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Podemos Confiar na Certificação 80 Plus?

       
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Será que realmente podemos confiar na certificação 80 Plus de uma fonte de alimentação? Atualizado para incluir o fato de fontes \"clones\" não serem re-testadas.

Podemos Confiar na Certificação 80 Plus?
Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Introdução

A certificação 80 Plus foi um passo importante para mudar o cenário do mercado de fontes de alimentação: agora o consumidor antenado sabe que deve comprar uma fonte com eficiência de pelo menos 80%. Novos níveis de certificação (Bronze, Silver, Gold e Platinum) foram lançados. Mas talvez seja a hora de mudar a metodologia da certificação 80 Plus. Veja por que.

Para entender um pouco mais sobre eficiência e a certificação 80 Plus, leia nosso tutorial Entendendo a Certificação 80 Plus.

A principal deficiência na metodologia usada no processo de certificação 80 Plus é em relação à temperatura ambiente. A Ecos Consulting, empresa responsável pela certificação 80 Plus, testa fontes em uma temperatura ambiente de apenas 23° C.

Nós sempre nos perguntamos por que eles utilizam esta temperatura, já que em engenharia a temperatura ambiente padrão para a coleta de dados é 25° C. Não que coletar dados a 25° C em vez de 23° C vai fazer uma grande diferença no resultado final, mas nós sempre nos perguntamos por que este valor.

Nossas suspeitas são de que isto é feito para ajudar os fabricantes a obterem a certificação 80 Plus em fontes de alimentação que não conseguiriam obtê-la se elas fossem testadas em uma temperatura mais elevada – pois quanto menor a temperatura, maior é a eficiência. Portanto, quando eles começaram a vender a ideia da certificação 80 Plus e a obter clientes, esta temperatura baixa provavelmente os ajudou a convencer seus primeiros clientes.

O problema é que a menos que você tenha um micro muito básico, a temperatura dentro do gabinete nunca será tão baixa, especialmente se você tiver um computador voltado para jogos.

Em nossos testes nós coletamos dados a uma temperatura ambiente entre 45° C e 50° C, porque nós gostamos de testá-las no pior cenário possível e não no melhor cenário como a Ecos Consulting faz.

O motivo pelo o qual reclamamos tanto da temperatura vem do fato de que todos os semicondutores possuem um efeito chamado “de-rating”. A capacidade de eles entregarem corrente (e, consequentemente, potência) cai com a temperatura. Para ilustrar este fenômeno, considere as especificações do transistor MOSFET SPP20N60C3, um dos modelos mais usado em fontes de alimentação para computadores. O seu limite de corrente a 25° C é de 20,7 A, mas a 100° C a corrente máxima suportada por este transistor cai para 13,1 A, uma substancial queda de 37%. A resistência de transistores FET e MOSFET, um parâmetro chamado RDS(on), aumenta com a temperatura, significando que transistores passam a consumir mais para o seu próprio funcionamento quando a temperatura aumenta, reduzindo a eficiência. Outros parâmetros também variam de acordo com a temperatura.

Há algo de errado em usar uma temperatura mais baixa para testar as fontes? Não. É apenas nossa preferência testar as fontes em temperaturas do mundo real.

O “problema” é que durante nossos testes já vimos várias fontes que receberam uma determinada certificação 80 Plus mas que em uma temperatura maior não obtiveram o mesmo nível de eficiência. Por exemplo, algumas fontes rotuladas como “80 Plus Silver” precisariam ser rotuladas como “80 Plus Bronze” se fossem testadas a uma temperatura maior. Já vimos também algumas fontes que não conseguiriam nem mesmo obter a certificação 80 Plus padrão. Até agora só vimos dois fabricantes de fontes de alimentação rotularem fontes com um nível de certificação 80 Plus inferior ao obtido por causa deste fenômeno: Corsair e Thermaltake.

Portanto os consumidores precisam ser avisados de que a certificação 80 Plus é obtida em uma temperatura ambiente “de laboratório” e não em uma temperatura do mundo real, e fontes podem não obter a eficiência divulgada em altas temperaturas. Em nossa opinião a Ecos Consulting deveria reformular seu programa de certificação e começar a testar as fontes em temperaturas do mundo real. Uma solução de curto prazo seria o fabricante da fonte garantir que seus produtos possam obter a certificação 80 Plus a uma temperatura maior, assim como alguns fabricantes anunciam que suas fontes podem fornecer suas potências rotuladas em temperaturas elevadas como 40° C, 45° C ou 50° C.

