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Teste do SSD WD Green de 240 GiB

       
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 15 comentários

Testamos o WD Green de 240 GiB, um SSD de baixo custo voltado para usuários domésticos e que promete boa relação custo/benefício e baixo consumo de energia. Vamos ver como é o seu desempenho.

Teste do SSD WD Green de 240 GiB
Rafael Coelho Editor-chefe do Clube do Hardware

Introdução

Testamos hoje um SSD de baixo custo de 240 GiB, o WD Green. Nós já testamos o WD Green de 120 GiB, mas como só faz sentido comparar SSDs de mesma capacidade (pois normalmente há diferença de desempenho entre modelos da mesma linha mas com capacidades diferentes), decidimos comparar o desempenho do WD Green de 240 GiB com dois outros modelos de mesma capacidade: o Kingston UV400 e o Sandisk SSD Plus.

Antes de prosseguirmos com este teste, nós sugerimos a leitura do tutorial “Anatomia das unidades SSD”, onde você encontrará informações sobre estas unidades.

Assim como a maioria dos SSDs domésticos atuais, o WD Green utiliza memórias TLC (triple level cell), que armazenam não dois bits por célula como a maioria das memórias MLC, mas três bits. Isso permite uma maior densidade de dados e, com isso, um menor custo de fabricação para um modelo de mesma capacidade.

A principal desvantagem das memórias TLC frente às memórias MLC de dois bits (e mais ainda em relação às memórias SLC) é a menor durabilidade, pois há mais desgaste das células a cada processo de apagamento (utilizado antes da escrita de dados).

Isso se reflete no total de bytes gravados (TBW, que significa a quantidade de dados gravados na unidade até que a mesma possa ter problemas por desgaste). Logicamente, este valor é bem alto e não deve preocupar o usuário comum, mas torna este modelo desaconselhável para aplicações que exijam uma grande quantidade de gravação de dados, como servidores, por exemplo.

Todas as unidades testadas têm 256 GiB de memória total, mas são vendidos como 240 GiB pois 16 GiB são reservados para uso interno (“overprovisioning”), usados pelos mecanismos de coleta de lixo e balanceamento de desgaste.

Na tabela abaixo comparamos as unidades testadas. Todas as unidades usam interface SATA-600 e são baseadas no formato de 2,5”, com altura de 7 mm (podendo, desta forma, ser instaladas em notebooks ultrafinos que necessitam de unidades de armazenamento com esta altura).

Fabricante Modelo Código do Modelo Capacidade Nominal Preço nos EUA Preço no Brasil
Western Digital WD Green WDS240G1G0A 240 GiB US$ 78 R$ 520
Kingston SSDNow UV400 SUV400S37/240G 240 GiB US$ 90 R$ 520
SanDisk SSD PLUS SDSSDA-240G 240 GiB US$ 90 R$ 480

Os preços foram pesquisados no dia da publicação deste teste.

Na tabela abaixo, nós fornecemos um comparativo de detalhes técnicos das duas unidades.

Modelo Controlador Buffer Memória TBW
WD Green Silicon Motion SM2258XT - 4x 64 GiB SanDisk 05497 064G 80 TiB
Kingston SSDNow UV400 Marvell 88SS1074 256 MiB Nanya NT5CC128M16IP-DI 16x 16 GiB Kingston FT16B08UCT1-0F 100 TiB
SanDisk SSD PLUS Silicon Motion SM2246XT - 4x 64 GiB SanDisk 05446 064G -

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Comentários de usuários


Bom dia, @Rafael Coelho . Obrigado pelo teste, sempre um bom trabalho.

 

Tenho uma dúvida prática: esses SSDs têm um tempo de vida útil bem determinado, não se recomenda usar o modelo testado em aplicações que requeiram grande carga de regravações sob pena de ter que substitui-lo em breve. Esse tempo de vida útil pode ser medido pelo tempo em que o micro permanece ligado (por exemplo, um micro que fica ligado baixando conteúdo da internet e gravando-o num HD) ou somente para os casos em que efetivamente há uma leitura-gravação intensa. O que me pergunto é se o computador ligado lança mão de muitos ciclos de leitura e gravação no SSD independentemente de haver um trabalho direcionado a isso.

