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Teste da memória Intel Optane de 32 GiB

       
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Testamos a memória Intel Optane de 32 GiB, que promete acelerar o acesso ao disco rígido. Vamos ver se ela é uma boa opção de compra, confira!

Teste da memória Intel Optane de 32 GiB
Rafael Coelho Editor-chefe do Clube do Hardware

Introdução

A Intel e a Micron vêm desenvolvendo nos últimos anos uma nova tecnologia de memória não-volátil, chamada 3D XPoint (lê-se "crosspoint"), com utilização similar a das memórias flash, porém com maior desempenho e maior durabilidade. A promessa é que, no futuro, as memórias 3D XPoint possam também ser utilizadas como RAM em determinados sistemas, e em breve, em SSDs de alto desempenho.

Por ser uma tecnologia de memória emergente e ainda mais cara do que memórias flash, o primeiro produto comercial baseado nessa tecnologia é a "Memória Optane", um cache de dados de 16 GiB ou 32 GiB para acelerar o desempenho de um disco rígido convencional.

Utilizar uma memória não-volátil para acelerar o desempenho do disco rígido não é novidade: a própria Intel já oferece a tecnologia Rapid Start em seus chipsets topo de linha desde 2011 (leia nosso artigo da época sobre esta tecnologia, que se chamava inicialmente Smart Response), que permite utilizar um SSD de pequeno porte (até 64 GiB) como cache de disco. Inclusive, na época, a Intel lançou modelos de SSD de 20 GiB específicos para este fim.

Alguns fabricantes de discos rígidos oferecem modelos denominados "híbridos" que utilizam a mesma ideia, como o Seagate FireCuda que testamos recentemente: eles trazem uma pequena (normalmente 8 GiB) quantidade de armazenamento em memória flash que serve como cache de dados, acelerando a leitura dos dados mais importantes.

Assim, podemos dizer que a tecnologia Intel Optane é uma evolução deste recurso, só que agora usando memórias 3D XPoint, que são mais rápidas do que memórias flash.

Para habilitar esta tecnologia, é necessário utilizar uma placa-mãe com chipset Intel série 200 com a BIOS atualizada e um processador Intel Core i de sétima geração, bem como o sistema operacional Windows 10 de 64 bits. A tecnologia Intel Optane, uma vez configurada, funciona de forma semelhante a um arranjo RAID, tanto que o sistema operacional enxerga o disco rígido e a memória Optane como se fossem um único dispositivo de armazenamento.

Por causa deste detalhe, habilitar uma memória Optane como cache de disco exige algumas opções específicas na BIOS, como as portas SATA estarem configuradas como RAID e não como AHCI, dentre outras opções que variam de acordo com o modelo de placa-mãe. Em muitos casos é necessário mudar estas opções e reinstalar o Windows para poder habilitar a tecnologia.

A memória Optane em si é um SSD no formato M.2 2280, que utiliza o padrão NVMe e interface PCI Express 3.0 x2, disponível nas capacidades de 16 GiB e 32 GiB. Caso seu hardware não se enquadre nos requisitos, é possível ainda utilizá-la como um SSD normal, com alto desempenho, embora na prática atualmente não haja muita utilidade para um SSD de tão pouca capacidade.

Além do desempenho, outra característica interessante das memórias Optane é a sua durabilidade, maior do que a tipicamente encontrada em um SSD atual de baixo custo baseado em memórias flash TLC. Por exemplo, na Optane de 32 GiB, o TBW (Total Bytes Written, que é o volume de dados que você pode escrever na unidade antes que ela possa ter problemas por desgaste) é de 182,5 TiB, enquanto o valor típico de um SSD com memórias TLC de mesma capacidade é em torno de 10 TiB.

Aliás, este é um fator que desaconselha a utilização de um SSD comum como cache de disco; alguns modelos voltados exclusivamente para uso como cache de disco utilizam memórias SLC, que têm uma durabilidade mais alta.

Desta forma, o produto testado é feito para ser instalado juntamente com um disco rígido SATA, de forma a acelerar o carregamento do sistema operacional e de aplicativos e jogos instalados neste.

Na próxima página, mostraremos a memória Optane de 32 GiB testada. Seu preço nos EUA é de US$ 80 e, no Brasil, pode ser encontrada por R$ 460. Já o modelo de 16 GiB custa nos EUA US$ 49 e, no Brasil, em torno de R$ 250. Clique aqui para acessar o site do fabricante.

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Comentários de usuários


Resumidamente, não vale a pena. E quem tem o pc com requisitos para usar isso provavelmente não precisaria ter isso. Afinal quem tem a placa-mãe e processador que possa usar essa memoria optane, com certeza iria ter um ssd.