Outro potencipal problema com a certificação 80 Plus é que eles não re-testam fontes “clonadas”. Nós exploraremos este assunto na próxima página.

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Comentários de usuários




Quer me parecer que o motivo de discórdia quanto a temperatura de 23º C está muito mais no entendimento desse dado do que em qualquer outra coisa..

Lá na documentação que fala sobre isso no 80 Plus é citado que a temperatura ambiente da "sala de testes" deva ser mantida em 23ºC...

Veja que com isso o pessoal do 80 Plus está querendo dizer que não interessa a temperatura no interior da fonte mas que a temperatura da sala será mantida nos 23º C que refletem mais ou menos a temperatura de trabalho na sala em que está colocado um PC. Lembrem-se que ainda existe na especificação a tolerância de +- 5%, ou seja, a real temperatura, repito, ambiente da sala aonde se está testando a fonte, poderá ser tolerada entre 18º C e 28 º C, que representam mais ou menos as temperaturas das salas aonde estarão realmente os PC´s trabalhando, na minha casa, na sua casa, na empresa, em média...

Especificar a temperatura ambiente de uma sala em 45º C não seria nada coerente com a realidade.. Somente se o PC estivesse numa sauna...

Quer me parecer que as fontes a ser testadas são colocadas em uma espécie de gabinete que deixa as conexões acessíveis, e desse modo se elas aquecerem por estar dentro desse gabinete também aquecerão lá no seu PC.. Mas o arrefecimento da fonte que resolva a questão.. se ele for ruim, mais elevada será a temperatura do interior da fonte...

Veja que não discordo em nenhum momento com a questão de testar com a temperatura ambiente a 45º C exigirá muito mais da fonte, mas não vejo nada de muito errado o pessoal do 80 plus acertar a temperatura da sala, e de resto dar 15 minutos, como é feito, para que a fonte se ambiente e deu....

Tanto maior sua temperatura interna quanto pior sua solução de arrefecimento... Isso já faz parte da fonte... A sala estará numa temperatura de conforto, ous seja 23º C..

Abraço....

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Acho que essa certificação ja começou errando...

Essa temperatura não da p/ ser alcançada nem com o pc numa sala com ar condicionado. Ela só é válida para aqueles gabinetes em que a fonte não usa o ar de dentro do gabinete.

Quanto ao teste clonado da OCZ400SXS e OCZ400MXSP, vocês ja fizeram o teste da SXS. Basta fazer o teste da MXSP e ver quem tem razão.

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Acho que essa certificação ja começou errando...

Essa temperatura não da p/ ser alcançada nem com o pc numa sala com ar condicionado. Ela só é válida para aqueles gabinetes em que a fonte não usa o ar de dentro do gabinete.

Quanto ao teste clonado da OCZ400SXS e OCZ400MXSP, vocês ja fizeram o teste da SXS. Basta fazer o teste da MXSP e ver quem tem razão.

23C é a temperatura ambinete de onde o micro se encontra e nao a temperatura interna do gabinete ou da fonte.

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Gostei da matéria. Pensando no fato de que a corsair foi a única fabricante de fato honesta, imagino qual seria a justificativa/motivação dela para tanto. Gostaria muito que ela fosse consultada e parabenizada em nome de nós usuários.

Tomara que ela continue sempre assim e que sua postura inspire as demais fabricantes.

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Me parece que os dados da InWin Commander 1200W e da TT 1200W também estão indênticos no 80Plus.

Certo que são a mesma fonte, fabricadas pela CWT, mas dois modelos iguais não devem ter o mesmíssimo desempenho, até nas vírgulas, a não ser que a linha de montagem seja a mais calibrada existente no mundo.

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Não sei onde fica o local de testes do 80 Plus, mas olhando pelo ponto de vista do Faller, me parece razoável entender que os 23° de temperatura sejam o ambiente habitual da empresa e do mercado - a temperatura de conforto que a maioria das empresas, ao menos, mantem em seus ambientes internos. Num clima europeu, de inverno rigoroso, não me parece descabido supor que muitos computadores fiquem expostos a temperaturas ambientes até bem mais baixas que essa, contrariamente ao nosso clima, quante na maior parte do país, e que mesmo aqui no sul, alcança facilmente temperaturas acima dos 30°.

