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A irrelevância do CREA para os técnicos em manutenção

       
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A entidade de classe dos técnicos em manutenção de computadores, o CREA, não faz absolutamente nada pelos profissionais afiliados.

Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Muita gente comenta que a profissão de técnico em manutenção deveria ser regulamentada, e que deveríamos ter um conselho regional, para evitar a prostituição generalizada que se tornou a profissão. Porém, o que a maioria desconhece é que essa profissão não só é regulamentada como existe conselho de classe: o sistema CREA/CONFEA.

Por lei, no Brasil, todas as profissões relacionadas às áreas de elétrica e eletrônica, o que inclui aí técnicos de manutenção de computadores, são da alçada do sistema CREA/CONFEA. Ou seja, profissões relacionadas a “hardware” são responsabilidade do CREA/CONFEA. Inclusive, há 14 anos, eu publiquei uma série de editoriais sobre a importância do CREA para os técnicos em manutenção. Também falei sobre o projeto de lei que criaria um conselho federal e regional de informática, o qual nunca saiu do papel (este conselho regional seria para profissionais relacionados a “software” ou tecnologia da informação, tais como analistas, programadores, desenvolvedores, etc.). Você pode ver esses editoriais aqui.

Na minha inocência da época, eu achava que um órgão de classe melhoraria nosso mercado de trabalho, separando os técnicos “de verdade” dos “curiosos” (os famosos “sobrinhos” e “primos” da vida). Minha ideia era que o registro de classe seria dado àqueles que frequentaram um curso certificado ou então passassem em uma prova. Com isso, o órgão impediria que pessoas sem o registro profissional trabalhassem e, ainda, fiscalizaria o mercado multando aqueles sem registro por exercício ilegal da profissão. E o consumidor teria um local para denunciar técnicos antiéticos ou que trabalham ilegalmente. Com isso, no longo prazo, evitaríamos a prostituição do mercado. Na época, inclusive, o diretor de comunicação do CREA-RJ me ligou parabenizando pelos editoriais e concordando com as minhas ideias e críticas construtivas.

Só que eu me esqueci de um pequeno detalhe: estamos no Brasil.

O que o CREA/CONFEA já fez até hoje pelo o nosso mercado? Nada. Absolutamente nada. A única coisa que eles sabem fazer é arrecadar anuidade  e gastá-las com sabe-se lá o que. E o mercado está cada vez mais prostituído.

Qualquer um pode se chamar de técnico, pois apesar de teoricamente haver necessidade de registro profissional para a pessoa poder trabalhar na área, na prática não há qualquer fiscalização ou qualquer divulgação sobre a necessidade de um registro profissional.

A cereja no bolo é que o CREA só investiga pessoas por exercício ilegal da profissão se houver alguma denúncia formal. Chega a ser cômico como no Brasil é tudo invertido: o conselho de classe passa para a população a tarefa que deveria ser sua (fiscalização).

Eu gostaria de deixar aqui o meu testemunho pessoal.

Eu tive meu registro no CREA como técnico em eletrônica de 1993 a 2007, portanto por 14 anos. Eu o cancelei quando me mudei para os Estados Unidos, pois, afinal, não precisaria mais do registro. Nesses 14 anos em que tive o meu registro no CREA, eles não fizeram absolutamente nada por mim ou por nossa classe. Minto. Cobraram anuidade e trocaram o modelo da carteira de identidade profissional por um com validade de cinco anos (o modelo anterior não tinha validade). Assim, se você parasse de pagar a anuidade, sua carteira em algum momento expiraria.

Além de não fazer nada por nós, o CREA do Rio de Janeiro ainda resolveu jogar duro com o Clube do Hardware. Quando eu comecei o Clube do Hardware, em 1996, ainda trabalhava com manutenção de computadores. Sendo assim, esta atividade constava no contrato social da empresa e, portanto, a empresa precisava do registro no CREA e eu assinava como responsável técnico. Inclusive a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, pelo menos na época, não emitia alvará sem esse registro e sem um responsável técnico.

Em 2011, em uma alteração contratual da nossa empresa, resolvemos remover a atividade de manutenção de computadores. Afinal, não atuamos mais nessa área e poderíamos pedir baixa do CREA para que a nossa empresa parasse de pagar anuidade, de forma a economizarmos cerca de R$ 300 por ano.

Demos entrada com o pedido de baixa e ele foi negado. De acordo com o CREA, não poderíamos dar baixa em nosso registro porque nossa atividade seria regulamentada por eles. O que simplesmente não é o caso. E mesmo que fosse, é direito nosso se quisermos nos desvincular do CREA. Recorremos e o nosso pedido foi negado novamente. Você pode ler aqui a decisão do CREA e ver como eles são completamente desinformados e arbitrários (implicaram com a atividade de “produção sonora”, que tivemos que colocar no contrato social por conta dos podcasts que gravamos).

