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Teste do processador Core i7-6700K

       
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Testamos o Core i7-6700K, modelo topo de linha dos processadores Core i de sexta geração, codinome Skylake. Vamos ver se ele é mais rápido do que o modelo topo de linha da geração anterior.

Teste do processador Core i7-6700K
Rafael Coelho Editor-chefe do Clube do Hardware

Introdução

Testamos o Core i7-6700K, novo processador topo de linha da sexta geração da linha Core i da Intel (“Skylake”), que tem quatro núcleos físicos (mais quatro núcleos virtuais graças à tecnologia Hyper-Threading) rodando a 4,0 GHz com clock turbo de 4,2 GHz e é fabricado com litografia de 14 nm. Vamos ver se ele é superior ao processador topo de linha da geração anterior, o Core i7-5775C.

A sexta geração dos processadores Core i da Intel é chamada de “Skylake” e é, assim como nos modelos “Broadwell” (quinta geração), fabricada com litografia de 14 nm. A Intel utiliza um cronograma apelidado de “tique-taque” (“tick-tock”, em inglês), onde o “tique” representa uma arquitetura com novo processo de fabricação, enquanto o “taque” representa uma nova microarquitetura, mas utilizando o mesmo processo de fabricação da geração anterior. Assim, a arquitetura “Skylake” representa um “taque”, pois utiliza o mesmo processo de fabricação de 14 nm dos modelos de quinta geração, mas com uma nova microarquitetura (leia nosso tutorial “Por dentro da microarquitetura Intel Skylake” para mais informações).

Uma das principais mudanças desta arquitetura é a compatibilidade com memórias DDR4 (os modelos anteriores eram compatíveis apenas com memórias DDR3). Justamente por conta disto, os processadores Skylake para computadores de mesa utilizam um novo soquete, denominado LGA1151, que não é compatível com os processadores de gerações anteriores.

Também já testamos dois processadores básicos dessa nova família, o Pentium G4400 e o Core i3-6100.

Optamos por fazer os testes utilizando uma placa de vídeo topo de linha, com o vídeo integrado desabilitado. Sendo um processador topo de linha para computadores de mesa, o Core i7-6700K será utilizado na maioria das vezes com uma placa de vídeo “de verdade”; a maioria dos usuários que procura um processador nessa faixa de preço prefere não utilizar o vídeo integrado. De qualquer forma, também rodamos um teste específico com o vídeo integrado.

Comparamos o desempenho do Core i7-6700K ao de seu antecessor de quinta geração, o Core i7-5775C, que nós já tínhamos testado anteriormente. Nós não incluímos nenhum processador da AMD simplesmente porque ela não oferece nenhum modelo concorrente ao Core i7-6700K. O modelo mais caro da AMD, o FX-9590, custa menos da metade do valor do Core i7-6700K, nos EUA, de forma que não seria uma comparação útil ou justa.

A Figura 1 revela o processador Core i7-6700K, ao lado do Core i7-5775C que utilizamos em nossos testes.

Core i7-6700K

Figura 1: o processador Core i7-5775C (à esquerda) e o Core i7-6700K (à direita)

A Figura 2 mostra o lado inferior dos dois processadores. Note que os chanfros laterais ficam em diferentes posições, o que impede que um processador LGA1151 possa ser instalado em um soquete LGA1150 e vice-versa.

Core i7-6700K

Figura 2: o lado de baixo do processador Core i7-5775C (à esquerda) e do Core i7-6700K (à direita)

Vamos comparar as principais especificações dos processadores testados na próxima página.

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Comentários de usuários


3 horas atrás, Dieg@o disse:

@Rafael Coelho Não seria essa diferença também explicada pelos 700 a 500 Mhz a mais no clock do 6700K? Se nivelarmos o clock dos dois, como ficam os resultados?

 

A diferença de clock (máximo) é de 13,5%. O ganho de 29% no Cinebench não pode ser explicada apenas pelo clock mais alto, por isso concluímos que o HT é realmente mais eficiente. Nas outras aplicações, aparentemente o ganho foi mais pelo clock mesmo.