Talves a maior falha do teste esteja justamente em não especificar a temperatura ambiente e desvinculá-la da temperatura interna do da fonte no gabinete, ou na simulação de gabinete, se for o caso, pois o certo mesmo é que certificar um produto baseado em uma temperatura CONSTANTE de laboratório pode ter uma metodologia científica correta, mas não reflete de forma nenhuma o dia-a-dia cheio de nuances e mudanças a que a fonte será submetida.

A certificação tem de ser encarada como uma diretriz, um caminho a ser buscado e seguido pelas empresas na busca de produtos mais eficientes, é sem dúvida um avanço, mas também é bom podermos discutir e opinar a fim de ajudar e até desenvolver produtos e métodos que melhor nos atendam, como esta questão que o CDH levantou.

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A questão da temperatura em 25º, como nosso amigo skullmann disse, pode valer para um computador simples ou até intermediário de uma empresa (por exemplo), onde fica ligado um ar condicionado praticamente o dia todo, ou lá no Alaska onde a temperatura normalmente é bem baixa.

Isto também não é muito problema para as fontes de baixa potência pois normalmente são usadas em computadores simples e que não esquentam muito, mas e as fontes de 750W ~ 1000W por exemplo? Qual seria o "maluco" que iria usar uma fonte destas para montar um PC baseado em um Pentium Dual Core. Logicamente estas fontes normalmente são destinadas aos computadores para jogos.

Então, pegamos como exemplo um computador baseado num Core i7 em overclock + Quad-SLI e tudo mais, no verão do Rio de Janeiro, onde a temperatura externa já passa dos 40º. Mesmo em um gabinte com uma boa ventilação, a temperatura interna atigiria facilmente os 45º~50º. Visando que a grande maioria dos gabinetes de hoje em dia ainda auxiliam na exaustão do ar quente interno.

Mais ou menos completando o que nosso amigo Faller disse, esta é a sauna que a fonte fica.:lol:

O que o Gabriel quer dizer é que o correto é testar a fonte na pior condição possível como neste caso.

A Corsair nos deu um belo exemplo, rebaixando o nivel de certificação de pelo menos um de suas fontes, pois eles sabem exatamente que é correto testar a fonte na pior condição possível.

A Certificação 80 Plus neste ponto, usa um método semelhante ao usado antigamente pelos fabricantes de veículos para informar a autonomia de um veículo em Km/Litro de combustível. (:confused:Não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas serve de exemplo real;))

Muita gente sabe que testavam um veículo em laboratório, ou em uma reta sem subidas ou descidas, fazendo disto "condições ideais". E sempre acontecia que na realidade, o veículo testado consumia mais do que o especificado pelo fabricante. Hoje não acontece mais isto (que eu saiba).

Gabriel, sempre me foi muito útil as informações contidas no seu site e também no Fórum, e fico muito feliz por ter contribuído para um artigo tão importante.

Abraço.

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Tem um errinho de ortografia, faltou um espaço...

..."Mas qualquer pessoa com o mínimo de bom senso sabe que dois produtosnão obtêm exatamente os mesmos resultados"...

Té +

Quanto a discução da temperatura, é tudo questão de ponto de vista. Acredito, eu, que o mais correto seria registrar tanto a temperatura externa (da sala) quanto a temperatura interna da fonte e que isso fosse exposto no teste/certificação. Assim de certa forma, estariamos avaliando o poder de refrigeração da fonte. Só que ai iria esbarrar no quesito gabinete: maior, menor, mais vazado, menos vazado, fans etc.... Em fim, tudo é muito relativo.

No mais, acredito que a metodologia do CDH é a mais correta!

Té +

Editado por Evandro

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O facto de haver produtos diferentes com mesma Laudo/certificado , informa que algo nao ir bem com o emitente.

E se faz mister , uma investigacao por parte de autoridades responsaveis para previnir eventuais danos a integridade fisica e patrimonial e financeira de usuario .

Brilhantes foram os comentarios acima , muito bons , como comprador e usuario eu sempre exigir saber tudo referente aquilo que estou adquirindo , principalmente quais as condicoes de funcionamento do objeto ou servico a ser adquirido , por este , acredito que todos os produtos devem ser testados ate o seu limite maximo , .

