Segundo afirmações da AMD, a CPU Athlon traz, pela primeira vez em plataforma x86, uma unidade de ponto-flutuante usando pipeline superescalar, o que permite grande desempenho e a torna competitiva com processadores RISC usados em estações de trabalho, pois, com relógio de 800 MHz, oferece 3,2 Gflops (precisão simples). Essa CPU usa o que a AMD chama de superpipeline, com nove elementos simultâneos (superescalar), otimizados para trabalhar em altas freqüências. Em palavras mais simples, são nove pipelines (de execução) em paralelo:
- Três para cálculo de endereços
- Três para cálculo de inteiros
- Três para executar instruções de ponto-flutuante, 3DNow e MMX.
Como acontece com todas as CPUs modernas (da família x86), as complexas instruções x86 são traduzidas em instruções RISC que, no caso da AMD, são chamadas de "Micro-Ops". Essas instruções RISC são mais simples e têm tamanho fixo, o que facilita o controle e a execução de várias delas ao mesmo tempo. A Figura 7 apresenta um diagrama em blocos dessa CPU, onde devem ser notadas as nove unidades de execução que trabalham em paralelo e o bloco denominado "decodificadores de instruções", além do cache L1 que está dividido em dois blocos, um para instruções e outro para dados, perfazendo 128 KB.
 clique para ampliar Figura 7: Diagrama em blocos da arquitetura do processador Athlon. |