação é capaz de fornecer sua potência rotulada e se ela pode fornecer mais potência do que a rotulada;
- Testes das proteções da fonte para ver se as proteções tais como sobre corrente, sobre potência e curto-circuito estão funcionando corretamente;
- Teste de ruído elétrico para ver quão limpa está a tensão de cada saída da fonte de alimentação;
- Teste de eficiência para ver a quantidade de energia que é desperdiçada pela fonte de alimentação;
- Teste de estabilidade para ver se existe alguma flutuação de tensão na fonte de alimentação;
- Medição de temperatura.
Nós explicaremos em detalhes cada um desses testes, a metodologia que estaremos usando com cada um deles, nosso critério para rotular se uma fonte é “boa” ou “ruim”, o equipamento que usaremos e ainda quais são os “pontos negativos” ou “problemas” da nossa metodologia – basicamente o que poderíamos fazer diferente para efetuarmos testes “perfeitos” (apesar de sabermos por experiência própria que mesmo se tivéssemos o melhor equipamento do mundo ainda assim algumas pessoas encontrariam alguma maneira de nos criticar). A boa notícia é que como fontes de alimentação são componentes que têm uma vida dentro do mercado muito maior do que outros componentes internos do micro, tais como processador, placas de vídeo e placas-mãe, nós atualizaremos a maior quantidade possível de artigos “Primeiras Impressões” sobre fontes de alimentação já publicados, adicionando os testes acima citados de modo a transformá-los em testes completos, dando o nosso selo de produto recomendado, caso os produtos testados mereçam. Como ainda temos conosco várias fontes de alimentação que cobrimos no passado, será muito interessante comparar o que dissemos sobre a arquitetura interna da fonte com seu desempenho no mundo real. A idéia deste artigo é ser uma referência para todos os testes de fontes de alimentação e, dessa forma, não precisarmos explicar novamente nossa metodologia a cada novo teste. |