Mas, afinal, como é que se faz o overclock? Vimos que atualmente o único overclock possível é o da freqüência de operação externa do processador. Há duas maneiras de se alterar essa freqüência, através de jumpers existentes na placa-mãe ou então através do setup do micro. A maneira que essa alteração é feita depende da placa-mãe e você precisará do manual da placa-mãe para efetuar o overclock, especialmente se a configuração do clock de sua placa é feita através de jumpers.
O processo é o seguinte:
- Com o micro desligado, altere a posição dos jumpers para um clock acima do atualmente configurado.
- Ligue o micro e deixe-o carregar o sistema operacional. Após carregar o sistema operacional, abra um programa e tente usá-lo.
- Desligue o micro e reinicie o processo, aumentando mais o clock, repetindo o processo até achar o ponto máximo de overclock de seu micro.
Se o micro não ligar ou travar quando estiver carregando o sistema operacional ou quando você tentar usá-lo, significa que o overclock não foi bem sucedido. Assim, você deve desligar o micro e voltar à última configuração de clock em que ele funcionou bem. Esse será o ponto máximo de overclock do seu micro.
No caso de micros onde a configuração do clock não é feita através de jumpers mas sim através do setup, o processo é o mesmo.
Como você pode perceber, o overclock é um processo na base da tentativa-e-erro para tentar achar o clock máximo que o seu micro é capaz de trabalhar. Por isso, placas-mãe que tenha circuitos geradores de clock que permitem várias configurações de clock são os preferidos para se fazer o overclock. Alguns desses circuitos permitem a configuração de clock de 1 em 1 MHz, fazendo com que você realmente ache o ponto máximo de overclock de seu micro.
É claro que há alguns detalhes fazem com que o seu micro consiga trabalhar com um clock ainda maior. Dois desses detalhes nós já falamos anteriormente. O primeiro trata-se de escolher uma placa-mãe que possua um chipset que consiga trabalhar nominalmente com um clock acima do clock externo do processador. Por exemplo, os chipsets VIA Apollo Pro133, Intel 810E e Intel 815 conseguem trabalhar nominalmente até 133 MHz. Com isso, se o seu processador possui um clock externo nominal de 100 MHz, ao aumentar o clock o chipset não estará trabalhando em overclock, já que ele possui um clock máximo de 133 MHz, aumentando as chances do overclock funcionar. Se você escolher uma placa-mãe que use um chipset de 100 MHz (como o Intel 810, o Intel 440BX e o VIA Apollo Pro), o chipset também estará trabalhando em overclock caso você configure o clock externo acima de 100 MHz, diminuindo as chances de o overclock dar certo.
O segundo detalhe é a escolha da memória RAM. O ideal para fazer overclock é a escolha de uma memória de alto desempenho, pelo menos uma memória PC-133. Da mesma forma que ocorre com o chipset, a memória estará trabalhando em overclock caso ela seja uma PC-100 (e a freqüência de operação externa do seu processador seja 100 MHz), diminuindo as chances de o overclock funcionar. |