Admito que utilizei um termo exageradamente forte - "falsificação de placas-mãe" - para chamar atenção. E tenho conseguido, desde que publiquei vários artigos sobre o assunto no Caderno de Informática do jornal "O Dia" (RJ).
Na verdade, o único componente realmente falso em uma placa-mãe "falsificada" é o cache de memória. Neste tipo de placa-mãe, apesar do circuito existir, ele é apenas uma peça plástica, servindo de "enfeite".
Este problema alguns modelos de placas-mãe soquete 3 (para processadores 486 e 5x86) e soquete 7 (para processadores Pentium, Pentium MMX, K5, K6, 6x86, 6x86MX e MII) fabricados pela PCChips e empresas que comercializam placas-mãe deste fabricante usando sua própria marca (Alton, Eurone, Amptron, etc).
Para aqueles que não sabem, o cache de memória é um circuito indispensável para a bom desempenho do micro. Em placas-mãe soquete 3 e soquete 7 este circuito está localizado do lado de fora do processador, na placa-mãe e por isso também chamado "cache de memória externo". Nos processadores mais novos, a partir do Pentium II e do Athlon, este circuito passou a estar embutido dentro do próprio processador. Normalmente as placas-mãe desses tipos possuem 256 KB ou 512 KB de memória cache. Um micro sem este tipo de memória é extremamente lento.
Os circuitos falsos possuem escrito em cima "WRITE BACK". Todo circuito integrado com esta marcação não passa de uma mera peça plástica sem nenhuma finalidade - a não ser enganar o usuário. Desmontamos diversas peças destas e realmente não passam de um engodo, como vamos mostrar na próxima página. Nas Figuras 1 e 2 você confere o detalhe de duas placas-mãe com circuitos de cache de memória falsificados. A placa da Figura 1 é uma soquete 3 (para processadores 486) enquanto a placa da Figura 2 é uma soquete 7 (para processadores Pentium e similares).
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Figura 1: Detalhe de uma placa-mãe soquete 3 com cache falso.
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Figura 2: Detalhe de uma placa-mãe soquete 7 com cache falso. |