Sem falar no trabalho que dá para instalar essa memória. Vi video no youtube (pessoal da chip art) que teve que ligar para o fabricante da placa-mãe para ver como configurar a bios para funcionar esse memória.

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em resumo e mais vantajoso comprar um SSD M.2 para instalar o sistema e um hd de grande capacidade

ficando com a maquina leve e bem rapida

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1 hora atrás, Carlos Eduardo B Camargo disse:

Resumidamente, não vale a pena. E quem tem o pc com requisitos para usar isso provavelmente não precisaria ter isso. Afinal quem tem a placa-mãe e processador que possa usar essa memoria optane, com certeza iria ter um ssd.

Sem falar no trabalho que dá para instalar essa memória. Vi video no youtube (pessoal da chip art) que teve que ligar para o fabricante da placa-mãe para ver como configurar a bios para funcionar esse memória.

Carlos, concordo com você. Com certeza o usuário que tem hoje uma placa-mãe que atendas aos requisitos da Optane, além de um Core i de 7º geração, certamente estará de olho e terá plena condição de investir em um SSD, mesmo que de baixo custo. Vale muito mais a pena comprar um SSD 240 gb do que a Optane de 32 gb.

 

Agora, meus amigos... Chipart não é referência pra ninguém que entenda um mínimo de hardware. O vídeo deles testando a Optane é uma verdadeira vergonha. Eu tive vontade de vomitar vendo aquele vídeo. Os caras nem sequer se deram ao trabalho de procurar aprender como a memória Optane funciona antes de fazer aquele vídeo. Aquele careca então, nunca vi tanta burrice dentro de uma careca só. Os comentários dele dizendo que a Optane não acelerava em nada os jogos e os outros programas são vergonhosos.

 

E é por isso que agradeço ao CdH por mais este excelente artigo. Confiar em testes de Chipart e companhia limitada, meus amigos, não dá.

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Pra quem tem um PC com tais requisitos, um SSD já pode ser considerado acessível, acho que é um público que não utiliza HD como sistema principal. Excelente artigo, gostaria de sugerir testar um SSD acelerado pelo Optane via BIOS, e acelerado pelo Optane usando o Rapid Start para mostrar as vantagens pra quem não tem um i7 de 7° geração.

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depois de alguns testes, de fato, esse optane é pro publico que:

 

necessariamente nao tem um ssd atualmente e guarda tudo em hd's, por exemplo.. ai você com ela pode dar uma melhorada nesse hd, mas sem muito alarde

 

o ponto ruim que achei e que pensava ser o contrario é que essa optane so funciona no hd onde está o windows, ou seja, derruba qualquer outra aplicabilidade porque você vai ter q usar o windows num hd, necessariamente para usufruir dela..

 

pra mim funcionaria em qualquer hd que você colocasse, ai seria mais uma opcao para quem usa ssd e hd para armazenar jogos e outras coisas..

 

mas pelo visto nao é dessa maneira

 

na minha opiniao, pra quem ja usa um ssd ou quer usar, nao vale a pena

 

agora como conjunto, você pode ter um hd de 2tb com optane, por exemplo, usufruir do espaco gigantesco com um pouco mais de velocidade em certas tarefas.. logico q nao chegaria perto de um arranjo raid-0 com ssd's no quesito velocidade, mas passa longe do custo que poderia ser...

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@William Ricardo Maia . Também concordo que o pessoal da chip art fala as coisas sem um estudo mais aprofundado. Mas se eles que montam PC's para venda (o q quer dizer q um minimo de conhecido eles têm) tiveram imensa dificuldade em usar esse produto imagina nós meros consumidores (por mais metidos a entendidos que possamos ser).

Acompanho vários canais no youtube, e questão de ter embasamento técnico sobre o que falam eu indicaria o pessoal da Teclab, eles são tão técnicos na suas explicações que alguns videos chegam a ser tediosos, mas quem aprender a fundo eu acho eles bem interessantes.

 

adicionado 2 minutos depois

@Macgyver Freitas até onde eu vi nos videos, essa memoria optane não serve/funciona com os ssd's. Melhor explicando, não terá ganho de desempenho.

Editado por Carlos Eduardo B Camargo

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@Rafael Coelho, parabéns pelo artigo! Estava aguardando ansiosamente pelos testes da Optane do CdH.

Achei excelente você ter testado também a RST!

Assim como o @Macgyver Freitas já comentou acima, gostaria de sugerir um teste da Optane com um SSD. É tecnicamente possível? Eu acredito que possa haver um pequeno ganho de desempenho em função da tecnologia 3D XPoint.

