As dicas acima devem ser suficientes para evitar o superaquecimento, mas existem micreiros que não se contentam com o básico. Nos Estados Unidos, apesar do clima mais ameno, é possível encontrar produtos de resfriamento inimagináveis, usados principalmente para os adeptos do overclock (utilização do processador a velocidades acima da recomendada), que tende a aumentar consideravelmente a temperatura do micro.
As soluções vão desde enormes dissipadores de calor equipados com duas ou três ventoinhas (ver Figuras 9 e 10) até sistemas de refrigeração a água. Nesses últimos, uma bomba localizada fora do gabinete faz o líquido circular por pequenas mangueiras que conduzem o calor do processador para um dissipador externo, como acontece no radiador dos automóveis.
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Figura 9: Dissipador com duas ventoinhas, para Pentium II, Pentium III e Athlon.
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Figura 10: Outro dissipador "turbinado", com quatro ventoinhas.
Como o processador não é o único componente “esquentadinho” do PC, é possível encontrar também dissipadores de calor para discos rígidos e placas de vídeo. Aliás, algumas placas 3D esquentam tanto que já vêm, de fábrica, com dissipador e, às vezes, até ventoinha. E se o problema for no gabinete como um todo, é só apelar para ventiladores que podem ser instalados nas aberturas traseiras localizadas sobre os slots da placa mãe.
Para quem quiser que a temperatura do processador caia abaixo da temperatura ambiente, a saída está na termoelétrica, através dos chamados elementos peltier. Compostos de duas placas de cerâmica que transferem calor de uma para a outra quando recebem corrente elétrica entre si, esses elementos podem reduzir a temperatura em até 60 graus.
O problema é que, além de consumirem muita energia e esquentarem demais o resto do sistema, os peltier podem provocar condensação dentro do micro, o que danificaria os componentes. Para utilizá-los, só se estiverem totalmente isolados do ar externo e se a sua fonte de alimentação puder fornecer uns 60W a mais.
Mas o supra-sumo da refrigeração micreira são os gabinetes da Kryotech, que ficaram famosos ao permitirem que um Athlon, da AMD, rompesse a barreira de 1 GHz. Os tais gabinetes, que custam algo em torno de 2.500 dólares, são praticamente um congelador para PCs: a temperatura interna chega a 40 graus negativos.
* Julio Preuss é editor do Caderno de Informática do jornal O Dia (RJ).
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