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Cobertura do Lançamento do Celeron D

       
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Aprenda tudo sobre o novo processador Celeron D da Intel.

Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Introdução

A Intel acaba de lançar o processador Celeron D para desktops, baseado na tecnologia de 90 nanômetros. Participamos da coletiva de imprensa de lançamento mundial dessa nova linha de processadores da Intel no dia 24 de junho, no hotel Caesar Park em Ipanema, Rio de Janeiro, onde Juan Mestre, gerente de produtos da Intel, mostrou a evolução desse processador. Confira o que é este novo processador e quais são suas diferenças para os processadores Celeron soquete 478 "tradicionais".

Cobertura do Lançamento do Celeron D
Figura 1: Juan Mestre, gerente de produtos Intel.


Mudanças

A marca Celeron existe há alguns anos e acaba de passar por mudanças importantes. Antes conhecida apenas como Celeron, a marca agora recebe o acréscimo da letra D para designar a linha de processadores para desktops e receberá a letra M (mobile) para se referir à linha de processadores para portáteis. O seu logotipo também passou por ligeira modificação.

Foram lançados quatro processadores Celeron D: 320, 325, 330 e 335. Os processadores não são mais chamados de acordo com o clock: a Intel pára de falar em GHz e passa a falar no que eles denominam número de processador. A idéia do Celeron D continua a mesma das versões anteriores deste processador: ser o processador mais simples da Intel, mantendo uma boa relação custo/benefício.


Características

Muitas características são similares no Pentium 4 "Prescott" e no Celeron: ambos são baseados em 90 nanômetros e possuem instruções para multimídia (SSE3), motor de execução rápida - onde as unidades lógicas artiméticas (ULA) trabalham no dobro da freqüência do núcleo do processador - e arquitetura NetBurst de 3ª geração. O Celeron utiliza também a tecnologia Hyper-Pipeline, onde as etapas extendidas do pipeline aumentam a velocidade do sistema.


Mudanças mais importantes

Barramento Externo

O barramento externo da versão anterior do Celeron operava a 400 MHz (100 MHz transferindo quatro dados por pulso de clock); o barramento foi agora aumentado para 533 MHz (133 MHz transferindo quatro dados por pulso de clock). Quanto maior o clock do barramento externo, mais rápida é a comunicação entre o processador e o restante do sistema, em especial a memória RAM e a placa de vídeo.

Memória Cache

A memória cache é uma memória de alta velocidade que está dentro do processador. O novo Celeron D tem o dobro desta memória em relação ao modelo anterior, passando de 128 KB para 256 KB. Em geral quanto mais memória cache, mais rápido é o micro. Os dados que o processador precisa usar com mais freqüência ficam armazenados na memória cache. Quando temos o dobro de memória cache L2 isto significa que os dados mais usados têm maior probabilidade de estarem dentro do próprio processador (na memória cache, que opera na mesma velocidade do processador) fazendo com que o processador vá com menos freqüência buscar os dados na memória RAM (que é muito mais lenta que o processador), daí o aumento do desempenho.

Instruções SSE3

As novas instruções "multimídia" que foram introduzidas da nova geração de Pentium 4, com o lançamento do Prescott no início do ano, agora estão presentes no Celeron D. As instruções SSE3 aceleram a operação de aplicações que tenham sido compiladas usando estas instruções. Aplicações típicas que se beneficiam dessas instruções são codificação de vídeo, sincronização de threads e conversão de números de ponto flutuante em inteiros. As instruções SSE3 utilizam o conceito SIMD (Simple Instruction, Multiple Data), que foi introduzido com as instruções MMX: uma só instrução substitui tarefas que antes necessitariam de várias instruções para serem efetuadas.

Como os programas de hoje, em sua maioria, ainda não são compilados com as informações de SSE3, somente a próxima geração de programas (como jogos, aplicativos gráficos e aplicativos de codificação de áudio e vídeo) possivelmente utilizará estas instruções. Ou seja, apesar de esta tecnologia existir e estar presente tanto no Celeron D quanto no Pentium 4 "Prescott", na prática ela ainda não é usada.

90 nanômetros

O Celeron mudou também para o processo de fabricação de 90 nanômetros, que permite ter mais integração dos componentes internos do chip, isto é, mais componentes interno. Outra conseqüência da mudança do processo é a possibilidade de, no futuro, o processador poder atingir clocks mais altos e ter um menor consumo elétrico.

Temperatura

De acordo com a Intel, a temperatura de trabalho do Celeron D é de 69° C. Com 60% de utilização da CPU trabalha-se em torno de 45° ou 50°. Caso ocorra superaquecimento - no caso de um gabinete colocado em local muito abafado, por exemplo - o processador entra em estado de segurança. Para evitar que o processador queime ou que haja prejuízo da placa-mãe, esse processador usa esse estado de segurança para reduzir sua freqüência até o desligamento para proteger o sistema. Esse recurso é nativo, controlado internamente pelo processador.

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