Essa arquitetura é um pouco mais difícil de ser explicada. Tentemos imaginar como é que se pode fazer múltiplas operações (MI) sobre um mesmo dado (SD). Os próprios pesquisadores têm opiniões divergentes sobre esse assunto. Entretanto, não vamos entrar nesses debates teóricos. De forma simples, vamos estudar a Figura 4, onde pode ser visto que, apesar de existir um único fluxo de dados, existem vários dados sendo operados ao mesmo tempo. Essa figura é conhecida na literatura especializada com o nome de “pipeline” ou linha de produção.
A figura mostra que N processadores operam sobre K diferentes dados. Façamos uma analogia com uma linha de montagem de carros. Vamos supor que um carro leve 6 horas para ser montado e que a tarefa de montagem possa ser dividida em 12 equipes, numeradas em seqüência de 1 até 12, cada uma gastando meia hora. É fácil de ver que não precisamos esperar que a última equipe termine de montar um carro para a equipe 1 inicie a montagem do carro seguinte. Na verdade, todas elas trabalham simultaneamente, montando vários carros ao mesmo tempo. Por isso, com alguma liberdade, é costume classificá-la de paralelismo temporal. Então, apesar do tempo de montagem consumir 6 horas, a saída da linha de produção entrega um carro a cada meia hora. Agora é fácil voltar aos computadores e ver que temos um único fluxo de dados (SD), porém vários instruções (MI) processam esses dados, ao mesmo tempo.