 

Outra questão, de ordem geral: dentre os testes realizados, qual deles estaria mais próximo da percepção do usuário final, ou seja, uma diferença que poderia ser perceptível sem serem realizados testes de desempenho. Por exemplo, o usuário é acostumado a fazer transferências de grandes arquivos, que levam vários minutos para se concluírem. Em outra ocasião ele copia múltiplos arquivos. Faz essas cópias do SSD para ele mesmo ou de um disco rígido para o SSD, do SSD para o disco rígido, entre SSDs, etc. Haveria diferença significativa de tempo entre essas tarefas a depender do modelo utilizado? Se sim, quais são os testes que indicariam isso?

 

Se essas perguntas estão respondidas em algum artigo, não perde tempo, é só indicar para a gente que vamos dar uma lida. Obrigado!

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usando o ssd apenas para instalação do sistema operacional sua vida util será bem longa

voce instala o sistema nele e adiciona um hd convencional para colocar seus arquivos

no Windows 10 isto e facilitado veja o link abaixo

obs: a alteração deve ser feita logo apos a instalação

http://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2016/10/como-alterar-pasta-padrão-dos-downloads-do-windows-10.html

no linux voce colocaria a partiçao swap e home no hd

com isso você terá uma boa vida util do ssd e um bom desempenho no hd pois sua leitura/escrita nao vai concorrer com a leitura/escrita de arquivos do sistema

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10 horas atrás, Zeca Pagodinho disse:

Tenho uma dúvida prática: esses SSDs têm um tempo de vida útil bem determinado, não se recomenda usar o modelo testado em aplicações que requeiram grande carga de regravações sob pena de ter que substitui-lo em breve. Esse tempo de vida útil pode ser medido pelo tempo em que o micro permanece ligado (por exemplo, um micro que fica ligado baixando conteúdo da internet e gravando-o num HD) ou somente para os casos em que efetivamente há uma leitura-gravação intensa. O que me pergunto é se o computador ligado lança mão de muitos ciclos de leitura e gravação no SSD independentemente de haver um trabalho direcionado a isso.

 

Eles tem um tempo de vida util estipulado mas se pesquisar no internet verá que em alguns testes feitos de durabilidade os ssd acabam passando e muito o limite estipulado pelo fabricante. Se fizer o que a fenix sugeriu acima, é capaz de tu deixares o ssd de herança para seus filhos enquanto os hd normais já terão estragado.

Editado por Gabriel Torres
Erro de português

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10 horas atrás, Zeca Pagodinho disse:

Tenho uma dúvida prática: esses SSDs têm um tempo de vida útil bem determinado, não se recomenda usar o modelo testado em aplicações que requeiram grande carga de regravações sob pena de ter que substitui-lo em breve. Esse tempo de vida útil pode ser medido pelo tempo em que o micro permanece ligado (por exemplo, um micro que fica ligado baixando conteúdo da internet e gravando-o num HD) ou somente para os casos em que efetivamente há uma leitura-gravação intensa. O que me pergunto é se o computador ligado lança mão de muitos ciclos de leitura e gravação no SSD independentemente de haver um trabalho direcionado a isso.

 

Isto está respondido em detalhes em nosso tutorial abaixo:

 

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Mais um ótimo teste.

Uma dúvida: pra um usuário doméstico normal, qual teste seria realmente relevante? O de leitura e gravação sequencial?

 

Outra: existe algum tutorial aqui no site de como melhorar a performance e vida útil do SSD no Win10?

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1 hora atrás, Daniel Coêlho86 disse:

Uma dúvida: pra um usuário doméstico normal, qual teste seria realmente relevante? O de leitura e gravação sequencial?

 

Sempre depende do uso que a pessoa faz da máquina, mesmo sendo um usuário doméstico.

 

Se a pessoa transfere/lê muitas fotos, é uma coisa, se faz o mesmo com filmes, é outra.

 

No geral, acho que vai ser bem pouco perceptível a diferença entre SSDs de categorias similares, todos vão ser rápidos.

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4 horas atrás, Gabriel Torres disse:

 

Isto está respondido em detalhes em nosso tutorial abaixo:

 

 

Obrigado pela atenção. Gostaria de salientar que a minha dúvida é em relação àqueles dados que são gravados frequentemente no dispositivo de armazenamento, ainda que em pequena quantidade, mas muito frequentemente. De qualquer forma, mesmo que um determinado processo seja capaz de esgotar o tempo de vida útil de determinada sequência de bits, terá de fazê-lo outras milhares de vezes sobre as sequências seguintes e assim sucessivamente até conseguir ultrapassar o limite dos 16 GiB extras reservados para correção de erros:

 

Citação

Todas as unidades testadas têm 256 GiB de memória total, mas são vendidos como 240 GiB pois 16 GiB são reservados para uso interno (“overprovisioning”), usados pelos mecanismos de coleta de lixo e balanceamento de desgaste.

