Esta fonte utiliza três retificadores Schottky em seu secundário. O problema é como eles são conectados. Em vez de usar o mesmo projeto adotado por todas as fontes de alimentação atuais, a fonte de alimentação testada usa um projeto obsoleto. Para ver a diferença entre eles, dê uma olhada na seção Secundário do nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas. Esta fonte de alimentação usa o projeto descrito como “A” neste tutorial, enquanto praticamente todas as fontes de alimentação atualmente disponíveis no mercado utilizam o projeto descrito como “B”. A saída de +12V é produzida por um retificador Schottky S30D60C que podem fornecer até 30 A (a 25°C), o que equivale a 360 W. A corrente máxima que esta linha pode realmente fornecer dependerá de outros componentes, especialmente do transformador, da bobina, do capacitor, da bitola dos fios e até mesmo da largura das trilhas da placa de circuito impresso. É também importante notar que praticamente todas as fontes de alimentação atuais usam dois retificadores conectados em paralelo na linha de +12V em vez de apenas um.  clique para ampliar Figura 10: Retificador de +12V.
A saída de +5V é produzida por um retificador Schottky S60D40C que suporta até 60 A (a 25°C). Dessa forma a corrente máxima teórica que a linha de +5V pode fornecer é de 300 W. Claro que a corrente máxima (e conseqüentemente a potência) que esta linha pode realmente fornecer dependerá de outros componentes, especialmente do transformador, da bobina, do capacitor, da bitola dos fios e até mesmo da largura das trilhas da placa de circuito impresso, como dissemos anteriormente. A saída de +3,3V é produzida por outro retificador Schottky S60D40C que pode suportar até 60 A (a 25°C). Dessa forma a corrente máxima teórica que a linha de +3,3V pode fornecer é de 198 W. Claro que a corrente máxima (e conseqüentemente a potência) que esta linha pode realmente fornecer dependerá de outros componentes, especialmente do transformador, da bobina, do capacitor, da bitola dos fios e até mesmo da largura das trilhas da placa de circuito impresso, como dissemos anteriormente. Apesar de esta fonte de alimentação ter um retificador separado para a saída de +3,3 V, este retificador é conectado na mesma saída da linha de +5V do transformador. Portanto a corrente máxima que essas linhas podem fornecer juntas será limitada pelo transformador.  clique para ampliar Figura 11: Retificadores de +3,3 V e +5 V.
Está muito claro para nós que esta fonte de alimentação usa um projeto obsoleto adaptado para atender as demandas atuais do mercado – em outras palavras adicionar conectores de alimentação SATA em uma fonte de alimentação antiga não significa que a fonte de alimentação seja nova! Nós falamos isso porque os retificadores de +5 V e +3,3 V são capazes de fornecer muito mais corrente (e conseqüentemente potência) do que o retificador de +12 V. Este era um cenário típico encontrado em fontes de alimentação de sete anos atrás. Atualmente a maior parte da potência de um PC é extraída da linha de +12 V, já que os componentes que extraem mais potência – processadores e placas de vídeo – são conectados na linha de +12 V. O sensor térmico desta fonte de alimentação está localizado dentro da bobina de +12 V, como você pode ver na Figura 12. Este sensor é usado para controlar a velocidade de rotação da ventoinha de acordo com a temperatura interna da fonte e também para desligar a fonte em caso de superaquecimento, em fontes de alimentação que implementam a proteção contra temperatura elevada (OTP).  clique para ampliar Figura 12: Sensor térmico.
Nesta fonte de alimentação os capacitores eletrolíticos grandes do dobrador de tensão são rotulados a 85°C, enquanto que os capacitores eletrolíticos do secundário são rotulados a 105°C. Nós não conseguimos descobrir os fabricantes deles. |