Dispositivos periféricos conectados diretamente à placa mãe do sistema (temporizadores, RAM CMOS, controladores de interrupção e DMA, interface de teclado e outros) e as placas ISA estáticas (que não são reconfiguráveis) têm seus recursos estrategicamente alocados como num PC AT convencional. Então, apenas os recursos restantes poderão vir a ser compartilhados pelas placas plug and play.
Comercialmente, são mais comuns placas plug and play para 3 tipos de barramentos comerciais: PCI, ISA e PCMCIA. Os dois primeiros casos serão comentados.
Placas que satisfazem à especificação PCI já são, por natureza, plug and play. Tal especificação já reserva, para cada slot PCI lógico, 256 endereços de I/O consecutivos, onde, pelos primeiros 64, são feitas as programações de recursos e oferecidas informações outras, como identificações do fabricante e da versão e a localização da ROM de expansão.
Ao contrário do barramento ISA, podem existir múltiplos barramentos PCI numa configuraçào de máquina (a vantagem disto é descongestionar o fluxo de dados onde está conectada a CPU principal). Tais barramentos são hierarquizados da seguinte forma: existe um barramento raiz e os outros barramentos são interligados eletricamente por pontes PCI-PCI, como mostrado na Figura 3.
Para verificar se a máquina admite a especificação PCI, utilizar o seguinte código, para modo real, em assembler:

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Figura 3: Esquema que ilustra a interligação de diversos barramentos PCI.
mov ax,B101h ;serviço B101h
int 1Ah ;interrupção 1Ah
cmp edx, 50434920h ;se for PCI compatível, retorna a
string'PCI 'em edx
Se a flag ZF (zero flag) estiver em 1, o sistema admite o PCI.
Uma placa ISA plug and play é uma variação nova dos adaptadores ISA, com a característica de admitir uma configuração dinâmica de recursos. Vale ressaltar que, para os dois casos, as pinagens dos conectores de encaixe de placas são idênticas. A diferença é que, na tradicional, a configuração é estabelecida por jumpers e chaves, e que, na plug and play, é por software, segundo a padrões bem definidos.
Quanto a custos, as placas ISA tradicionais são de projeto e programação bem mais simples que as ISA plug and play, que, para atender aos padrões de configuração dinâmica, exigem circuitos digitais extras e uma programação bem mais complexa. Isto talvez explica o porquê de ainda projetarem-se bastante placas ISA tradicionais, principalmente no meio acadêmico ou mesmo no profissional em escala reduzida, isto quando a placa tem utilização bastante restrita.
Para permitir-se a reconfiguração em placas ISA plug and play, foram acrescentados, na placa mãe do sistema, 3 registradores extras: o registrador de endereços (279h, só para escrita), o registrador de escrita (A79h, só para escrita) e o registrador de leitura (programável entre 203h e 3FFh, só para leitura). Por estes registradores são feitas algumas trocas de informações entre a BIOS ou sistema operacional e as placas ISA plug and play.
Uma dúvida poderia surgir quanto ao fato de utilizarem-se os endereços 279h e A79h, que são reservados para a LPT2 e LPT3, respectivamente. Contudo, não haverá conflitos elétricos devido a esta multiplexação, pois estes endereços são usados apenas para a leitura pelas portas paralelas.
Para saber mais: