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Tudo o que você precisa saber sobre aterramento – Parte 2

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Conheça os esquemas de aterramento possíveis em redes elétricas de baixa tensão (127 V e 220 V) de acordo com a NBR 5410 da ABNT.

Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Introdução

Agora que você sabe a respeito da importância do aterramento, falaremos sobre os modelos disponíveis para a implementação do terra.

No Brasil, o aterramento de redes de baixa tensão (isto é, redes elétricas de 127 V e 220 V) é regido pela NBR 5410 da ABNT. Esta norma técnica define três esquemas básicos de aterramento, chamados TN, TT e IT. O esquema TN é ainda subdividido em três esquemas: TN-S, TN-C-S e TN-C. Temos, portanto, um total de cinco maneiras diferentes de implementar aterramento em uma rede elétrica de baixa tensão.

As duas primeiras letras do nome do esquema significam o seguinte:

  • A primeira letra indica a situação da alimentação em relação ao terra, com “T” (“Terra”) indicando um ponto diretamente aterrado e “I” (“Isolamento”) indicando isolamento de todas as partes vivas em relação à terra (isto é, uso de aterramento individual) ou aterramento usando o terra da entrada do circuito, porém isolado do circuito através de impedância.
  • A segunda letra indica a situação das massas da instalação elétrica em relação à terra. Aqui “T” (“Terra”) indica que as massas (cargas) são diretamente aterradas e “N” (“Neutro”) indica massas (cargas) ligadas ao ponto de alimentação aterrado (normalmente o neutro).

As demais letras eventualmente existentes indicam:

  • “S” (“Separado”): funções de neutro e proteção feitos por condutores distintos.
  • “C” (“Combinado”): funções de neutro e proteção feitos pelo mesmo condutor (“condutor PEN”).

Nota aos não-técnicos:  “Condutor” pode ser lido como “fio”, “proteção” pode ser lido como “aterramento” e “massas” pode ser lido como “cargas”.

Vamos mostrar exemplos desses esquemas, onde a diferença entre cada um dos esquemas disponíveis ficará mais clara.

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Comentários de usuários


Eu a anos uso o esquema TT na minha casa, o problema do TN é quando o neutro da concessionária recebe uma carga, ou algum problema técnico, ou até a falta dele, um simples raio vindo do neutro pra quem não atem aterramento, é o suficiente para queimar vários equipamentos, na minha rua as luminárias da prefeitura vivem dando problemas, mais um motivo de eu não usar o PEN do neutro aterrado no padrão de entrada de energia, no TT fica na minha opinião muito mais seguro

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Uso o TT com Aterramento Geral mostrado na Fig. 4. O grande problema do Aterramento Individual, é que segundo a mesma NBR 5410, todas as Massas (pontos de aterramento) devem estar interligadas. É possivel haver d.d.p. (diferença de potencial) entre pontos aterrados, se o aterramento destes não estiver interligado.

Em residências e outras construções de pequeno porte, não é tão significativo. Mas imagine um grande campus de faculdade, ou uma grande instalação de fábrica, escritório, etc... Por mais que tenhamos o aterramento na entrada de cada prédio/bloco, teremos inevitávelmente um cabeamento de rede correndo entre prédios/blocos diferentes, e com equipamentos ligados a referenciais (Terra, Neutro) diferentes. Esta diferença pode gerar erros no recebimento de pacotes, queima dos equipamentos ou em casos extremos, fuga de corrente (choque) para o usuário.

Para evitar isso temos que ter o mesmo referêncial em todos os pontos através de uma malha que interligue os pontos de aterramento.  ;)  Ou usar fibra ótica. :D

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Me corrijam se eu entendi errado.. em um dos esquemas, o TN-C-S seria 'técnicamente' ligar o Terra no Neutro??

Editado por Yarkan

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Me corriam se eu entendi errado.. em um dos esquemas, o TN-C-S seria 'técnicamente' ligar o Terra no Neutro??

 

Exato, no padrão de entrada de energia o Neutro deve ser aterrado pois isso é obrigatório, se isso não estiver devidamente feito a concessionária não faz a instalação, no esquema TN-C-S tanto o neutro quanto o aterramento são interligados e conduzidos por um fio único até o QDC (quadro de distribuição geral) onde é ligado no barramento próprio e separados em 2 condutores distintos, um para o neutro N e outro para o terra PE, eu particularmente não gosto desse esquema

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Eu a anos uso o esquema TT na minha casa, o problema do TN é quando o neutro da concessionária recebe uma carga, ou algum problema técnico, ou até a falta dele, um simples raio vindo do neutro pra quem não atem aterramento, é o suficiente para queimar vários equipamentos, na minha rua as luminárias da prefeitura vivem dando problemas, mais um motivo de eu não usar o PEN do neutro aterrado no padrão de entrada de energia, no TT fica na minha opinião muito mais seguro

 

 

Uso o TT com Aterramento Geral mostrado na Fig. 4. O grande problema do Aterramento Individual, é que segundo a mesma NBR 5410, todas as Massas (pontos de aterramento) devem estar interligadas. É possivel haver d.d.p. (diferença de potencial) entre pontos aterrados, se o aterramento destes não estiver interligado.

Em residências e outras construções de pequeno porte, não é tão significativo. Mas imagine um grande campus de faculdade, ou uma grande instalação de fábrica, escritório, etc... Por mais que tenhamos o aterramento na entrada de cada prédio/bloco, teremos inevitávelmente um cabeamento de rede correndo entre prédios/blocos diferentes, e com equipamentos ligados a referenciais (Terra, Neutro) diferentes. Esta diferença pode gerar erros no recebimento de pacotes, queima dos equipamentos ou em casos extremos, fuga de corrente (choque) para o usuário.

Para evitar isso temos que ter o mesmo referêncial em todos os pontos através de uma malha que interligue os pontos de aterramento.  ;)  Ou usar fibra ótica. :D

 

Agora fiquei na dúvida, sempre li e fiz na minha casa um aterramento TN-S, onde o neutro e o terra são ligados para equipotencializar o aterramento.

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Exato, no padrão de entrada de energia o Neutro deve ser aterrado pois isso é obrigatório, se isso não estiver devidamente feito a concessionária não faz a instalação, no esquema TN-C-S tanto o neutro quanto o aterramento são interligados e conduzidos por um fio único até o QDC (quadro de distribuição geral) onde é ligado no barramento próprio e separados em 2 condutores distintos, um para o neutro N e outro para o terra PE, eu particularmente não gosto desse esquema

Eu achei interessante esse método apenas para aterrar onde ligo meu computador porque ele tem aquele velho prolema de dar choque pelo gabinete. Pesquisei a fundo e vi que as causas são desde ao plugue conectado 'invertido' (positivo no neutro e neutro no positivo) até esse detalhe do aterramento. Me surgiu a ideia de fazer uma 'gambiarra' organizada pra resolver esse problema. Mas no caso, mais precisamente o monitor, porque descobri que a corrente vem pelo cabo VGA conectado a placa de vídeo. Quando desconecto, o choque desaparece.

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Yarkan,

 

O que você fala são métodos paliativos ou pontuais de resolver o problema; se existisse terra em todas as residências, esse problema certamente não ocorreria. Mas, não tendo o terra, o que você faz de descobrir a origem do problema é correto.

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Yarkan,

 

O que você fala são métodos paliativos ou pontuais de resolver o problema; se existisse terra em todas as residências, esse problema certamente não ocorreria. Mas, não tendo o terra, o que você faz de descobrir a origem do problema é correto.

 

O correto é mesmo 'arancar o mal pela raíz'. Mas a residência que moro tem uma instalação elétrica precária e o proprietário do imóvel não quer fazer a reforma elétrica. Por isso pensei numa medida paleativa. Eu li outros artigos sobre aterramento, mas não há como  fazer aqui por causa do terreno; as casas são 'coladas' umas nas outras e não tem como nem onde eu instalar uma barra de cobre para aterramento. Pessoalmente acredito que 90% ou mais das residências no país não tem uma instalação elétrica adequada (com aterramento). Eu mesmo nunca vi uma casa que há aterramento onde se pode ligar qualquer aparelho tranquilamente, mesmo em apartamentos onde normalmente tem uma instalação elétrica mais estruturada.

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Gabriel, não concordo muito com a afirmação na figura 3 onde o TN-C está como não recomendado. Na minha opnião para cada tipo de aterramento existe uma aplicação onde economicamente e tecnicamente é a mais viável. O TN-C por exemplo, eu costumo utilizar em paineis de força de máquinas trifásicas onde a presença do condutor neutro é quase inexistente nos circuitos parciais, e nas entradas de força, após as subestações de 13,8kV e antes dos autotransformadores abaixadores de 440V ou 380V para 220V.

 

Em particular em minha residência utilizo o aterramento TN-C-S, com a separação sendo feita no quado de distribuição geral, com uma haste de aterramento obrigatória no medidor e outra próxima ao quadro de distribuição.

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@gabrielflach, vou modificar. Eu coloquei "não recomendado" pois estava pensando mais em instalações residenciais, onde este esquema não serve para a instalação de dispositivos "DS".

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Olá Gabriel e turma do CdH!

 

Bem, eu uso e acho que seja melhor (quando possível implentar) em residências o uso de um misto do pardrâo TT e do TN-S. Pelo que eu saiba, é altamente recomendável o uso de um (N)eutro e um a(T)erramento na entrada da

concessionária de enregia (junto ao medido) interligado eletricamete ao Neutro e um outro aTerramento junto ao QDL e novamente interligado eletricamente ao Neutro (e eventualmente junto à carga quando essa ficar muito distante do QDL. O motivo para tal configuração é: em lugares onde a carga fica muito distantes do medidor e/ou do QDL (como o caso aqui de casa, são uns 25 ~ 30 mtros do medior), a diferença de potencial entre o aTerramento no medidor/QDL pode ser grande o suficiente para gerar descargas (e onde há um DR, isso se apresenta como desarme intermitente do circuito "protegido") que podem até ser sentidas (em caso de correntes superiores a 10mA [0.01A] e fatais em caso de uma corrente maior que 30mA) e além do grande risco de em havendo uma grande descarga elétrica no Neutro na parte da concessionária (antes do medidor) como um raio, um fio de alta-tensão cair sobre o Neutro ou mesmo um acidente (miuito improvavél) de em algum ponto do circuito o Neutro romper (abrir) e, todos os aparelhos onde a carcaça é atrerrada, começarem a dar choque devido a falta do Neutro (isso claro onde não se tem o DR e onde se usa os esquemas TN-x em que o Neutro também é o Terra)...

 

Não sei se me fiz entender bem (e sei que esse não é um padrão ABNT, como podemos ver no caso das tomadas do novo padrão, nem sempre padrões são as melhores coisas), qualquer coisa eu posto um exemplo em diagrama.

 

 

Abraços.

 

Carvalho.

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Hoje, qualquer técnico eletricista tem capacidade (ele estudou isso?) para fazer um projeto e o aterramento? Qual profissional  devo procurar para fazer um aterramento? Numa residência pequena, quanto ficaria em média para fazer isso?

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Hoje, qualquer técnico eletricista tem capacidade (ele estudou isso?) para fazer um projeto e o aterramento? Qual profissional  devo procurar para fazer um aterramento? Numa residência pequena, quanto ficaria em média para fazer isso?

Em teoria, sim! Todo o eletricista formado deve ser capaz de fazer um aterramento adquado em uma residência. Quanto a questão de custo, depende do que será nescessário. Se a casa já tem um cabo (fio condutor) de aterramento passando pelas principais (ou todas as ) caixas de distribuição da casa o custo seria bem baixo (não levando em conta trocar as tomadas, isso seria um calculo à parte), algo em torno de uns R$50,00 a R$100,00. Sê, precisar passar o cabo de aterramento por toda a casa, vai precisar somar nessa conta um rolo de fio (no mínimo 2,5mm que custa algo em torno de R$80,00 aqui no RJ). Cada tomada no novo padrão e com 3 pinos deve variar (digo as que são mais comuns) entre R$8,00 e R$15,00 para uma tomada simples (uma tomada em uma caixa) e R$15,00 a R$30,00 para tomadas duplas (duas tomadas em uma caixa).

