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Rádio CdH - Programa 013

       
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 19 comentários

Neste programa, o nosso editor de refrigeração, Rafael Coelho, explica os conceitos básicos sobre coolers de processadores.

Rádio CdH - Programa 013
Rafael Coelho Editor-chefe do Clube do Hardware

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Comentários de usuários


Eu entendo perfeitamente que o que deve ser medido é a deferença de temperatura entre o ar e o processador. Mas segundo meu raciocínio deveria ser medida a temperatura interna do gabinete e não a temperatura ambiente, isso porque um gabinete mesmo com ventoinhas funciona como um isolante térmico.

Se supormos um gabinete totalmente isolante, a temperatura do processador seria a mesma não importando qual seja a temperatura ambiente. E nesse caso o mesmo cooler apresentaria resultados diferentes conforme a temperatura ambiente varia.

Alguém concorda ou sabe se tem um erro teórico nessa suposição?

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O ar dentro do gabinete é, na maioria do tempo, mais quente que o ar ambiente, então faz sentido sim, mas provavelmente a temperatura interna do gabinete varia junto com a temperatura ambiente. Outra coisa a analisar é se o gabinete está com uma boa circulação de ar, que seja suficiente para pôr para fora todo o ar quente vindo do cooler, pois se não for forte o suficiente (a circulação de ar) o ar quente pode acabar voltando a passar pelo cooler e isso diminuiria bastante a capacidade do cooler de refrigerar.

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Um gabinete é pensado para ter uma boa circulação de ar e, portanto, o ar que chega no processador é praticamente o ar de fora.

Claro, em um gabinete mal planejado ou com ventilação incorreta, formando bolsões de ar quente, o ar que vai chegar no processador vai estar mais quente que o de fora, mas qualquer gabinete razoável hoje em dia tem uma ventilação mais do que suficiente.

Um gabinete só seria um isolante térmico caso fosse completamente fechado e sem nenhum tipo de circulação de ar.

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Sim, varia junto, mas não resolve o problema. Imagina a temperatura interna a 50º e a externa a 25º. Agora imagina a temperatura interna a 60º e a externa em 30º.

Se supormos que a diferença de temperatura entre o processador e o ar IMEDIATAMENTE exterior ao cooler é de 40º. No primeiro caso a temp do proc. seria 50º+40º=90º, diferença de 90º-25º=65º para a temp ambiente(fora do gabinete).

No segundo caso a temp do processador seria 100º, diferença de 100º-30º=70º em relação ao ar ambiente. Assim no primeiro caso teriamos diferença de 65 e no segundo 70 em medições com o mesmo cooler, essa diferença de 5º ocorre porque o gabinete é um isolante, a não ser que ele esteja totalmente aberto (nesse caso a temp interna e externa seria a mesma)

EDIT: OK, se o ar que chega nas aletas é o ar de fora (temp interna e externa iguais), ai sim não tem contradições. Agr eu entendi melhor, valeu.

Editado por Lucas Stefe

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Um gabinete é pensado para ter uma boa circulação de ar e, portanto, o ar que chega no processador é praticamente o ar de fora.

Claro, em um gabinete mal planejado ou com ventilação incorreta, formando bolsões de ar quente, o ar que vai chegar no processador vai estar mais quente que o de fora, mas qualquer gabinete razoável hoje em dia tem uma ventilação mais do que suficiente.

Um gabinete só seria um isolante térmico caso fosse completamente fechado e sem nenhum tipo de circulação de ar.

Mesmo com boa circulação de ar, tem que se considerar que abaixo do processador estão os HDs e o ar passa primeiro por eles e isso já sobe um pouco a temperatura interna do ar. Então você acrescenta uma placa de vídeo, que, com exceção dos modelos que usam "blower fan", lança bastante ar quente dentro do gabinete.

Fora esses dois também há o chipset e as memórias, que tem menos influência normalmente.

Acho que a ventoinha que retira o ar do gabinete tem que ter pelo menos as mesmas características da ventoinha do cooler do processador (já superdimensionando), no caso do cooler possuir formato de torre, pois evitaria qualquer acúmulo de ar quente.

