Dissemos que os vírus são ativados somente quando executamos algum programa infectado. Graças à uma falha de segurança do processador de textos Word, é possível fazer com que vírus sejam escritos na linguagem de programação do Word - Word Basic -, que é utilizada na criação e execução de macros.
Macros são pequenas rotinas com a finalidade de executar processos pré-estabelecidos muito utilizados. Podem ser utilizados através da opção "Macro" existente no menu "Ferramentas" do Word.
No caso do vírus de macro, eles gostam de bagunçar com o processador de textos, como por exemplo, trocar opções e comandos, bagunçar a impressão, enfim fazer com que o seu Word tenha um comportamento anormal.
É claro que os vírus de macro atacam exclusivamente o processador de textos. Além disto, este é o único tipo de vírus capaz de se alastrar utilizando um arquivo de dados como meio de propagação.
Um dos grandes problemas do vírus de macro é que ele é multiplataforma, ou seja, roda em qualquer sistema operacional, seja Windows, Windows 95, OS/2 ou Mac/Os, pois o vírus é escrito baseado na linguagem de programação do Word.
Aliás, o grande problema hoje em dia é em relação à este tipo de vírus. A maioria dos usuários sabe do perigo que os vírus representam. Daí, quase todo mundo tem um programa antivírus. Entretanto, programas antivírus mais antigos dificilmente irão detectar vírus de macro. Somente as versões mais novas dos programas antivírus detectam com precisão este tipo de vírus.
 clique para ampliar Figura 1: Arquivos infectados com vírus de macro.
Com um arquivo infectado carregado, observamos as macros que eram trazias com ele. Observe na figura a existência de uma macro "AutoOpen", responsável pelo "estrago" do vírus.
 clique para ampliar Figura 2: Texto com vírus de macro. Note a presença da macro "AutoOpen".
Este tipo de vírus alastra-se em proporções assustadoras e a contaminação é facílima. Basta você abrir qualquer documento infectado para que o vírus infecte o modelo global NORMAL.DOT, responsável pela configuração do Word. Como o NORMAL.DOT é sempre carregado, qualquer arquivo que você crie ou abra depois do "contágio" estarão contaminados também.
Como este é um tipo de vírus muito novo, a maioria dos usuários se esquece de passar um programa antivírus em disquetes contendo arquivos DOC emprestados por colegas ou disponíveis no trabalho. Até mesmo pela Internet é muito fácil pegar este tipo de vírus. Basta que alguém lhe envie um arquivo "DOC" infectado anexado a um e-mail (em "attach").
Aliás, já que tocamos no assunto, é impossível que um e-mail contenha um vírus, somente o arquivo anexado a este, ok? São totalmente falsas as afirmações de que existem certas mensagens de e-mail que "estragam" o computador quando abertas, pois contém "perigosíssimos" vírus. Mensagens divulgando fatos falsos como este são chamadas "spam" e são altamente condenadas pela "etiqueta" da Internet. |