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Upgrade de Memória
26/02/2003 às 10h41min por Gabriel Torres em Tutoriais
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Instalar mais memória no micro para torná-lo mais rápido é, aparentemente, uma tarefa extremamente simples: basta comprar a memória na loja e instalá-la na placa-mãe do micro, com ele desligado, obviamente.

Só que incompatibilidades de placas-mães antigas com módulos de memória mais novos estão cada vez mais comuns: você compra o módulo, instala no micro e a placa-mãe não reconhece toda a capacidade do módulo (por exemplo, você compra um módulo de 128 MB de memória e o micro só conta ele como se ele fosse de 64 MB).

Existem dois limites no upgrade de memória do micro. O primeiro é a capacidade máxima de cada módulo que a placa-mãe aceita. Este limite está especificado no manual da placa. Por exemplo, se a sua placa-mãe só aceita módulos de até 64 MB de capacidade, não adianta tentar instalar módulos de uma capacidade maior porque a sua placa-mãe não aceitará. Placas-mãe mais antigas (soquete 7, isto é, para os processadores Pentium, Pentium MMX, 6x86, 6x86MX, MII, K5 e K6) estão limitadas a módulos de 64 MB cada. Já placas-mães para os processadores Super 7 (K6-2 e K6-III) aceitam módulos de memória de até 256 MB cada.

Se você não tiver mais o manual da sua placa-mãe para saber a quantidade máxima de memória que cada soquete de memória da placa-mãe aceita (64 MB, 256 MB, 512 MB, etc), basta usar o programa Sandra (http://www.sisoftware.co.uk, baixe a versão shareware). Rode o programa e clique no ícone Mainboard Information. Na janela que aparecerá, preste atenção ao item System Memory Controller. Nele aparecerá discriminado o número de soquetes de memória que o seu micro tem (Number of Memory Slots) e a quantidade máxima de memória que o seu micro aceita (Maximum Installable Memory). Basta dividir a quantidade máxima de memória pelo número de soquetes de memória para saber o módulo máximo de memória que o seu PC aceita. Por exemplo em um micro onde a capacidade máxima de memória é de 768 MB e ele tem três soquetes de memória, isso significa que ele aceita módulos de até 256 MB.

O segundo limite refere-se à densidade de cada chip de memória. É nesse limite que se encontram os maiores problemas de compatibilidade atualmente. Cada módulo de memória possui uma série de chips de memória RAM. Dividindo-se a capacidade do módulo de memória pela quantidade de chips que ele tem, temos a capacidade de memória que cada chip armazena, em MB. Por exemplo, em um módulo de memória de 256 MB com 16 chips, significa que cada chip armazena 16 MB (256 MB / 16). Só que a unidade mais usual de se representar a densidade de cada chip de memória é o megabit e não o megabyte. Como um megabyte equivale a oito megabits, basta multiplicar o valor encontrado por oito para ter o resultado em megabits. Ou seja, esse mesmo módulo de memória tem uma densidade de 128 Mbits.

O problema todo é o seguinte: placas-mães que aceitam módulos de até 256 MB só aceitam chips de memória com densidade de até 128 Mbits.

Se instalarmos o módulo de memória de 256 MB de densidade de 128 Mbits de nosso exemplo em um K6-2, ele será aceito sem problemas.

Entretanto, suponha um módulo de 128 MB de memória usando quatro chips. A densidade desse módulo será de 256 Mbits (128 MB / 4 x 8). Módulos com densidade de 256 Mbits só são aceitos em placas-mães onde o limite de capacidade de cada módulo de memória é de até 512 MB ou mais. Ou seja, esse módulo de memória de 128 MB não será reconhecido em um K6-2, por exemplo, mesmo a placa-mãe desse micro permitindo a instalação de módulos de memória de até 256 MB. Apesar de aparentemente a placa-mãe aceitar a capacidade do módulo (128 MB) o problema é que ela não reconhece a densidade dos chips usados (256 Mbits).

Nesse caso, essa placa-mãe só aceitará módulos de 128 MB com pelo menos oito chips e módulos de 256 MB com pelo menos 16 chips.

AUTOR
Gabriel Torres
Gabriel Torres
Editor-Chefe

Gabriel Torres criou o Clube do Hardware em maio de 1996, onde escreve artigos e coordena o trabalho dos nossos diversos colaboradores. É também autor de 24 livros sobre hardware, redes e eletrônica. Foi, de 1996 a 2007, colunista do suplemento de informática do jornal O DIA (RJ). Mora atualmente nos Estados Unidos.

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