Editado por Skoker

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Que lindo *-* :aplausos:

Grande aula do Rafael. Esse e o 04 foram os melhores na minha opinião.

Concordo, um dos melhores programas! Ficou ótimo :D

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Eu achei que ficou bem legal o programa, de fácil entendimento, eu to achando o máximo o CDH fazer esses tutorais, muito bom mesmo continuem assim, façam um de Water Cooler, Memórias e etc... Parabéns!

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esta muito lento pra fazer o Download.

(Minha net é 10 MB)

Não há qualquer limite de donwload do nosso lado. Deve ter sido problema na conexão da sua internet (sua internet pode ser a mais rápida do mundo, mas se a sua operadora estiver congestionada você não conseguirá baixar nada).

Eu achei que ficou bem legal o programa, de fácil entendimento, eu to achando o máximo o CDH fazer esses tutorais, muito bom mesmo continuem assim, façam um de Water Cooler, Memórias e etc... Parabéns!

Pessoal, obrigado pelos elogios. Nós continuaremos com esse formato no estilo "rodízio", na semana que vem teremos análise de notícias. Aguardem.

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Olá pessoal.

Em primeiro lugar, gostaria de me dirigir às pessoas do sítio Clube do Hardware, especialmente Gabriel Torres, no intuito de elogiar o conteúdo e a forma como publicam sobre os equipamentos da informática de maneira imparcial e honesta. Penso que essa característica dá a esse sítio o título de mais respeitável quanto ao assunto. É notável a grande presença de leigos e pessoas sem estudo algum sobre o assunto publicando indiscriminadamente sobre o assunto pela rede, especialmente em português.

Em relação ao programa 013 da "rádio CdH", gostaria de fazer algumas observações no intuito de enriquecer o trabalho.

Está a ser tratado sobre controle de temperatura e inevitavelmente é preciso utilizar, e explicar, uma série de características técnicas que normalmente são pouco conhecidas ou mal interpretadas pelo público (como no caso do uso da derivação do termo cooler para se referir ao objeto do ventilador e não ao aspecto abstrato que é um sistema de dissipação térmica composto por um ou mais objetos - como o ventilador, o metal e a pasta entre outros).

É certo que a explicação de Rafael Coelho, que por sinal foi bastante clara e objetiva, tem de ser limitada pela natureza do programa e o público alvo. É natural que o conteúdo é pensado para a maior parcela dos ouvintes que nem sempre se interessam por detalhamentos técnicos tão aprofundados. Mas, acredito que alguns aspectos da explicação técnica poderiam ser mais específicos.

--- Acústica

Por exemplo. A questão da dissipação passiva. Rafael disse, muito bem, que são poucos os processadores que não necessitam de um sistema de dissipação ativo. É fato que todo sistema de dissipação ativo produz algum tipo de som indesejável (ruído) e gasta energia elétrica. Mas, gostaria de adicionar duas questões a respeito disso:

1- existe uma parcela de consumidores que necessitam de equipamentos quase perfeitamente silenciosos;

2- o gasto de energia elétrica na dissipação ativa diminui a autonomia da bateria dos equipamentos portáteis.

Alguns audiófilos e estúdios de gravação de alta precisão sonora precisam de equipamentos extremamente silenciosos pois o som indesejado produzido pelas máquinas (ruído) interfere no processo de apreciação sonora e gravação acústica. Muitas vezes esse público também necessita de computadores com grande capacidade de processamento para gravação simultânea de diversas camadas de áudio independentes. Uma das soluções mais utilizadas para esse caso é colocar o equipamento barulhento distante dos microfones, geralmente em ambientes acusticamente isolados, para evitar interferências acústicas. Outra solução é utilizar de sistemas de dissipação passivos e de grande porte (ás vezes até um pouco exagerados).

