O processador não possui uma capacidade de armazenamento interna muito grande. Por este motivo, precisa que os programas fiquem armazenados externamente à ele. Este papel cabe à memória (RAM). O processador está sempre em íntimo contato com a RAM, buscando programas (operação chamada "leitura") e armazenando dados (operação chamada "escrita").
Quando você "roda" um joguinho ou chama um processador de textos, o programa é transferido do disco rígido para a memória (RAM), onde o processador irá ler o programa e executá-lo. Isto significa que, quanto mais memória você tiver em seu micro, mais programas poderão estar "rodando" simultaneamente.
Graças à um recurso chamado memória virtual, a memória RAM não acaba. O processador, sempre que necessário, cria no disco rígido um arquivo (chamado arquivo de troca) que "simula" mais memória RAM. Em um micro com apenas 8 MB de RAM o microprocessador pode "simular" que o micro possua 32 MB ou até mais. A parte que não existe fica armazenada no arquivo de troca no disco rígido.
Como o processador, para processamento, somente "enxerga" dados que estão na RAM, ele deverá "trocar" o conteúdo da memória RAM com o arquivo de memória virtual do disco rígido (e daí o nome "arquivo de troca"). O disco rígido, entretanto, é muito mais lento que a memória RAM. A troca de dados com a memória virtual demora um bocado.
Quanto mais memória RAM o micro tiver, menos "estouros" de memória ocorrem. Com isto, menos vezes o processador terá que utilizar o recurso de memória virtual.
Conclusão: Um micro com mais memória RAM parecerá mais rápido que um outro que possua menos memória (por exemplo, um micro com 16 MB comparado a um micro com 8 MB). Este aumento de performance ocorre porque o processador precisará utilizar menos o recurso de memória virtual. Na prática dizemos que um micro será mais rápido se possuir mais memória RAM. |