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Teste da Fonte de Alimentação Duex DX500SE

       
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Vamos testar mais uma fonte de alimentação de baixo custo de marca nacional, desta vez a Duex DX500SE, que diz ser de 500 W “nominais”, 350 W “de pico” e 250 W “reais”. Será? Confira.

Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Introdução

De acordo com a sua etiqueta, a Duex DX500SE é uma fonte de alimentação de 500 W “nominais”, 350 W “de pico” e 250 W “reais”. Vamos ver se esta fonte sobrevive aos nossos testes.

Duex DX 500 SE PSU
Figura 1: Fonte de alimentação Duex DX500SE

Duex DX 500 SE PSU
Figura 2: Fonte de alimentação Duex DX500SE

A Duex DX500SE tem 14 cm de profundidade e traz uma ventoinha de 120 mm em sua parte inferior.

Duex DX 500 SE PSU
Figura 3: Ventoinha

Ela não tem nenhum sistema de cabeamento modular e nenhuma proteção de nylon em seus cabos. Os cabos inclusos são:

  • Cabo principal da placa-mãe com conector de 20/24 pinos, 32 cm de comprimento
  • Um cabo com um conector ATX12V, 38 cm de comprimento
  • Um cabo com um conector de seus pinos para placas de vídeo, 32 cm de comprimento
  • Um cabo com dois conectores de alimentação para periféricos e um conector de alimentação SATA, 32 cm até o primeiro conector, 15 cm entre conectores
  • Um cabo com um conector de alimentação SATA, um conector de alimentação para periféricos e um conector de alimentação para unidades de disquete, 32 cm até o primeiro conector, 15 cm entre conectores

Todos os fios são mais finos do que o mínimo recomendado (bitola 20 AWG vs. 18 AWG).

Duex DX 500 SE PSU
Figura 4: Cabos

Vamos agora dar uma olhada no interior desta fonte de alimentação.

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Comentários de usuários


excelente teste.

vocês não gravam mais aqueles video que mostram essas péssimas fontes queimando ?

Gostava de ver :D

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Gsotaria de ver tais fontes fora do mercado.........

É pelo mesmo motivo que tive até o momento mais de 20 mil postagens nos fóruns sobre fontes de alimentação, desde os tempos antigos do extinto Forum PCs, onde comecei a tratar do assunto desde 2002 aproximadamente, procurando indicar, orientar, ensinar a pescar... muitas vezes inutilmente. Mas venho insistindo nisso porque só o próprio consumidor pode sanear o mercado. Enquanto existir pato pra comprar, vai ter esperto para vender e lucrar. Enquanto houver ratão, vai haver ratoeira. E o que não falta no mercado brasileiro é fonte pega-ratão. Se o consumidor deixar de comprar, o lojista deixa de vender, o distribuidor deixa de distribuir, o importador deixa de importar e até o fabricante lá na China deixa de fabricar.

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Daqui a pouco essas "coisas" vão trazer etiquetas dizendo "se pá aguenta "x" watts" ou talvez comecem a ser honestas né, tipo com uma etiqueta assim "colocamos 500W pra vender, mas ela aguenta com sorte 150W" é triste mesmo ver isso entrar no mercado e ainda vender por falta de info. Parabéns por mais esse teste desmascarando essa tranqueira.

Abraços.

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Lembrando que tal expediente é ILEGAL de acordo com o artigo 171 do Código Penal (fraude) e artigo 66 do Código de Defesa do Consumidor (propaganda enganosa). Ou seja, existe lei proibindo esse tipo de coisa, o problema é que não há fiscalização.

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Fontes Durex...

O trocadilho é irresistível, foi mal... :D

Mais uma dessas fontes "500W", onde o W se refere ao modelo, e não à potência...

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Como um colega acima postou, esta situação só irá mudar quando deixar de haver consumidores dessas tralhas. Enquanto houver demanda, haverá quem supra o mercado com essas bugigangas. E o consumo desse tipo de equipamento só irá cessar quando a população for esclarecida sobre o quão maléfico ao PC é usar essas fontes ordinárias e quando os órgão de fiscalização impedirem a importação e revenda deste tipo de equipamento.

O problema é bem complexo, essa situação não se deve unicamente à desinformação, mas também a vários outros fatores:

-alta carga tributária e lucro exorbitante dos varejitas, aka Custo Brasil que encarece as boas fontes e dificulta sua aquisição;

-baixa renda da população brasileira (principalmente no Norte e Nordeste do país), que leva a população a adquirir essas porcarias, pois compram pelo preço e não pela qualidade;

-falta de esclarecimento da população sobre os riscos de utilizar fontes de baixa qualidade, ignorância nem sempre atrealda á renda;

-falta de fiscalização das autoridades públicas. Se o mercado consumidor compra essas porcarias e o Governo corrupto e ineficiente não fiscaliza a qualidade desses equipamentos , para que as empresas brasileiras irão parar de importar e revender esses equipamentos ?

-propaganda enganosa. Infelizmente, o brasileiro médio se deixa ludibriar pelo bombardeio de informações e especificações enganosas e exageradas, como "fonte de 500 watts reais", "potência real", "potência de pico", termos que não significam absolutamente nada e cuja única função é confundir o consumidor e levá-lo a adquirir o produto. Aliado ao baixo preço, é venda na certa.

Outra fator também a levar em conta é que os computadores vendidos no Brasil em geral são destinados a uso básico, como navegação na internet, utilização de suite de escritório , impressão de documentos etc, principalmente os vendidos nas grandes redes de supermercados, que não demandam de uma fonte de alta potência, que também precisa ser de boa qualidade. O fulano compra uma fonte dessas da análise e só por que a fonte não se queima em um mês, acha que essa está funcionando como deveria, o que não é verdade, não percebendo o dano que está causando a todos os componentes do PC.

É o mesmo problema dos malditos estabilizadores, que só são vendidos no Brasil porque a população em geral é ignorante, pelo marketing enganoso de empresas como a MicroSOL e devido à falta de concorrência no mercado, em que só há 2 modelos bons disponíveis.

Minha esperança é de que o INMETRO passe a fiscalizar e realizar testes com estas fontes empregando a metodologia correta como a adotada pelo CDH, a fim de barrar revenda das fontes reprovadas. Contudo, tenho de recordar que habitamos em um país onde o Governo gasta R$ 1,5 bilhão com estádio de futebol superfaturado, mas que diz não haver verba suficiente para destinar ao Inmetro fiscalizar a qualidaede desses equipamentos.

Editado por ksio.amaral89

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