 

Então creio que dê para ficar tranquilo que minhas unidades SSD vão ver colegas discos rígidos virem e irem em várias gerações sucessivas antes de se despedirem, honrosamente, depois de décadas de trabalho confiável. Todavia, gostaria de poder mensurar isso. Existe algum software de monitoramento dos ciclos de leitura e gravação aos quais uma unidade de disco qualquer é submetida durante um período determinado? Se houver, alguém poderia indicá-lo?

adicionado 4 minutos depois

 

Um TBW de 80 TiB está excelente para uma unidade de chips TLC, não é mesmo? No artigo "Anatomia das unidades SSD" o comparativo é de 10x menos ciclos de gravação em relação a uma unidade MLC.

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4 horas atrás, gulhermetecnico disse:

 

Ele tem um tempo de vida útil grande ou menor que os outros citados ?

 

 

Ver na tabela presente na primeira página, coluna TBW.

adicionado 1 minuto depois

@Zeca Pagodinho Caso tenha mais dúvidas sobre o funcionamento de SSDs, peço que abra tópicos separados no setor correto, visto este tópico ser para discutirmos o teste do modelo WD Green de 240 GiB. Assim o fórum fica mais organizado. Obrigado! Setor correto: http://www.clubedohardware.com.br/forums/forum/31-hds-discos-rígidos-e-ssds/

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Se não são adequados para servidores, como seriam adequados para o Win10, que permanece eternamente lendo/gravando arquivos em disco mesmo sem você estar fazendo nada?
Não vejo como um ssd durar mais q 2 anos num notebook com Win10 usando apenas aplicativos básicos de escritório/e-mail.

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6 horas atrás, T1000_2015 disse:

Se não são adequados para servidores, como seriam adequados para o Win10, que permanece eternamente lendo/gravando arquivos em disco mesmo sem você estar fazendo nada?
Não vejo como um ssd durar mais q 2 anos num notebook com Win10 usando apenas aplicativos básicos de escritório/e-mail.

 

Tenho essa mesma impressão em relação ao Windows 10, mas para saber isso, efetivamente, seria necessário ter um aplicativo que monitorasse leitura e gravação do SSD ao longo de um período determinado para se descobrir qual é o impacto do SO sobre o prazo de vida útil do dispositivo. Todavia, meu caro, isso é proibido de ser discutido aqui. Se quiser, abra um tópico no setor adequado, conforme orientação do Gabriel.

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Em 7/2/2017 às 03:22, T1000_2015 disse:

Não vejo como um ssd durar mais q 2 anos num notebook com Win10 usando apenas aplicativos básicos de escritório/e-mail.

@Zeca Pagodinho

 

Esta afirmação não procede. Tem um site que faz testes de durabilidade e os resultados são impressionantes:

 

http://techreport.com/review/27909/the-ssd-endurance-experiment-theyre-all-dead

 

Muito acima do que os fabricantes informam.

 

Caso queiram discutir mais sobre durabilidade, por favor, abram tópico específico no setor de SSDs: http://www.clubedohardware.com.br/forums/forum/31-hds-discos-rígidos-e-ssds/

 

Discutam aqui apenas a análise do WD Green 240 GiB, obrigado! :)

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Fiz os calculos e confio muito nos meus calculos, inclusive se caçar um pouco no Google vai ver que não está errado , SSD bom acima de 400 TBW , você morrer e ele continua a funcionar, na verdade quem vai começa a falhar primeiro vai ser você e não esse SSD kkkk, pra quem usa o PC poucas vezes o de 200TBW vai durar mt tempo.

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Preço dele encontrado no Mercado Livre R$ 379,00.

 

Só por curiosidade, falaram que o teste foi feito na porta sata 600 pra não limitar a velocidade, mas a afirmação não foi cheia de certeza, será que realmente na porta 300 limitaria, não  seria interessante repetir os testes principais nessa porta 300 pra tirar a dúvida?

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