Com isso, tivemos de recorrer ao CONFEA, que não só votou a nosso favor, como ainda ficou claramente irritado com a postura do CREA-RJ, que estava agindo de forma claramente ilegal ao indeferir nosso pedido de baixa. Você pode ler a decisão do CONFEA ao nosso favor na íntegra aqui. Cópia dessa decisão pode ser livremente usada por todas as empresas na mesma situação, isto é, o CREA negando-se a aceitar o pedido de baixa da empresa. Esperamos, dessa forma, estarmos ajudando empresas na mesma situação.

Nessa brincadeira, foram dois anos perdidos, sendo que tivemos de pagar as anuidades entre o pedido de baixa e a decisão do CONFEA.

Em resumo, aparentemente o único objetivo do CREA é arracadar anuidades para sustentar sabe-se lá o que. E o mercado que se exploda.

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Comentários de usuários




Fato! O objetivo do CREA é cobrar anuidade, e o mercado que se exploda!

 

Não tenho experiência com o CREA, mas me parece que o único órgão regulamentador competente do Brasil é a OAB...

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deixando de lado as praticas ilegais do CREA, é dever de todo cidadão fiscalizar, seja la o que for e denunciar . não tenha isto como um ato desonesto, desonroso ou mesquinho, pois um projeto mal feito se não vir a  prejudicar você poderá vir a prejudicar a outros, e se é lei ela deve ser cumprida.

Editado por leosmendes

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Pois é, sou engenheiro da computação e estava cadastrado no CREA, não estando mais porque o CREA tava dando um CREU em mim todo ano, com uma anuidade que não valia para nada, pois nunca me deu retorno.

E todo email de notícias que o CREA enviava eu me sentia mais excluído, pois eram para o setor de engenharia civil.

Os cursos tudo pra área de engenharia civil.

 

CREA, ao contrário do CRM ou OAB, é um mal quase completamente desnecessário.

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Como podem ver no meu perfil sou engenheiro mecânico e também nunca vi vantagem nenhuma no CREA. Tirando o fato de que em algumas obras de montagem de equipamentos tive que apresentar a carteira como uma forma de comprovação da minha formação, e em algumas viagens internacionais a trabalho também apresentei por achar que facilitaria a obtenção do visto comprovando vinculo com o Brasil, (coisa que não tenho nenhuma comprovação de que ajudou ou não), nunca utilizei para nada, e nunca recebi nenhum tipo de apoio ou facilidade quando precisei, em casos de desemprego e etc. Como mencionado aqui, 90% dos artigos e cursos é direcionado à engenharia civil, com algumas exceções direcionadas ao ambiente. Sinto-me mal assessorado, mal representado...

Alguns colegas de profissão utilizam para que possam assinar A.R.T. (anotação de responsabilidade técnica) e para isso se faz necessária a apresentação do número do CREA. Porém, isso me parece muito mais uma forma de depender da burocracia deles do que um serviço prestado.

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Será que poderíamos fazer alguma coisa para mudar essa situação?

 

Como disse o @leosmendes devemos fiscalizar, denunciar e protestar contra os erros do CREA. A curto prazo a situação não deve mudar muito, mas a longo prazo vai mudar para melhor.

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Eu sou Técnico em Eletrotécnica e pago essa besteira de CREA pra NADA! Se ta mal pros engenheiros que não são civil, imagina pra técnico...

O problema é que é meio "obrigatório" pra trabalhar aqui... mas são 175 no lixo... bem que poderia ser abatido no imposto de renda, afinal, é um destino (esdrúxulo) da renda, mas é...

Editado por Raimar Lunardi
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pra vocês terem uma ligeira ideia o crea é tão inutil onde eu moro que só diz "conselho regional de engenharia e agronomia" nem fala nada sobre informática ou ti...nem na pagina principal...


@Gabriel Torres ah sim...muito bons os seus artigos...cada vez me fazendo pensar mais sobre o mundo da informática!

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pra vocês terem uma ligeira ideia o crea é tão inutil onde eu moro que só diz "conselho regional de engenharia e agronomia" nem fala nada sobre informática ou ti...nem na pagina principal...

@Gabriel Torres ah sim...muito bons os seus artigos...cada vez me fazendo pensar mais sobre o mundo da informática!

 

Engenharia nesse caso inclui engenharia da computação meu caro...

 

Mas não que aconteça na prática. Na realidade deveria se chamar: Conselho Regional da Engenharia Civil, Agronomia e Arrecadação Monetária

Editado por Fabricio Funck
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pra vocês terem uma ligeira ideia o crea é tão inutil onde eu moro que só diz "conselho regional de engenharia e agronomia" nem fala nada sobre informática ou ti...nem na pagina principal...

 

O CREA não é responsável pela regulamentação de informática ou TI. Apenas de engenharia (incluindo engenharia de computação) e manutenção de computadores (parte de "hardware"/eletrônica). Cursos como análise de sistemas, ciências da computação, informática, sistemas da informação e similares não são da alçada do CREA.

 

PS: Obrigado pelos elogios. A ideia dos editoriais é essa mesmo, trazer para discussão assuntos que importantes porém pouco discutidos. Obrigado.

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Por sorte, sobrevivo a mais d 20 anos com TI sem precisar do CREA, fiz colegial tec em processamendo de dados, ja na epoca citaram sobre a questao de vincularem os alunos no CREA, mas ficou a encargo de cada aluno fazer e nao o fiz! Depois dei inicio ao superior fazendo ciencias da computacao, mas conclui como Sistemas de Inf, atualmente com Pos em Projetos de TI, porém, nunca precisei e espero nao ter q precisar destes caras

 

Pior, q isso nao é apenas com o CREA em relação a TI, mas conheco outros orgaos q atuam da mesma forma

Nao fazem nada a nao ser administrar algo q nao beneficia ninguem, a nao ser eles mesmos!

Minha mulher q é enfermeira, passa pelas mesmas coisas com o Conselho Regional e Estudal de Enfermagem... paga apenas pra atuar, no caso dela, os orgaos q contratam costumam pedir, mas isso nao quer dizer q ela sabe mais ou menos q outros, nao serve de filtro, nem d parametro, ou seja, nao serve pra ***** nenhuma!

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Respeito as opiniões diversas aqui, e a única que eu concordei plenamente até o momento é a de que, no Brasil, palhaço=brasileiro. Vivemos sim, num circo de horrores.
A função do Conselho Regional deveria ser a de fortalecer e fiscalizar a atuação profissional. Mas me desculpem os que pensam o contrário, existem profissões onde conselhos de classe são desnecessários. Por quê? Pois não terão atuação alguma a não ser arrecadatória.
Mesmo em profissões onde seja indispensável, tal qual Medicina, Direito, Enfermagem, Engenharia, etc., todos sabemos que a efetiva atuação só ocorrerá dependendo da equipe eleita, e de seus interesses. Tal qual a política, reservadas as proporções.
A hipocrisia e a impunidade nos fazem tropeçar duas vezes a cada passo dado. Talvez a razão disso tudo esteja na forma como fomos "colonizados": quem lembra das aulas de História do Brasil, lembra bem que a origem do país foi dada pela escória de Portugal, através de abusos contra índios e negros.
NOTA: sou apartidário (mas não apolítico) e não estou defendendo qualquer classe ou cor, é apenas constatação baseada em fatos apresentados.

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Pelo visto o post poderia ser facilmente intitulado 'A irrelevância do CREA'

 

Adiciona um aqui da engª elétrica na pilha que concorda com o artigo  :blink:

Sem mais.

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Manutenção de computadores. Seria bem mais seguro para os clientes se os profissionais dessa área fossem cadastrados em algum órgão regulador, no caso o CREA. Ver esta questão somente pela ótica do profissional de informática pode fazer com que a segurança do cliente seja esquecida.

 

Vamos imaginar o seguinte: Maria não consegue dar "boot" em seu notebook. Procura um técnico que anuncia em jornal ou internet e o chama para consertar o notebook. Chegando lá o técnico ao ligar o notebook carregando o S.O em modo de segurança (lembrem-se, é uma hipótese) consegue entrar no ambiente Windows e descobre algumas fotos da Maria em uma situação um tanto íntima. O técnico pede um copo de água para Maria e enquanto ela vai à cozinha ele copia as fotos em um pendrive. No dia seguinte as fotos aparecem na internet e Maria não tem mais como identificar o técnico.

 

Se o técnico estivesse regularmente inscrito no CREA ou em qualquer outra entidade de regulamentação de classe, através de seu nome ou número de inscrição Maria poderia tentar localizá-lo, coisa que não poderá fazer diante de um mero e desconhecido técnico que anuncia seus serviços de forma quase anônima.

 

O que vale para a Maria também vale para a lista de clientes da empresa "X" sorrateiramente surrupiada por algum técnico mal-intencionado e vendida como mailing list no mercado.

 

Desse modo tanto a pessoa física quanto jurídica estariam mais protegidas se atendidas por profissionais habilitados e registrados no respectivo Conselho.

 

Então do ponto de vista do cliente a regulamentação da profissão de técnico (manutenção de hardware) se mostra bastante indicada.

 

Lembro que a desídia em promover os inscritos não é prerrogativa somente do CREA como entidade regulamentadora e fiscalizadora de classe. Outros Conselhos bem mais famosos e que cobram mais de 600,00 reais por ano de anuidade também pouco fazem pelos inscritos, a não ser mandar um jornalzinho de vez em quando, a assinatura mais cara e inútil de suas vidas!  :lol:

Editado por GirafaFeroz

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@GirafaFeroz foi justamente isso que eu pensava, mas, como expus no artigo, o Brasil não é um país sério.

 

Como funciona nos EUA a profissão de técnico de hardware? Existem técnicos que vão nas casas das pessoas ou obrigatoriamente tem de levar o equipamento para a loja para poder instalar e configurar uma VGA ou processador? Falo do cliente que não tem conhecimento de hardware e que não faz isso por conta própria.

 

O que eu gostaria de saber é se nos EUA existem técnicos que atendem à domicílio, profissionais autônomos ou necessariamente tem de existir uma loja para fazer tal atendimento?

 

Outra coisa: aqui no Brasil é comum existir a terceirização do suporte técnico. Assim a Dell (Brasil) terceiriza sua AT e enquanto em alguns locais o serviço é feito de forma competente, em outros é bastante deficiente por conta da qualidade da mão de obra local. É assim que funciona nos EUA?

Editado por GirafaFeroz

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Só o GT pode responder, mas tenho uma impressão que por lá o leigo não chama um técnico, simplesmente joga fora e compra um novo, o preço do hardware é muito acessível, bom, é o que imagino ser pois não conheço a realidade de lá pós_crise...

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@GirafaFeroz

Nos EUA não existe conselho regional. Porém, não existe a prostituição que existe no Brasil. O pessoal cobra bem por lá, o pessoal se valoriza. Não existe técnico de R$ 20 nem "formata que resolve". Fora do Brasil não existe a cultura do "jeitinho", o pessoal é sério, quando alguém entra em uma profissão, não faz a coisa "meia-boca", e os clientes valorizam os profissionais.

 

Além disso, os EUA são o país mais litigioso do mundo. Se você faz *****, toma um processo. Por conta disso, por lá o pessoal pensa duas vezes antes de entrar em um mercado, qualquer que seja, sem ter a devida formação ou conhecimento.

 

Respondendo às suas perguntas específicas sobre os EUA:

 

Existe tanto técnico que vai na casa quanto lojas, isso é igual ao Brasil. A diferença é que o técnico que vai em casa cobra por hora.

 

Há, ainda, uma terceira opção que não existe no Brasil. Grandes lojas, como a BestBuy e a Staples, têm um balcão onde você pode trazer seu computador para eles darem uma guaribada por um preço fixo (tipo US$ 50). Isso inclui remover vírus, remover programas inúteis, enfim, uma manutenção preventiva. E, como disse, mesmo que esteja cheio de vírus, NUNCA eles falam "formata que resolve", até porque quase ninguém nos EUA usa software pirata. Então na loja, se você quiser que o cara reformate o HD, você tem que levar os CDs originais, do contrário o cara não faz.

 

Quanto à terceirização do suporte técnico, isso varia para caramba de empresa para empresa. Há basicamente três tipos: a empresa tem suporte técnico próprio, a empresa terceiriza mas fica nos EUA e, por fim, há empresas que terceirizam para empresas na Índia, sendo o pior tipo de suporte técnico (não dá para entender nada o que os indianos falam), sendo motivo de piada, inclusive algumas propagandas na TV de empresas que têm suporte técnico próprio sacaneiam os concorrentes que usam empresas na Índia. Várias empresas que terceirizaram para a Índia tiveram que voltar atrás devido à enxurrada de reclamações. Inclusive o consumidor mais consciente escolhe uma empresa baseado onde está o suporte técnico.

 

Outra coisa. Nos EUA é mais comum o pessoal comprar computador em supermercado do que montar seu próprio PC.

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@GirafaFeroz

Nos EUA não existe conselho regional. Porém, não existe a prostituição que existe no Brasil. O pessoal cobra bem por lá, o pessoal se valoriza. Não existe técnico de R$ 20 nem "formata que resolve". Fora do Brasil não existe a cultura do "jeitinho", o pessoal é sério, quando alguém entra em uma profissão, não faz a coisa "meia-boca", e os clientes valorizam os profissionais.