Outro detalhe sobre a explicação da unidade de nível de pressão de som, o decibel (dB). A escala dBA é realmente uma curva de resposta que simula a sensibilidade do ouvido humano, mas assim também são as outras (dBB e dBC)! Ou seja, todas essas escalas foram construídas de acordo com a curva de resposta que simula a sensibilidade do ouvido - e por isso entende-se que é uma curva criada a partir da média obtida em dados coletadas de uma dada população testada - mas as escalas foram dimensionadas em diferentes bandas de nível de pressão de som. Ou seja, há diferentes curvas de sensibilidade do ouvido para diferentes níveis de pressão de som.

Supondo um lugar bastante silencioso (distante de ruas movimentadas, tráfego aéreo, motores e barulhos de pássaros, ventos em árvores sons oriundos de quaisquer naturezas) como uma sala de estúdio acusticamente bem vedada e "isolada" (o exemplo extremo seria uma câmera anecóica acústica), nesse caso é utilizada a escala dBA que é utiliza uma curva de resposta mais próxima a percepção do ouvido humano nessas condições de baixo nível de pressão sonoro (local silencioso).

Em contraste a essa está a dBC que é uma escala com curva de resposta mais próxima a perpepção do ouvido humano em condições de alto nível de pressão sonora (locais barulhentos, ruas muito movimentadas, tráfego aéreo, etc...).

Os equipamentos que medem a pressão sonora, os decibelímetros, normalmente têm uma chave que altera sua calibração de acordo com as três escalas, essa chave deve ser manualmente ajustada pelo utilizador de acordo com o nível a ser medido. Se for o equipamento for ajustado numa escala dBC num ambiente de baixo nível de pressão sonora o nível medido pelo equipamento será muito inferior ao nível realmente existente. E se o contrário ocorre (ajustado na escala dBA num ambiente barulhento) o nível medido será superior ao existente. Portanto, é preciso saber ajustar o medidor para obter o resultado adequado.

Isso acontece pois a natureza do ouvido humano reage de forma diferente em locais com pressão sonora diferentes. Quando exposto a locais barulhentos músculos internos do ouvido ficam mais contraídos de forma a dificultar a movimentação (vibração) dos ossos internos no ouvido que conduzem mecanicamente o som externo do nosso tímpano para a membrana semicircular.

Em se tratando especificamente de ruídos:

O ruído produzido por computadores é majoritariamente oriundo dos ventiladores e de alguns discos rígidos. Os ruídos mais intensos de um computador comum são os da vibração do movimento dos ventiladores, do deslocamento de ar, da vibração dos pratos e da movimentação rápida da cabeça de leitura dos discos rígidos.

Desde 2008 possuo um computador "Asus EEEPC 900" que utiliza duas SSDs (em substituição a HDDs) e uma ventoínha que só é ligada quando o processador é bastante utilizado. Quando a ventoínha está desligada é possível perceber que o computador ainda produz um ruído bastante pequeno de atividade do SSD (leitura e escrita), para isso é perceber isso é necessário utilizar um microfone de alta sensibilidade (como um microfone condensador) ou literalmente encostar a orelha na parte de baixo do computador. E isso não é um defeito do equipamento ou alguma "piração" minha, já conversei com outras pessoas que possuem SSDs e é possível ouvir um pequeno ruído (geralmente de alta frequência) durante o processo de escrita nesses dispositivos.

--- Temperatura

Achei realmente importante ver que nos testes desse sítio são medidas as temperaturas do processador e do ambiente de modo a extrair a diferença entre elas e medir com mais precisão a eficácia de dissipação términa do sistema do cooler. Porém gostaria de fazer uma ressalva a respeito da diferença de temperatura ambiente.

Sei que já fizeram experiências com o mesmo sistema em diferentes temperaturas ambientes e que constataram que a diferença de temperatura entre o ambiente e o processador foi mantida igual. Mas isso não significa que é sempre igual.

Algumas substâncias como os materiais metálicos e componentes de pastas términas têm características distintas de acordo com o estado de agitação de suas moléculas (a temperatura). Ou seja, dependendo da temperatura é possível que o coeficiente de dissipação términa seja alterado. Pode ser que esse valor não seja significativo a ponto de alvo desses testes, mas acredito que não se pode afirmar que controlar a temperatura do ambiente é não faz diferença alguma para os testes.

Imagino que algumas pessoas que publicam testes em outros sítios simplesmente ligam o aparelho de ar-condicionado (aquele que mostra um painel com a temperatura ajustada) e se pautam por aquele número para mensurar a temperatura ambiente, isso é realmente pouco exato. Mas, sou cético em pensar que o coeficiente de dissipação términa de um sistema de cooler é perfeitamente linear de acordo com a temperatura do sistema e do ambiente. Entendo que esse valor pode ser irrisório para ser considerados nos testes.

--- Consumo elétrico

Computadores que precisam de um forte sistema de dissipação términa geralmente são computadores que produzem grande dissipação térmica, ou seja, são computadores com processadores de alta frequência e grande consumo elétrico. Bem, para esses casos geralmente o computador tem uma fonte de energia elétrica contínua e os seus utilizadores não se importam em ter uma conta de energia elétrica mais cara. Tudo bem.

Mas, também é preciso pensar que temos muitos computadores muito mal arquitetados e mal montados de forma que o superaquecimento interfere diretamente no consumo elétrico do computador e ainda pode até produzir defeitos no equipamento. Quanto mais quente opera um fio elétrico (e uma placa de circuito integrado), menor é a eficiência de condutividade elétrica e maior é a dissipação energética em forma de calor. Ou seja, quanto mais mal feita a engenharia do equipamento (fios mal dimensionados, placas de circuito integrados mal projetadas) maior a produção de calor e maior a necessidade de um sistema de dissipação térmica. Tenho certeza que há no mercado uma grande quantidade de equipamentos assim (basta ver os testes aqui desse sítio com as fontes de alimentação "bomba").

Computadores portáteis são sempre mais energeticamente eficientes, mas tem menos capacidade de processamento. Mais recentemente, com a popularização dos computadores portáteis é possível encontrar muitos equipamentos portáteis muito mal engenhados de forma que também aquecem muito mais do que deveriam.

Em relação a computadores de mesa, já tive contato com placas mãe de fabricante de baixa reputação que em poucos meses de uso começou a superaquecer o chipset e algumas trilhas e modo que fui forçado a adicionar ventiladores para dissipar esse calor extra. Em pouco mais de um ano a placa teve a natureza de alguns componentes alterada (notavelmente capacitores estufados) de modo que a placa começou a funcionar com demasiado consumo elétrico até finalmente parar de funcionar. Ou seja, equipamentos extremamente baratos são geralmente muito mal projetados e tem sua vida útil extremamente reduzida. Não vale a pena!

Mais uma vez, parabéns pelo trabalho de vocês.

Editado por lucasfpaixao

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Excelente programa. Tirou muitas dúvidas que eu tinha. Compartilhei e Curti no Facebook para os meus amigos verem.

valeu, Gabriel, continue com esse excelente trabalho. :aplausos:

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Lucasfpaixao,

Obrigado pelos elogios. Sua explicação ajudou bastante, complementando com informações que não caberiam no programa.

Pretendemos, futuramente, aprofundar alguns dos tópicos na Rádio CdH.

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Excelente programa. Bastante didático como foi o programa no qual falaram sobre fontes de alimentação.

É interessante abordar este temas pois são assuntos negligenciado por boa parte dos usuários.

Acho interessante abordarem em algum programa sobre a diferença de qualidade entre cabos HDMI baratos e outros caros (extremamente caros como os famosos Cable Monster http://goo.gl/rDp1D).

Obrigado e parabéns!

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Acho interessante abordarem em algum programa sobre a diferença de qualidade entre cabos HDMI baratos e outros caros (extremamente caros como os famosos Cable Monster http://goo.gl/rDp1D).

Obrigado e parabéns!

Obrigado pela sugestão. Só para adiantar, não há diferença, visto que a transmissão é digital.

É impressão minha ou não tem o vídeo do Noctua com anti-ruído?

Opa, o link é este:

http://www.clubedohardware.com.br/noticias/Computex-2012-Tecnologia-de-Cancelamento-de-Ruido-da-Noctua/3506

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