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Tudo o que você precisa saber sobre a plataforma Bay Trail da Intel

       
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Conheça a plataforma Bay Trail, usada pelos processadores Atom, Celeron e Pentium fabricados com tecnologia de 22 nm.

Tudo o que você precisa saber sobre a plataforma Bay Trail da Intel
Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Introdução

A plataforma Bay Trail da Intel é composta por processadores baseados na microarquitetura Silvermont, fabricados com tecnologia de 22 nm. Esta microarquitetura não é a mesma usada por processadores “comuns” da Intel, como os da família Core i, mas sim uma evolução da microarquitetura usada por processadores Atom.

Os processadores Atom até a plataforma Clover Trail não traziam o recurso de execução fora de ordem e usavam o conjunto de instruções x86 (“instruções de 32 bits”), que limitam o acesso a memória a somente 4 GiB. Com isso, eles eram mais similares aos processadores x86 de quinta geração (isto é, ao primeiro Pentium, lançado na década de 1990) do que com os processadores “comuns” da Intel tais como os da família Core i.

As principais novidades da microarquitetura Silvermont são a adição da execução fora de ordem, o que certamente aumenta o desempenho dos processadores dela derivados, e a adição do conjunto de instruções x86-64 (“instruções de 64 bits”) aos processadores da categoria Atom, permitindo acesso a mais de 4 GiB de RAM.

Outra novidade em relação à plataforma Clover Trail é o motor gráfico. Na plataforma Clover Trail o motor gráfico era licenciado da empresa Imagination Technologies (IMG), da série PowerVR (DirectX 9.0c), enquanto que os chips da plataforma Bay Trail usam motor gráfico da própria Intel (DirectX 11, o mesmo usado pelos processadores Haswell), exceto os modelos para smartphones, que continuam usando motor gráfico PowerVR.

Também foram adicionadas as instruções SSE4.2 e AES-NI. Um novo conjunto de instruções de criptografia está disponível nos modelos “Rangeley”.

Por outro lado, a tecnologia Hyper-Threading, que estava disponível nos chips das plataformas anteriores, foi removida dos chips Bay Trail.

A microarquitetura Silvermont agrupa cada par de núcleos de processamento com um cache L2, de até 1 MiB. Assim, um modelo de quatro núcleos traz dois caches L2, um para cada par de núcleos.

É importante ter em mente que o objetivo desses processadores é ter baixo consumo elétrico, ficando normalmente abaixo de 10 W.

Esses processadores também chamados “SoC” (“System on a Chip”), pois integram o processador, chip gráfico e chipset em um único circuito integrado.

Em resumo, a microarquitetura Silvermont (e, consequentemente, a plataforma Bay Trail) é a maior revisão da linha Atom desde que ela foi criada.

Vamos agora falar das versões da plataforma Bay Trail.

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