Acredito que quem emite certificados , que nao condiz com verdade , deva ser rapidamente afastado para evitar danos a inocentes.

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Concrodo plenamente com o método usado pelo Gabriel, testar a fonte em 45° é realmente saber se ela é ou não de qualidade, tanto que as fontes da Corsair se saem muito bem. O metódo usado pela 80Plus é claramente para beneficiar os fabricantes, não tem como no Brasil ou regiões equatorianas, terem como média de temperatura abaixo de 30-28º.

Por isso o método o do CDH mesmo parecendo ser exagerado, reflete muito bem, num dia de verão no Rio, a temperatura dentro do gabinete.

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Concordo com o faller!

Essas certificações funcionam no começo, depois acredito que role uma gambiarra de comprá-las. Fazem isso com tudo, o dinheiro manda em tudo, no Inmetro inclusive, nem precisa comprar os fiscais e técnicos, basta falsificar o selo.

O melhor teste mesmo é aqui, com os usuários dando seu depoimento dos produtos e o pessoal aparelhado do CDH mostrando pra gente os resultados.

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O faller deu um bom esclarecimento, bom o suficiente para o Gabriel alterar um pouco o artigo, que me parece ter ficado descaracterizado, já que deixa a entender uma comparação descabida entre a temperatura ambiente de uma sala com a temperatura ambiente do gabinete.

Isso, no entanto, não muda em nada o que o Gabriel está defendendo: que os testes sejam feitos com controle e medição da temperatura do gabinete. Porque a verdade é que não importa a temperatura ambiente se as fontes estarão enclausuradas dentro do gabinete, que terá temperatura quase sempre maior.

Por outro lado, temos que levar em conta que a certificação 80 plus não foi feita para o Brasil, especificamente. Se aqui é um lugar quente; se a imensa maioria dos gabinetes populares vendidos aqui não são bem refrigerados; se os PCs são montados por pessoas incompetentes sem um mínimo de noção de como otimizar o fluxo de ar; se a maioria do povão não tem salas com ar condicionado em casa onde está o PC; nada disso importa para a certificação. Ela é americana, não se pode exigir que eles façam seus testes visando um país que não é o deles.

Outra coisa, toda certificação tem um propósito: adequar os produtos a recomendações mínimas do mercado de acordo com um método pré-estabelecido. Ponto final.

O problema é que vocês tão olhando a 80 plus como um selo absoluto de eficiência. Ninguém olha pro selo do Inmetro assim, na verdade ninguém nem lembra de procurar selo do Inmetro neste país, então porque estão olhando pra este selo com essa importância toda? É consenso que o selo do Inmetro não significa qualidade superior, mas sim qualidade mínima dentro das especificações legais.

Esse é o real problema aqui. Vocês que começaram a dar importância demais a uma coisa que representa um mínimo estabelecido de mercado, que nem é nosso mercado ou nossa realidade. Mesmo que nos testes do CdH o selo não se comprove "por diferenças de metodologia e blablablabla" o resultado nunca é muito longe do que o selo promete, então não entendo pra que também causar toda essa polêmica.

Se de um lado existe uma idolatria por parte de tudo que é estrangeiro, coisa que o Gabriel já abordou em outro post recente, também não é necessário denegrir tudo que é feito lá fora gratuitamente. Se os testes dessem diferenças absurdas de eficiência (5% ou mais), eu entenderia, mas não lembro de ter visto tais diferenças absurdas.

Que os testes do CdH são muito mais adequados para a nossa realidade, isso é fato e está fora de discussão. Mas para afirmar isso não é preciso escrever todo um artigo dizendo que o método do 80 plus não é confiável. Ele não foi feito para nós e nem tampouco como comprovante exato de eficiência, bem como qualquer outro selo de certificação nunca vai ser um atestado exato de coisa alguma. É apenas uma qualificação dentro de exigências pré-estabelecidas. Não há certo nem errado (e muito menos questão de confiabilidade) nisso. Haveria se eles mentissem, dissessem que as fontes são testadas a 50º C, quando na verdade seriam a 23º C. Mas não é o caso.