 

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Pelo que eu vejo, não faz sentido mudar do meu i5 4590 pra um desses tão cedo, ainda mais com o dólar nas alturas. Acho que estou bem servido de PC por uns 2 anos.

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O avanço foi pífio se considerar o clock mais alto. Isso mostra como está chegando num ponto de estagnação a arquitetura geral dos Core i de forma que hoje não vale a pena investir na troca para quem tem equipamentos da segunda/terceira gerações pra cima. Talvez outro fator que esteja capando o desempenho é a falta de memorias ddr4 com timmings mais apertados. Uma memoria DDR3 2133mhz com os "C's" 11 é mais rapida que uma memoria DDR4 2400mhz com "C's" 15. 

 

Se ao menos o grafeno der certo...

Editado por sdriver

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46 minutos atrás, sdriver disse:

O avanço foi pífio se considerar o clock mais alto. Isso mostra como está chegando num ponto de estagnação a arquitetura geral dos Core i de forma que hoje não vale a pena investir na troca para quem tem esquipamentos da segunda/terceira gerações pra cima. Talvez outro fator que esteja capando o desempenho é a falta de memorias ddr4 com timmings mais apertados. Uma memoria DDR3 2133mhz com os "C's" 11 é mais rapida que uma memoria DDR4 2400mhz com "C's" 11. 

 

Se ao menos o grafeno der certo...

 

Concordo, parece que a arquitetura Core está chegando ao seu limite de desempenho.

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Em 16/12/2015 at 10:09, sdriver disse:

O avanço foi pífio se considerar o clock mais alto. Isso mostra como está chegando num ponto de estagnação a arquitetura geral dos Core i de forma que hoje não vale a pena investir na troca para quem tem equipamentos da segunda/terceira gerações pra cima. Talvez outro fator que esteja capando o desempenho é a falta de memorias ddr4 com timmings mais apertados. Uma memoria DDR3 2133mhz com os "C's" 11 é mais rapida que uma memoria DDR4 2400mhz com "C's" 11. 

 

Se ao menos o grafeno der certo...

É a Lei de Murf (sei lá como escreve), atualmente, a redução de litografia nem tem dado muita melhora de desempenho, mais é ganho de eficiência térmica. Como os dois apresentam a mesma litografia, acho que o ganho até foi bem significativo, isso para quem precisa realmente de processamento, pois usuário comum pode pegar um intel mediano e estará bem servido, hoje o negócio é investir em VGA e SSD's.

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E com isso acho que a própria Intel deve perder dinheiro, já que ninguém vai querer trocar de processador. Fora a concorrência dos mobiles, muita gente tem acesso a internet apenas por eles e tem celular que te da acesso por 200 reais. Um pc simples com monitor encontramos a partir de R$ 700, ou seja 3 vezes mais, no mínimo.

Eu só não entendi o porquê de não aumentam os cores. Tipo um i3 com 4 núcleos reais, e i5 com 8 e assim por diante, mais cores, mais poder de processamento paralelo... Ou sera que há problemas em aumentar os cores também?

 

 

Editado por OpaioX
muitos erros ortográficos rsrsrsrsr

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Em 18/12/2015às12:11, Scotta disse:

É a Lei de Murf (sei lá como escreve), atualmente, a redução de litografia nem tem dado muita melhora de desempenho, mais é ganho de eficiência térmica. Como os dois apresentam a mesma litografia, acho que o ganho até foi bem significativo, isso para quem precisa realmente de processamento, pois usuário comum pode pegar um intel mediano e estará bem servido, hoje o negócio é investir em VGA e SSD's.

voce quis dizer lie de moore?

E o problema está relacionado a ela. Os fabricantes não conseguem mais manter a lei de Moore, o que está causando desequilibro na balança do custo x beneficio. 

Por essa razão divaguei sobre o grafeno. É atualmente a melhor aposta para voltar a ter a escalabilidade necessária entre uma geração e outra de produtos.

