Calor, umidade, maresia, tempestades...Todos esses “companheiros” da estação mais quente do ano fazem um mal danado ao computador. Para evitar danos permanentes, alguns cuidados são fundamentais durante todo o verão.
Altas temperaturas, como é sabido, podem fazer com que o micro comece a travar aleatoriamente ou dar resets sozinho, por exemplo. Isso acontece porque “em altas temperaturas pode ocorrer dilatação das partes metálicas, como os contatos entre as placas”, explica o colunista Gabriel Torres. “ Todo chip tem uma temperatura máxima de operação que não pode ser excedida”, lembra.
O ideal é manter o micro em temperaturas abaixo dos 30ºC. Nos próximos meses, índices assim são atingidos com o auxílio de ar-condicionado. Quando isso não é possível, é preciso ficar atento, ao menos, à ventilação do gabinete.
“O computador foi feito para operar na temperatura ambiente. O problema é que, como o ideal é que a temperatura dentro do micro esteja 10º C abaixo da temperatura ambiente típica de 35º C, é difícil manter o gabinete a 30º C no verão carioca, com os processadores e os chips gráficos atuais operando com temperaturas bem altas, acima dos 40º C”, explica Gabriel Torres. “Tão importante quanto a ventilação dos chips é a remoção do ar quente que fica acumulado no gabinete”, ressalta o professor. De acordo com a Intel, os micros baseados nos novos modelos de Pentium 4 podem operar com uma temperatura interna de até 38º C.
Com processadores cada vez mais potentes, é preciso ficar atento, também, ao cooler correto, para evitar superaquecimento. Na embalagem do próprio cooler é preciso verificar para que peças ele serve. E seguir à risca a recomendação do fabricante. Um cooler para um processador mais simples pode encaixar perfeitamente em outro mais potente, mas não resolver o problema. Muitos usuários compram a opção mais barata sem prestar atenção se o cooler serve ou não para o processador dele. “Por exemplo, o usuário monta um micro com um Athlon XP 3200+ e usa um cooler barato que só serve até o Athlon XP 2400+, é candidato a ter sérios problemas de superaquecimento”, diz Gabriel.
E não é só o calor que atrapalha o bom funcionamento da máquina. Geralmente, a umidade também é maior nessa época do ano, principalmente em cidades litorâneas ou com florestas. Quando misturada à poeira então, é um estrago só! Pode causar oxidação e, conseqüentemente, mau contato.
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