 

Além disso, os EUA são o país mais litigioso do mundo. Se você faz *****, toma um processo. Por conta disso, por lá o pessoal pensa duas vezes antes de entrar em um mercado, qualquer que seja, sem ter a devida formação ou conhecimento.

 

Respondendo às suas perguntas específicas sobre os EUA:

 

Existe tanto técnico que vai na casa quanto lojas, isso é igual ao Brasil. A diferença é que o técnico que vai em casa cobra por hora.

 

Há, ainda, uma terceira opção que não existe no Brasil. Grandes lojas, como a BestBuy e a Staples, têm um balcão onde você pode trazer seu computador para eles darem uma guaribada por um preço fixo (tipo US$ 50). Isso inclui remover vírus, remover programas inúteis, enfim, uma manutenção preventiva. E, como disse, mesmo que esteja cheio de vírus, NUNCA eles falam "formata que resolve", até porque quase ninguém nos EUA usa software pirata. Então na loja, se você quiser que o cara reformate o HD, você tem que levar os CDs originais, do contrário o cara não faz.

 

Quanto à terceirização do suporte técnico, isso varia para caramba de empresa para empresa. Há basicamente três tipos: a empresa tem suporte técnico próprio, a empresa terceiriza mas fica nos EUA e, por fim, há empresas que terceirizam para empresas na Índia, sendo o pior tipo de suporte técnico (não dá para entender nada o que os indianos falam), sendo motivo de piada, inclusive algumas propagandas na TV de empresas que têm suporte técnico próprio sacaneiam os concorrentes que usam empresas na Índia. Várias empresas que terceirizaram para a Índia tiveram que voltar atrás devido à enxurrada de reclamações. Inclusive o consumidor mais consciente escolhe uma empresa baseado onde está o suporte técnico.

 

Outra coisa. Nos EUA é mais comum o pessoal comprar computador em supermercado do que montar seu próprio PC.

 

Obrigado por responder. Sou da área jurídica e entendo o que você quis dizer com "o país mais litigioso do mundo", que é inclusive o país onde se vende mais seguros sobre responsabilidade civil. 

 

Legal esse lance de levar o computador na loja e pagar um preço fixo, penso que quem deseja conforto e praticidade chama um técnico no local (cobra por hora) e aqueles menos propensos a gastar com manutenção levam na loja.

 

De fato parece ter bem menos picaretas no mercado americano do que aqui no Brasil, onde quase ninguém compra software licenciado. Acho que se o sujeito não quer ou não pode pagar por um sistema operacional licenciado, por exemplo, que use uma "distro" Linux, até por que atualmente existem muitos programas "freeware" de boa qualidade.

 

Quanto ao lance do consumidor médio comprar o computador em lojas de supermercado, em parte deve ser pela cultura e em parte deve ser pela boa qualidade do hardware. Aqui no Brasil o termo "computador de supermercado" ou "computador de loja de sofá" são termos pejorativos que indicam produtos de baixa qualidade.

 

Exemplo: diversas reclamações de consumidores na internet sobre a marca de computadores Qbex que está colocando em lojas de departamentos computadores com HDs Seagate usados, alguns compradores utilizaram programas como o "Crystal Disk Info' e descobriram HDs com 30 "starts" e 40 mil horas de uso, provavelmente HDs de servidores pelas características.

 

Fico imaginando se isso ocorresse nos EUA, um país onde vender hardware e periféricos "refurbished" como se fossem novos dá até cadeia!

 

Particularmente prefiro montar, além de escolher tudo de forma personalizada tem sempre o prazer de montar o próprio computador, escolhendo desde o gabinete até a VGA.

 

Valeu! :-BEER

Editado por GirafaFeroz

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A infame carteirinha do CREA agora não possui validade novamente! Sou técnico em Eletrotécnica gasto R$175,00 sem retorno, um gasto anual inútil! Só utilizei a carteira quando prestei concurso público pra universidade onde trabalho!

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Sou formado em Engenharia Mecânica  e moro no Paraná. Paguei 350 dilmas esse ano, e posso afirmar, 350 dilmas jogados no lixo.

Trabalho em uma grande empresa brasileira de alimentos, e quando bate o CREA aqui na empresa, me da mais nojo e raiva do que já tenho. Eles simplesmente vem para conferir se os engenheiros emitiram ART se não descem a multa na empresa/engenheiro. Eles não só não fazem nada e sugam de engenheiro/arquiteto/tecnólogo como das empresas e também.

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