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Fraudes na Internet

       
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Cuidado com as Fraudes envolvendo nomes de Instituições publicas e privadas. Saiba mais em nosso artigo.

Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Nas últimas semanas, duas grandes entidades federais - o Banco do Brasil e a Receita Federal - divulgaram golpes que estão sendo aplicados através da Internet usando o nome dessas instituições. Aproveitamos a oportunidade para explicar as táticas mais comuns dos estelionatários, de forma que você não tenha prejuízo em golpes.

Uma das técnicas usadas é criar um site de compras on-line ou de acesso restrito (por exemplo, um site de conteúdo erótico) com a opção de pagamento através de débito automático. Os sites estampam logomarcas dos bancos para você clicar e autorizar o débito, entrando o número de sua agência, conta e senha, em uma página com layout similar ao usado pelo site do banco. Em seguida, o site emite um comprovante de compra ou libera um login e uma senha (no caso de sites de conteúdo restrito) e você pensa que está tudo bem.

Só que esse site do banco é de mentira, e o que o golpista faz é capturar os dados de sua conta corrente. Enquanto você fica achando que a transação foi efetuada com sucesso, o golpista pode usar os seus dados para retirar dinheiro de sua conta-corrente.

A nossa recomendação, portanto, é que ao entrar em um site de vendas on-line ou de acesso pago desconhecido, você procure todos os dados da empresa e faça o depósito através de sua conta-corrente, mandando o comprovante da operação por fax. É claro que você também corre o risco de a empresa ser uma empresa fantasma, por isso é recomendável de você procurar saber sobre a reputação da empresa.

Outra versão desse tipo de golpe é o recebimento de e-mails supostamente vindo do seu banco solicitando o número de sua senha. Nenhum banco trabalha dessa forma, sendo que todo o procedimento de troca de senha só pode ser efetuado pessoalmente nas agências.

Invasão de Privacidade

É incrível no Brasil como as pessoas não prestam tanta atenção à invasão de privacidade, o que pode dar margem a golpes. Por exemplo, é muito comum recebermos telefonemas pedindo a confirmação de dados pessoais por parte de alguma suposta empresa. Sempre que você receber um telefonema desse tipo, tome muito cuidado no que vai dizer, pois pode ser um golpista querendo seus dados pessoais. Se você trabalha fora, é imprescindível treinar quem passa o dia em sua casa (empregada, faxineira, filhos, etc) para não dar nenhum tipo de informação pessoal (hábitos diários, nome de bancos onde você mantém conta, etc).

A versão eletrônica desse tipo de coleta de dados foi criada recentemente. Na semana passada a Receita Federal divulgou que um golpista estava mandando um spam como sendo um e-mail da Receita Federal com uma ficha de cadastro para que você baixasse rapidamente o programa do Imposto de Renda. Só que essa ficha era falsa, e o golpista capturava todos os seus dados, incluindo o seu CPF (somente se você preenchesse a ficha, obviamente) para usar em golpes.

De posse de todos os seus dados pessoais e, principalmente, de posse de seu CPF, um golpista pode, através de ações fraudulentas, abrir contas-corrente em seu nome, efetuar a compra de bens de forma parcelada (e não pagar as prestações, obviamente) e muito mais. E você só acaba descobrindo que foi vítima de um golpe quando descobre que o seu nome está em listas negras (SPC, Serasa, etc).

Nossa recomendação é tomar cuidado com sites que pedem informações pessoais demais. Por exemplo, o número do seu CPF não é necessário para nenhum tipo de operação, e sites que pedem esse documento devem ser considerados "suspeitos" de invasão de privacidade (a não ser, é claro, em sites de vendas on-line que pedem esse documento para a emissão da nota fiscal da sua compra).

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