Filtros e mais filtros... Isso é o que mais nos chamou a atenção na fonte da OCZ. Os filtros são formados por bobinas e capacitores, que impedem que os componentes gerem ruído, gerando uma tensão de alimentação mais "limpa". Compare a área próxima aos transformadores (área entre os dois dissipadores de calor) de uma fonte convencional com a área equivalente na fonte da OCZ. Você verá duas bobinas inexistentes nas fontes mais simples e mais um varistor (filtro de linha).
Na área equivalente na fonte da OCZ há duas bobinas com núcleo de ferrite e mais um varistor (componente redondo azul).
Na parte de saída da fonte (secundário) nós também vemos diferenças claras entre fontes mais simples e a fonte da OCZ. Na fonte da Troni (Figura 21) há somente duas grandes bobinas com núcleo de ferrite (uma toroidal e outra "em pé") e depois pequenas bobinas e capacitores eletrolíticos para cada linha de saída. Já na fonte da OCZ (Figura 22) vemos quatro grandes bobinas de núcleo de ferrite, três toroidais e uma "em pé".
Além de todos os detalhes do esmero da OCZ em relação à sua qualidade – medida claramente na quantidade extra de bobinas e capacitores em relação a fontes comuns –, é clara a diferença na qualidade dos componentes, especialmente na dos transistores usados. Na Figura 21 você vê alguns transistores presos ao dissipador de calor da fonte da Troni. Na fonte da OCZ, os transistores usados tinham quase o dobro do tamanho, o que representa uma maior capacidade de corrente (e, conseqüentemente, potência). Infelizmente não dava para tirar fotos desses transistores na fonte da OCZ sem dessoldarmos os componentes existentes na frente deles.