A solução para o problema plug and play consiste em fazer com que o hardware, firmware, sistema operacional e aplicativos sejam capazes de compartilhar dispositivos através da definição de formatos de identificadores de dispositivos (tipo, de placa, fabricante, versão, etc.) e recursos exigidos (interrupção, canal de DMA e endereços de I/O ou memória), e que são estruturas de dados, padronizadas pela arquitetura plug and play.
O primeiro passo para que seja constituído o ambiente plug and play é identificar a configuração da máquina (feito inicialmente pela BIOS e posteriormente gerenciada pelo sistema operacional), ou seja, construindo-se uma árvore de hardware. Tal árvore deve conter os registros necessários para estabelecerem-se a assinatura ou identificação dos dispositivos e a informação necessária para automaticamente localizar e carregar os device-drivers. Após carregar o device-driver, adiciona-se à árvore de hardware, mesmo em tempo de execução, um nó de dispositivo associado ao driver.
Vale observar que toda placa-mãe que suporta a arquitetura plug and play possui uma BIOS que busca, durante a inicialização do computador, e armazena os registros de nós de dispositivos, contendo as informações dos recursos exigidos. Isto orienta todas as partições de sistemas operacionais e os device-drivers que possam futuramente ser instalados. Após a instalação, os nós de dispositivos são acrescentados ou modificados segundo às necessidades do sistema operacional.
É importante ressaltar que quaisquer tipos de conecções elétricas fazem parte da árvore de hardware, inclusive todas as ligações hierárquicas entre os barramentos (ex: ponte barramento local - barramento ISA ou PCI). A Figura 1 ilustra um exemplo de configuração envolvida numa árvore de hardware.
Um problema surge ao distribuir os recursos pelos nós da árvore de hardware, de solução não trivial, que é o de identificar os dispositivos estáticos, como placas ISA que não têm a flexibilidade de alterar dinamicamente os recursos exigidos de interrupção, DMA e endereços de I/O ou memória. Por tal falta de flexibilidade, duas são as opções para tais dispositivos: mapeá-los de forma prioritária (ex: se o dispositivo exigir a IRQ 5, ele a terá disponível) ou desligá-los (desconectá-los logicamente da configuração da máquina e fisicamente do barramento).
A BIOS oferece também um conjunto padronizado de serviços referentes à arquitetura plug and play, como a obtenção dos recursos alocados para cada dispositivo. Tais serviços são acessados, por software, de duas formas: somente em modo real (ex: programas para DOS), através da interrupção por software 1Ah; e tanto em modo real quanto em modo protegido (ex: windows 95 e DOS), através de subrotinas (instrução call).
 clique para ampliar Figura 1: Exemplo de uma árvore de hardware, cuja raiz é o barramento local da CPU. |