
Vamos agora dar uma olhada em profundidade no primário da Scythe Kamariki 4 550 W. Para uma melhor compreensão do que iremos falar aqui, sugerimos a leitura do nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas.
Esta fonte de alimentação usa uma ponte de retificação GBU805 em seu estágio primário, que pode fornecer até 8 A a 100º C. Em 115 V esta fonte seria capaz de extrair até 920 W da rede elétrica; assumindo uma eficiência de 80%, a ponte permitiria que esta fonte fornecesse até 736 W sem a queima deste componente. Claro que estamos falando apenas deste componente e o limite real dependerá de outros componentes da fonte de alimentação.
A Scythe Kamariki 4 550 W usa dois transistores de potência MOSFET SPP20N60C3 em seu circuito PFC ativo, cada um capaz de fornecer até 20,7 A a 25°C ou 13,1 A a 100°C em modo contínuo (veja o que a diferença de temperatura faz) ou até 62,1 A em modo pulsante a 25°C. Esses transistores possuem uma resistência máxima de 160 mΩ quando estão ligados, característica chamada RDS(on). Quanto menor esta resistência melhor, pois menos os transistores consumirão, significando maior eficiência.

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Figura 9: Ponte de retificação, transistores do PFC ativo e diodo.
O capacitor eletrolítico responsável por filtrar a saída do PFC ativo é japonês da Chemi-Con e rotulado a 105º C. Isto é bom por dois motivos. Primeiro porque os capacitores japoneses são melhores e não vazam, e segundo porque é melhor ver capacitores rotulados a 105º C do que a 85º C.
Na seção de chaveamento outros dois transistores de potência MOSFET SPP20N60C3 são usados na tradicional configuração direta com dois transistores. As especificações desses transistores já foram publicadas acima.

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Figura 10: Transistores chaveadores.
O primário é controlado por um controlador PFC/PWM FAN4800I.

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Figura 11: Controlador PFC/PWM.