Agora, eu ainda não consegui identificar qual nicho de mercado que a Intel Optane visa atingir...

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Um detalhe importante, apesar de não apresentar uma boa relação custo/benefício hoje, essa tecnologia promete muito. Com certeza um SSD composto de memórias Optane (3D Xpoint) será bem mais rápido do que um modelo com memórias flash NAND. A questão será o preço, é claro. Vamos aguardar! :)

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Trecho do artigo, grifo meu:

Citação

Além do desempenho, outra característica interessante das memórias Optane é a sua durabilidade, maior do que a tipicamente encontrada em um SSD atual de baixo custo baseado em memórias flash TLC. Por exemplo, na Optane de 32 GiB, o TBW (Total Bytes Written, que é o volume de dados que você pode escrever na unidade antes que ela possa ter problemas por desgaste) é de 182,5 TiB, enquanto o valor típico de um SSD com memórias TLC de mesma capacidade é em torno de 10 TiB.

Aliás, este é um fator que desaconselha a utilização de um SSD comum como cache de disco; alguns modelos voltados exclusivamente para uso como cache de disco utilizam memórias SLC, que têm uma durabilidade mais alta.

 

Resposta do @Gabriel Torres a um questionamento sobre a durabilidade dos SSDs, comentários ao artigo de Teste do SSD WD Green:

Citação

Esta afirmação não procede. Tem um site que faz testes de durabilidade e os resultados são impressionantes:

 

http://techreport.com/review/27909/the-ssd-endurance-experiment-theyre-all-dead

 

Muito acima do que os fabricantes informam.

 

No próprio artigo sobre o SSD WD Green há uma tabela indicando TBW de 80 TiB para esse SSD. Todavia continua se propagando que os chips de memória TLC têm TBW de 10 TiB, que não são indicados em determinadas situações, etc. Poderiam acabar de vez com esse mito e assumir que os SSDs são praticamente eternos considerando a finitude da vida humana e a carga de trabalho habitual em desktops? Caso contrário, poderiam explicar melhor porque considerações como as destacadas acima?

 

Pois bem, posso estar errado, mas quando falamos em cache estamos dizendo que um determinado número de arquivos habitualmente acessados ficam gravados nesta área do disco e, por estarem "à mão", são acessados com uma velocidade muito maior que a habitual. No caso dos discos rígidos, que precisam movimentar suas agulhas de leitura sobre a superfície do disco até localizar os setores que guardam as informações, lê-las, transmiti-las e transcodificá-las em sinal digital antes de se tornarem disponíveis ao processador, um cache acelera demais o processo, ainda mais se esse cache pode ser acessado usando o protocolo NVMe. Como os dados já estão lá e somente serão lidos, nenhuma gravação será realizada, ou seja, não haverá nenhum estresse sobre os chips, não haverá desgaste do tempo de vida útil. Porque não poderia utilizar um SSD como cache de disco? A propósito, não são usados chips dessa natureza em HDs híbridos? Tudo bem, o HD é quem vai determinar a durabilidade do conjunto e como duram muito menos que os SSDs, qualquer chip, seja SLC, MLC ou TLC, qualquer um vai durar esse tempo com confiabilidade. E no caso do arranjo de um SSD como cache, qual seria o problema? Nenhum dado do cache afetaria o dado do disco, um SSD que tiver seu tempo de vida útil esgotado não provocaria maiores danos na vida de um usuário comum: falhou, parou de funcionar, desfaz o arranjo ou troca de disco cache.

 

OBS.: nunca fiz um arranjo desses, se não der para desfazer, então é melhor nem criar um.

 

Quanto à aplicabilidade dessas memórias, vejo muito além do que estão comentando ou estou completamente enganado. Os colegas @Carlos Eduardo B Camargo e @fenixcload, por exemplo, comparam os resultados desse arranjo de disco rígido com as memórias Optane aos de um SSD como se fossem muito próximos ou que instalando um HD e um SSD em separado não haveria muita diferença. O meu entender do teste é que esse arranjo reúne a velocidade das memórias Optane com a capacidade dos HDs num único dispositivo, o qual, aos olhos do sistema operacional e do usuário comum, é de fato um só. Onde eu conseguiria um SSD de 4 TB? Ou mais ainda, um dispositivo M2 de 4 TB para desfrutar da velocidade que os testes demonstraram? Os resultados são assombrosos, é o que penso.

 

Em suma, os preços podem ser caros, mas esses resultados justificam o investimento, dependendo da necessidade e do objetivo. Dificuldade de instalação se resolve com o tempo.