Então acho que o artigo poderia ser reescrito, ao invés de falar de confiabilidade, falar de adequação a realidade brasileira. Ao invés de criticar a temperatura ambiente, esclarecer que na verdade eles não expõem qual é a temperatura dentro do gabinete e que este site, o Clube do Hardware, acha mais adequado que esta seja a temperatura relevante para o teste.

Seria mais sincero e adequado, na minha opinião.

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Então acho que o artigo poderia ser reescrito, ao invés de falar de confiabilidade, falar de adequação a realidade brasileira. Ao invés de criticar a temperatura ambiente, esclarecer que na verdade eles não expõem qual é a temperatura dentro do gabinete e que este site, o Clube do Hardware, acha mais adequado que esta seja a temperatura relevante para o teste.

A 80 Plus apenas certifica que as fontes irão fornecer X eficiência dentro de suas metodologias de teste e não dentro do gabinete do usuário.

Sendo assim podemos confiar sim nos testes, porém sabemos que a eficiência dos testes realizados terão variação com a eficiência apresentada dentro de cada gabinete e cada temperatura ambiente, o que é normal.

Achei o artigo um pouco equivocado em relação a isso, nunca poderá ser feito um teste simulando a temperatura interna de um computador que condiz com todos os usuários, sendo que a temperatura pode variar de computador para computador.

Abraço.

Editado por panelasc

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Lendo as demais opiniões, acho que cheguei a um ponto bastante conclusivo. Refletindo sobre tudo o que foi dito, reparei que a certificação 80 Plus é baseado num método científico que visa somente medir a eficiência específica da fonte em questão, seja ela qual for, seguindo sempre as mesmas especificações dos testes realizados nas demais. Isso cria uma baliza muito consistente de parametros de comparação, onde o único fator que muda é a fonte, mantendo-se os demais componentes dos testes, ao menos em tese.

Isto só oferece uma oportunidade do consumidor comparar produtos diferentes sob uma otica muito semelhante, embora pouco prática.

Isso tem alguma serventia no "mundo real"? Acho que sim, se partirmos do princípio que todoas as fontes tem as mesmas oportunidades para 'mostrar seu desempenho'.

Mas o que mais importa é que o 80 Plus não se propôs (e acho que nem poderia) a verificar o desempenho real das fontes de alimentação em uso no di-a-dia, até porque isso seria muito mais complexo e envolveria muito mais componentes de hardware do que é o objetivo último da certificação. O que eu quero dizer é simples. É apenas um método, apenas uma espécie de orgão regulador que especifica níveis de eficiência a serem 'perseguidos" em condições ideais de funcionamento sem levar em conta todos os componentesque fazem parte de um computador, por isso não estão preocupados com niveis variáveis de temperaturas, sejam elas ambientes ou 'de gabinete'.

Uma pena para nós consumidores, que continuamos orfãos de mais metodologías e bons sites como o CHD, que se comprometam a fazer testes mais próximos com o ambiente "incontrolável" do dia-a-dia de milhares de PC-maníacos mundo afora.

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Lendo as demais opiniões, acho que cheguei a um ponto bastante conclusivo. Refletindo sobre tudo o que foi dito, reparei que a certificação 80 Plus é baseado num método científico que visa somente medir a eficiência específica da fonte em questão, seja ela qual for, seguindo sempre as mesmas especificações dos testes realizados nas demais. Isso cria uma baliza muito consistente de parametros de comparação, onde o único fator que muda é a fonte, mantendo-se os demais componentes dos testes, ao menos em tese.

Isto só oferece uma oportunidade do consumidor comparar produtos diferentes sob uma otica muito semelhante, embora pouco prática.

Perfeito. Era exatamente o que tentei passar.

A utilidade dessa certificação é te mostrar que:

1 - uma fonte com essa certificação provavelmente será mais eficiente que uma sem (isso será mais verdade a medida que o tempo passar e todas as fabricantes buscarem mais ativamente ter essa certificação);

2 - uma fonte com certificação gold será mais eficiente que uma silver que será mais eficiente que uma bronze.

Pronto. Só isso. É assim que esse selo deve ser visto.

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Discordo do artigo do CdH.

Podemos confiar na certificação, pois, todos os produtos sao testados da mesma maneira, e 23 graus em qualquer ambiente com ar é o padrão, ou até 21, veja bancos, escritorios, etc.

