Aproveitando-se do lançamento do Windows XP, a AMD resolveu batizar o seu mais novo processador de Athlon XP. Esse mesmo processador (que tem o nome-código Palomino) havia sido anunciado anteriormente pela AMD com o nome comercial Athlon 4. Ou seja, Athlon XP e Athlon 4 são o mesmo processador. Como já haviam sido lançados processadores Athlon 4 para notebooks, na realidade Athlon 4 é o nome usado para a versão do Athlon XP para notebooks.
Tecnicamente falando, o Athlon XP não traz nenhuma grande novidade estrutural. Ele é um Athlon com um novo nome comercial. Internamente, o Athlon XP funciona exatamente da mesma maneira que o Athlon (a bem da verdade, o Athlon XP possui as instruções SSE, que antes só existiam no Pentium III e no Pentium 4 da Intel). Ou seja, trata-se apenas de uma jogada comercial para vender mais processadores e para "atualizar" o mercado informando que este processador está "preparado" para o Windows XP (ou melhor, dando a noção que ele é "melhor" para rodar o Windows XP) e que ele é o concorrente do Pentium 4 da Intel. Pura jogada de marketing, já que todos os processadores estão "preparados" para o Windows XP (tecnicamente falando, esse tipo de afirmação não faz o menor sentido).
O grande problema é que o processador Athlon original foi lançado na época do Pentium II e a maioria dos usuários infelizmente pode associar a imagem do processador Athlon como um processador concorrente do Pentium II ou Pentium III e não como sendo um processador "de última geração". Daí a necessidade que os fabricantes têm de, vez por outra, fazerem uma "plástica" em seus produtos. Não podemos nos esquecer nunca que o próprio Pentium III era um processador internamente idêntico ao Pentium II, com um novo nome por motivos de marketing.
Externamente, o Athlon XP possui o mesmo sistema de encaixe do Athlon e do Duron, chamado Soquete A. Seu encapsulamento, no entanto, não é mais cerâmico como ocorre no Athlon e no Duron, mas sim plástico (na realidade, de fibra de vidro), tornando o processador muito mais leve.
O Athlon XP pode ser instalado em qualquer placa-mãe desenvolvida originalmente para o Athlon de soquete, ou seja, qualquer placa-mãe soquete A. Na maioria das vezes é necessário um upgrade de BIOS (procedimento que pode ser feito por software) para que a placa-mãe reconheça corretamente o processador. Ocorre que a maioria dos modelos de Athlon XP funcionam externamente a 133 MHz e daí a necessidade da placa-mãe operar nessa freqüência de operação. Como os processadores da AMD trabalham transferindo dois dados por pulso de clock - e não apenas um, como é o normal - o barramento externo atinge o dobro do desempenho. Por esse motivo, você encontrará referências de que esse processador opera a 266 MHz. Na realidade, isso não ocorre. Ele trabalha a 133 MHz transferindo dois dados por clock, atingindo um desempenho como se estivesse operando a 266 MHz - embora fisicamente falando só esteja trabalhando a 133 MHz.
Mas o grande problema do Athlon XP é que a AMD voltou com ele a usar a nomenclatura do tipo PR, Performance Reference, que havia sido abandonada a partir do processador K6. Isto é, em vez de discriminar o processador pela sua freqüência de operação (clock), a AMD classifica o processador de acordo com o seu desempenho comparado a um Pentium 4. Por exemplo, o Athlon XP 1500+ trabalha a 1,33 GHz e, segundo a AMD, possui um desempenho igual ou superior a um Pentium 4 de 1,5 GHz. Na tabela abaixo mostramos os modelos de Athlon XP já lançados e sua verdadeira freqüência de operação.
| Processador |
Clock Interno |
| Athlon XP 1500+ |
1,33 GHz |
| Athlon XP 1600+ |
1,4 GHz |
| Athlon XP 1700+ |
1,47 GHz |
| Athlon XP 1800+ |
1,53 GHz | |