 

Questão: porque razão somente um Core i7 de sétima geração pode ser usado para criar esse arranjo?

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Boa noite. Obrigado pelo post.

Onde você diz:

"Na terceira configuração, também utilizamos o WD Black de 4 TiB, mas desta vez configurado com a tecnologia Intel RST com a aceleração habilitada, utilizando 32 GiB de um SSD SanDisk SSD Plus de 120 GiB para acelerá-lo."

Foi o mesmo hardware? Ao atualizar minha placa-mãe Z270-gaming-K3, a opção intel RST sumiu ficou apenas a optalene, logo posso deduzir que usaram um ssd comum com a opção setada em oplane?

Se sim poderiam refazer o teste com um versão antiga, pois minha placa diz que o downgrade não é possível, e isso me parece um engodo.

Att.

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7 horas atrás, Zeca Pagodinho disse:

No próprio artigo sobre o SSD WD Green há uma tabela indicando TBW de 80 TiB para esse SSD. Todavia continua se propagando que os chips de memória TLC têm TBW de 10 TiB, que não são indicados em determinadas situações, etc. Poderiam acabar de vez com esse mito e assumir que os SSDs são praticamente eternos considerando a finitude da vida humana e a carga de trabalho habitual em desktops? Caso contrário, poderiam explicar melhor porque considerações como as destacadas acima?

Temos um novo vídeo da séria Mitos do Hardware que talvez ajude a responder isto!

É importante lembrar que não são apenas os usuários comuns, a qual você se refere a carga de trabalho habitual em desktops, que são leitores do CdH. Profissionais das diversas áreas de TI são leitores do site, por isso tais considerações são importantes.

 

7 horas atrás, Zeca Pagodinho disse:

Quanto à aplicabilidade dessas memórias, vejo muito além do que estão comentando ou estou completamente enganado. Os colegas @Carlos Eduardo B Camargo e @fenixcload, por exemplo, comparam os resultados desse arranjo de disco rígido com as memórias Optane aos de um SSD como se fossem muito próximos ou que instalando um HD e um SSD em separado não haveria muita diferença. O meu entender do teste é que esse arranjo reúne a velocidade das memórias Optane com a capacidade dos HDs num único dispositivo, o qual, aos olhos do sistema operacional e do usuário comum, é de fato um só. Onde eu conseguiria um SSD de 4 TB? Ou mais ainda, um dispositivo M2 de 4 TB para desfrutar da velocidade que os testes demonstraram? Os resultados são assombrosos, é o que penso.

Você não terá nada parecido a um SSD de 4TB, você terá um HD de 4TB com 32GB de cache. É diferente. Leia o trecho da conclusão do artigo:

Porém, há alguns pontos a se levar em consideração. Primeiro, o fato de a memória Optane, por ter capacidade relativamente pequena, acelerar apenas os programas mais utilizados. Se você abre todo dia apenas um único jogo, ela vai acelerar o tempo de carga, mas se você joga diversos jogos diferentes todo dia, provavelmente eles não estarão armazenados na Optane na hora que você chamá-los, e carregamento deles não será acelerado.

 

7 horas atrás, Zeca Pagodinho disse:

Questão: porque razão somente um Core i7 de sétima geração pode ser usado para criar esse arranjo?

É necessário um processador da sétima geração, não necessariamente um i7, conforme consta na introdução do artigo:

Para habilitar esta tecnologia, é necessário utilizar uma placa-mãe com chipset Intel série 200 com a BIOS atualizada e um processador Intel Core i de sétima geração, bem como o sistema operacional Windows 10 de 64 bits.

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Perfeito, eu sugeri um teste como esse para alguns canais no Youtube mas nem me deram bola rs.

 

Para incrementar ainda mais (e dar mais trabalho pro @Rafael Coelho), tenho mais sugestões:

 

  1. Usar um SSD de um pouco maior capacidade (240 GB) E a memória Optane como cache desse SSD;
  2. Usar RAID de SSDs mais a memória Optane como cache;
  3. Usar o HD de 4 TB e um RAM Disk como cache.

As sugestões 2 e 3 não sei se são possíveis, a 2 principalmente, acho que a 3 talvez consiga com algum utilitário de RAM Disk e o Intel SRT...

 

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22 minutos atrás, dudaskank disse:

Perfeito, eu sugeri um teste como esse para alguns canais no Youtube mas nem me deram bola rs.