Aqui em BH essa semana esta muito quente, os termometros da rua estão na casa dos 36 a 38 e aqui dentro de casa meus dois estão variando de 25.5 a 27.9 o seja - 10 graus que na rua, no sol. Logo te digo que 23 é uma temperatura bem proxima da realidade. No Rio, que todos se gabam de ser muito quente, nem é tanto assim, mesmo batendo 40 nos termometros dentro das casas quase nunca passa dos 30. Ninguem vai usar o PC no sol.

Tambem acho os testes do Clube do Hardware legais, pois, mostram uma situação mais controlada, com a temperatura interna do gabinete controlada, assim temos um teste mais rigido que o 80+.

Uma boa é basear-se nos dois testes e tirar uma media. A principio dá-se preferência aos produtos 80+, depois faz uma pesquisa de testes mais rigidos para tirar a teima. Se voce esta em duvida entre 2 produtos, escolha o que se sair melhor nos dois testes.

Tambem concordo, deveriam usar temp. ambiente 25 graus, que é o padrão.

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Jamais quis defender outro modo de se fazer o teste. Como o CdH o faz me parece bom, é mais exigente...

Entretanto, em um mundo em que se tenta comparar, balizar, trazer ao mesmo denominador comum esses elementos a serem testados, que são as fontes, me parece crucial e evidentes algumas ponderações...

1) Sejam quais forem as regras, serão válidas para todos os elementos testados e garantida sua aplicação ao longo do tempo;

2) Se se testa a fonte, e sua caixa faz parte da mesma, bem como seu fan, me parece totalmente viável se colocar sempre um mesmo gabinete, como é feito no 80 Plus, com a fonte lá dentro, e esse gabinete ficar em uma temperatura definida (com tolerância) que será aquela em que o ser humano busca trabalhar, que seriam esses 23º C.... Se a fonte for ruim de fan, tiver grelhas e rasgos extremamente fechados, isso se refletirá em sua temperatura interna, tanto lá no 80 Plus quanto no seu gabinete.. Não me parece muito lógico se tentar simular temperaturas internas de gabinetes e muito menos da própria fonte, pois essa última é uma variável que depende da mesma, de sua construção e também está sob avaliação... A fonte é a testanda. O gabinete é uma constante no processo.

Isso dai serve como discussão para passar o tempo e somente veio a tona pelo fato de Gabriel ter se espantado de onde veio a definição daqueles 23º C que o pessoal que testa para o 80 Plus usa, e que provavelmente possa ter vindo da ISO 7730, que discorre sobre o que se chama de "temperatura de conforto", sempre visando o Ser Humano.

Se forem buscar alguma referência verão que esses 23º C é, mais ou menos, o centro do que se chama de Zona de Conforto, pois a sensação de conforto não depende tão somente da temperatura ambiente como também se interrelaciona com outros fatores como a umidade relativa do ar, quem sabe a pressão atmosférica e, principalmente, o resultado de seu time no futebol da quarta-feira a noite...

Abraço...

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Por isso o método o do CDH mesmo parecendo ser exagerado, reflete muito bem, num dia de verão no Rio, a temperatura dentro do gabinete.

O Rio não é o centro do planeta, como também está longe de ser a cidade mais quente do país. A Ecos segue a ISO 7730:2005 testando as fontes a 23º. Está correto. Outro bom motivo para padronizar o teste a 23º é que a temperatura ambiente muda o tempo todo, fica mais fácil mantê-la num mesmo patamar numa sala com ar condicionado ou, quem sabe, com aquecedor. Testar a 25º estaria correto, testar a 40º estaria correto, testar a 45º já é um certo exagero, mas está correto se documentado. Errados estão os fabricantes que nomeiam suas fontes a 25º e omitem o fato. Bons fabricantes costumam nomeá-las a 40º.

Criar uma câmara especial para testes também não me parece fator indispensável. Uma fonte de maior potência testada em temperatura ambiente de 25º não permanece naquela temperatura ambiente. Esquenta, chega em torno de 50º. Em maio de 2004 a revista PC&CIA testou uma daquelas fontes de baixíssima eficiência da Seventeam a uma temperatura ambiente de 27º e a fonte chegou a mais de 73º: "Imagine que a uma temperatura ambiente de 27.5ºc, a caixa da fonte atingiu a temperatura de 73.2ºC”, comenta a revista. Agora imagine a fonte sendo testada a uma temperatura ambiente de 45º.