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3 horas atrás, sdriver disse:

voce quis dizer lie de moore?

E o problema está relacionado a ela. Os fabricantes não conseguem mais manter a lei de Moore, o que está causando desequilibro na balança do custo x beneficio. 

Por essa razão divaguei sobre o grafeno. É atualmente a melhor aposta para voltar a ter a escalabilidade necessária entre uma geração e outra de produtos.

Sim, o nome é esse! Mas ela não impõe nenhum desequilíbrio na balança custo x benefício, ela impõe limite um limite físico ao tamanho de litografia possível, e inicialmente se esperava uma estagnação do processo com algo em torno de 20nm, as empresas até conseguiram e preveem um novo limite em torno de 4nm, mas desde os 20nm o ganho em desempenho ao reduzir a litografia está próximo a um gráfico linear, e se espera para as próximas litografias (no caso da Intel) apenas ganho na eficiência energética.

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Primeiramente quero parabenizar pelo post. Notei que houve um significativo progresso na nova plataforma lançada, porém, o que mais me chamou a atenção (e até fiquei muito temeroso) foi com um constante número de usuários desta plataforma questionando a fragilidade do PCB (eles são mais finos que os tradicionais) destes novos CPUs vindo de sites gringos.

Muitos utilizadores dos produtos da Intel de sexta geração notificaram um problema "horripilante", do tipo que os processadores estavam quebrando com o peso (ou a pressão) dos dissipadores mais robustos, inclusive danificando as mobos em que elas estavam alojadas. A MSI por exemplo anunciou suportes CPU Guard para "dellidding", no intuito de preservar o CPU contra esse tipo de dano (mas não impede de um usuário descuidado "detonar" o processador no ato de remover o escudo do CPU, tornando este um desastre maior:lol:).

Sabendo da situação, fica até tenso fazer um upgrade, pois quem utiliza um processador mais potente acaba optando por um coolerbox melhorado, dispensando os coolerbox original da marca, que até o momento não apresentou danos ao CPU.

Fica a sugestão caso a equipe CDH desejar. 

Abraços a todos.

Editado por wilsansilva

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45 minutos atrás, wilsansilva disse:

Primeiramente quero parabenizar pelo post. Notei que houve um significativo progresso na nova plataforma lançada, porém, o que mais me chamou a atenção (e até fiquei muito temeroso) foi com um constante número de usuários desta plataforma questionando a fragilidade do PCB (eles são mais finos que os tradicionais) destes novos CPUs vindo de sites gringos.

Muitos utilizadores dos produtos da Intel de sexta geração notificaram um problema "horripilante", do tipo que os processadores estavam quebrando com o peso (ou a pressão) dos dissipadores mais robustos, inclusive danificando as mobos em que elas estavam alojadas. A MSI por exemplo anunciou suportes CPU Guard para "dellidding", no intuito de preservar o CPU contra esse tipo de dano (mas não impede de um usuário descuidado "detonar" o processador no ato de remover o escudo do CPU, tornando este um desastre maior:lol:).

Sabendo da situação, fica até tenso fazer um upgrade, pois quem utiliza um processador mais potente acaba optando por um coolerbox melhorado, dispensando os coolerbox original da marca, que até o momento não apresentou danos ao CPU.

Fica a sugestão caso a equipe CDH desejar. 

Abraços a todos.

 

Oi Wilsansilva,

Nós já tínhamos lido sobre o suposto problema. Mas, via de regra, nós não postamos sobre questões de hardware que "ouvimos falar", e nunca reproduzimos conteúdo de outros sites. Nossos testes sempre são artigos produzidos por nós com base em testes que executamos em nosso laboratório.

E, como o problema não aconteceu com as amostras que já testamos, não temos como emitir um parecer sobre o suposto problema...

Aparentemente, isso acontece em casos muito extremos, com coolers muito pesados e quando o computador é transportado sem cuidado. Assim, PARECE ser um caso que aconteceu uma única vez e que os sites estrangeiros mais "sensacionalistas" publicaram apenas buscando mais audiência.

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