 

Para incrementar ainda mais (e dar mais trabalho pro @Rafael Coelho), tenho mais sugestões:

 

  1. Usar um SSD de um pouco maior capacidade (240 GB) E a memória Optane como cache desse SSD;
  2. Usar RAID de SSDs mais a memória Optane como cache;
  3. Usar o HD de 4 TB e um RAM Disk como cache.

As sugestões 2 e 3 não sei se são possíveis, a 2 principalmente, acho que a 3 talvez consiga com algum utilitário de RAM Disk e o Intel SRT...

 

Obrigado! Respondendo uma por uma,

1. Parece ser viável mas o aumento de desempenho é provavelmente insignificante.

2. Inviável já que o próprio Optane já funciona como se fosse um arranjo RAID.

3. Não faz sentido porque, além de perder o conteúdo do RAMDISK sempre que a máquina é reiniciada, usar cache de disco na RAM diretamente é muito mais eficiente.

 

adicionado 2 minutos depois
10 horas atrás, Alexandre Martins da Cunha disse:

Boa noite. Obrigado pelo post.

Onde você diz:

"Na terceira configuração, também utilizamos o WD Black de 4 TiB, mas desta vez configurado com a tecnologia Intel RST com a aceleração habilitada, utilizando 32 GiB de um SSD SanDisk SSD Plus de 120 GiB para acelerá-lo."

Foi o mesmo hardware? Ao atualizar minha placa-mãe Z270-gaming-K3, a opção intel RST sumiu ficou apenas a optalene, logo posso deduzir que usaram um ssd comum com a opção setada em oplane?

Se sim poderiam refazer o teste com um versão antiga, pois minha placa diz que o downgrade não é possível, e isso me parece um engodo.

Att.

Sim, como consta na página 3 do artigo, foi usado o mesmo sistema.

Na verdade a opção na BIOS (AHCI ou RAID) não é especificamente para Optane, mas serve tanto para uso de RAID, SRT ou Optane, já que as três opções são manipuladas pelo chipset da mesma forma.

adicionado 9 minutos depois

Em relação a outras dúvidas:

- Não é necessário um Core i7. Qualquer processador Core i de sétima geração é compatível com Optane.

- Após instalar e configurar a Optane, se você retirar a memória Optane ou retirar o HD e colocar em outra máquina, não vai funcionar. É necessário primeiro desabilitar a aceleração, para depois poder utilizar o disco rígido de forma independente, de forma semelhante a um arranjo RAID.

- Quanto à durabilidade dos SSDs, vejam o vídeo abaixo. É óbvio que isso não é um problema na maioria dos casos, mas não sabemos como se comportaria um SSD com TBW baixo como cache, já que teoricamente o sistema poderia estar sempre reescrevendo o cache para manter sempre os dados mais atualizados lá, da mesma forma como não se deve usar um SSD com TBW baixo para, por exemplo, gravar vídeos de vigilância. Não é que não vá funcionar, mas sempre é melhor usar a opção mais adequada para cada caso.

 

adicionado 15 minutos depois
13 horas atrás, Zeca Pagodinho disse:

No próprio artigo sobre o SSD WD Green há uma tabela indicando TBW de 80 TiB para esse SSD. Todavia continua se propagando que os chips de memória TLC têm TBW de 10 TiB, que não são indicados em determinadas situações, etc. Poderiam acabar de vez com esse mito e assumir que os SSDs são praticamente eternos considerando a finitude da vida humana e a carga de trabalho habitual em desktops? Caso contrário, poderiam explicar melhor porque considerações como as destacadas acima?

 

 

O TBW de 80 TiB é para o WD Green de 240 GiB. Assim, o modelo de 120 GiB oferece 40 TiB, um modelo de 64 GiB teria um TBW de 20 TiB, e um de 32 GiB teria um TBW de 10 TiB. Para um mesmo modelo baseado nos mesmos chips, a durabilidade é diretamente proprorcional à capacidade. Desta forma, a diferença de TBW de um SSD TLC e da Optane é enorme, isto não é mito, é fato.

A questão é que o TBW é o limite até onde o fabricante GARANTE, não obrigatoriamente a durabilidade que o SSD vai efetivamente ter. Você pode comprar dois SSDs idênticos com TBW de 40 TiB por exemplo, um deles aguentar 100 TiB numa boa e o outro parar de funcionar depois dos 50 TiB. Isso depende de MUITOS fatores, desde temperatura até se os dados gravados neles tinham mais zeros ou uns.

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@Zeca Pagodinho Movi seu post para o tópico de comentários do vídeo sobre durabilidade de SSDs, por favor, continue esta discussão por lá, vamos manter os tópicos do nosso fórum organizados de acordo com o tema! Obrigado.

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