 

Abraços.

 

Carvalho.

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@ppcarvalhof Obrigado pelo retorno!

 

Única coisa que eu sei é que tenho são as tomadas de três pinos. O resto não sei, mas acho que não por questão de custos na construção da casa.  Logo, seria no mínimo 100 + 80 + mão de obra? Onde entra o tal do DPS? Na opinião de vocês, membros do fórum, é estranho exigir o diploma de curso técnico da  pessoal que pretendo fazer um orçamento?  Como proceder para fazer um orçamento e como proceder para achar um técnico que realmente tenha o curso? Tenho muito medo da parte elétrica e sendo assim, fico com receio de fazer com qualquer um.

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@ppcarvalhof Obrigado pelo retorno!

 

Única coisa que eu sei é que tenho são as tomadas de três pinos. O resto não sei, mas acho que não por questão de custos na construção da casa.  Logo, seria no mínimo 100 + 80 + mão de obra? Onde entra o tal do DPS? Na opinião de vocês, membros do fórum, é estranho exigir o diploma de curso técnico da  pessoal que pretendo fazer um orçamento?  Como proceder para fazer um orçamento e como proceder para achar um técnico que realmente tenha o curso? Tenho muito medo da parte elétrica e sendo assim, fico com receio de fazer com qualquer um.

 

 Estamos aqui para ajudar sempre!

 

 Bem, se terá de passar os cabos e eventualmente fazer um novo aterramento (não sei como é em sua casa, aqui em minha casa o medidor fica a uns 25 metros da entrada da casa e eu fiz um outro aterramento com uma haster de 2,4M e interliguei esse aterramento ao existente), provavelmente será o custo de um rolo de fio (ou cabo, fio é o que é um condutor único e cabo é aquele fio em que o condutor é composto por vários fios menores para tornar mais flexível o condutor) de no mínimo 2,5mm (que paguei R$80,00) e haste+terminal (aqui a haste de 2,4M custou R$25,00 e o terminal foi R$2,00 talvez tu queira colocar uma caixa para acesso ao aterramento, mais essa caixa não é nescessária). Como fui eu que fiz, não paguei a mão de obra.

 

 No caso do DPS, que é um dispositivo de proteção de surtos (quando você tem uma tensão maior que a fornecida, exemplo: quando um raio cai nas procimidades e em vez de receber 127V/220V durante um breve momento cega na casa dos milhares de volts!), deve ser instalado no quadro de distribuição de luz [QDL] antes de todos os dispositivos (pense assim: a energia vem do medidor, passa pelo disjuntor[es] e em seguida é colocado o DPS e segue para a toda a casa. O DPS interliga cada fase ào terra e não como um disjuntor que as fases "passam" por ele. Alguns profissionais preferem instalar o DPS antes do primeiro disjuntor[es], eu prefiro que seja depois devido ao fato de quando haver uma "flutuação" na rede a alta corrente em cima do DPS fará o disjuntor[es] desarmar logo!). O que você deve estar pensando é no DR, esse dispositivo desarma e desenergiza o equipamento que ele protege se houver uma corrente no terra. Esse dispositivo (DR) deve, preferencialmente, ser (quando possível e/ou viável) individualizado ou, no máximo, ser setorizado. Imagina tu colocar um DR protegendo todas as tomadas e o monitor está com algum problema e quando você enconstar na carcaça e tiver uma pequena corrente, o DR vai "sentir" essa corrente e desligar todas as tomadas. Por isso deve ao menos ser setorizado (um para sala, um para a cozinha, um para cada quarto, etc...) ou individualizado!

 

Quanto à questão de pedir uma comprovação de formação na área de elétrica, isso é direito seu! Se o "eletricista" se ofender com isso, dispense logo! Oras, você não tem o direito de pedir o CRM de um médico? É a mesma lógica! Só acho muuuuuito difícil de tu conseguir um profissional formado "avulso" por aí! Provavelmente será mais fácil de conseguir isso em uma empresa que trabalhe no ramo... E provavelmente não será barato (chuto que para fazer só esse aterramento será mais de R$200,00...).

 

Abraços!

 

Carvalho.

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