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Todo Instituto Certificador baseia-se em alguma metodologia e esta em alguma norma (seja ISO, DIN ou outra qualquer) o fato de um produto receber uma certificação só reflete que ele atende a determinadas exigências, no caso das fontes para PC se estas possuem eficiência dentro de determinados padrões, o fato da fonte x ou y receber a certificação não reflete diretamente a qualidade das mesmas, mas sim se elas atendem as especificações exigidas para se obter o tal certificado, devemos observar outros fatores alem do selo para determinar se a fonte é ou não uma boa opção de compra, como já mostrado em testes aqui mesmo no CDH com fontes inclusive certificadas e que são verdadeiras bombas, claro que o selo 80 plus é uma ferramenta importante para o consumidor, mas não acho que seja conclusiva, por isso apóio a metodologia do CDH, que ao meu ver é mais próxima da Realidade, pois exige mais dos componentes da Fonte.

Editado por omni Ferius
revisão ortográfica

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Apesar de apoiar a metodologia de testes do CDH e entender o ponto de vista do Gabriel, não acho que a situação seja tão complicada quanto ele relata, quase toda metodologia tem suas falhas, assim como a do 80+ tem as suas, e acho que a questão da temperatura não é algo tão grave porque, como já foi dito aqui mesmo, por mais que a temperatura ambiente seja de 23º, é praticamente impossível a fonte trabalhar nesse mesmo nível.

No fim das contas nós deveríamos apoiar esse tipo de iniciativa, a de testar e homologar fontes de acordo com uma metodologia, ainda mais quando feita por uma empresa séria, críticas negativas e questionamento da confiabilidade só devem ser feitos quando a certificação é feita de forma ruim ou fraudulenta, o que felizmente não é o caso.

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Concordo em uma modificação na metodologia de testes com relação a temperatura, pois muitas regiões, principalmente no Brasil, são de um clima quente. Dessa forma quando chegar em regiões menos quentes as fontes funcionaria com eficiência muito melhor, creio eu. Acho que a ideia de laboratório que essa empresa que faz as certificações deveria rever seus conceitos.

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Apesar de apoiar a metodologia de testes do CDH e entender o ponto de vista do Gabriel, não acho que a situação seja tão complicada quanto ele relata, quase toda metodologia tem suas falhas, assim como a do 80+ tem as suas, e acho que a questão da temperatura não é algo tão grave porque, como já foi dito aqui mesmo, por mais que a temperatura ambiente seja de 23º, é praticamente impossível a fonte trabalhar nesse mesmo nível.

No fim das contas nós deveríamos apoiar esse tipo de iniciativa, a de testar e homologar fontes de acordo com uma metodologia, ainda mais quando feita por uma empresa séria, críticas negativas e questionamento da confiabilidade só devem ser feitos quando a certificação é feita de forma ruim ou fraudulenta, o que felizmente não é o caso.

Realmente, esse é um ponto de vista que faz o maior sentido, pois embora não parece o "ideal", ao menos esse é um teste PADRONIZADO e portanto, TODAS AS FONTES precisam enfrentar as mesmas condições que as concorrentes certificadas já enfrentaram.

Isso significa que as fontes "80 Plus" são 100% confiáveis? Não, mas significa que se uma fonte não consegue ser eficiente NEM A 23ºC, jamáis o será em temperaturas mais elevadas. Pelo menos este "filtro" de eficiência pode ser claramente identificado.

E não dá pra esquecer que uma boa fonte precisa ter bons componentes internos e uma boa regulagem também, além da eficiência.

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Parabéns aos autores do Artigo, de muita informação relevante, ainda mais, para pessoas iguais a mim, que apesar de não possuir grande conhecimento em Hardware, é um incansável curioso.

Esse é o Clube do Hardware!!!:D

Nossa! Mais imparcial do que o Clube do Hardware é, impossível, doa a quem doer, sou profundo admirador do Clube do Hardware, exatamente por usar uma linguagem extremamente acessível e por total imparcialidade nas suas divulgações.

PARABÉNS!

GABRIEL TORRES

DEMAIS ADMIN.

E MODERADORES.

ASS. DANIEL ARTONY

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