As versões utilizadas no Multipingüim foram Conectiva Linux 7.0 (kernel 2.2.19cl) e o Red Hat 7.1 (Kernel 2.4.2). Foi utilizada uma arquitetura de cluster denominada Beowulf, que vemos na Figura 2.
Figura 2: Cluster Beowulf típico.
O computador principal (front-end) denominado pinguim.mestre, é o equipamento na qual está instalado:
A distribuição do sistemas de arquivos via NFS (Network File System);
Configuração do relacionamento de confiança entre os computadores escravos hosts.equiv, evitando assim a implementação de um servidor de autenticação NIS (Network Information Service);
Servidor RARP;
Distribuição de ip’s dinâmicos via protocolo DHCP;
Resolução de nomes via arquivo hosts - evita latência não utilizando assim o serviço de DNS;
Serviço de boot remoto (TFTP);
Acesso remoto aos nós através de rlogin, ssh, ftp, rsh, rwho, rwall;
Gerência dos nós através de duas aplicações: bWatch, SCMS (Smile Cluster Management System);
Aplicações de renderização de imagens com o PVMPOV e patch para MPI;
Escalonadores de tarefas: SQMS, MAUI;
Analisadores de Performance - NetPipe, NetPerf, UnixBench, LMbench, Stream, Bonnie;
Sincronização através de rsync;
E uma futura implementação ainda não testada é a colocação de um distribuidor de processos dinâmicos no cluster como o Bproc (patch ao kernel do Linux desenvolvido pela NASA) e o KSIX (processo daemon da Kasetstat University da Tailândia);
Observe que é interessante que exista uma alta disponibilidade e redundância de hardware no controlador mestre ou que separe alguns serviços para outros servidores tais como distribuição do sistemas de arquivos e gerenciamento do cluster.