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Internet: limitar ou não limitar, eis a questão!

       
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 51 comentários

Neste artigo, discutiremos como funciona o sistema de cobrança de franquias da internet banda larga fixa, bem como a polêmica envolvendo as operadoras de telecomunicações, o órgão regulador do serviço, instituições da sociedade civil e de defesa do consumidor e os internautas.

Flavia Dutra Editora de Notícias do Clube do Hardware

Introdução

Desde fevereiro de 2016, quando as operadoras de telefonia decidiram adotar a cobrança de franquias nas conexões de banda larga fixa, o assunto tem gerado muita polêmica e incertezas.

O sistema de franquia de dados, já comum em planos de internet móvel, prevê a redução da velocidade e até mesmo o corte do serviço quando a franquia contratada é atingida.

O órgão regulador desse tipo de serviço, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), havia publicado em 18 de abril de 2016 medida cautelar determinando abstenção das operadoras de banda larga fixa de "práticas de redução de velocidade, suspensão de serviço ou de cobrança de tráfego excedente após o esgotamento da franquia" por 90 dias, sob pena de multa diária de R$ 150 mil a R$ 10 milhões, e alterou, no dia 21 de abril, mantendo a proibição por um prazo indeterminado. Segundo comunicado divulgado através da página do Facebook da agência, o presidente João Rezende propôs que o tema das franquias na banda larga fixa seja examinado com base nas manifestações recebidas pelo órgão. Até lá, a fixação de limites estará suspensa, independentemente de esse tipo de ação estar ou não previsto nos contratos. O comunicado da Anatel foi feito através do Facebook porque hackers invadiram a página da instituição no dia 21 de abril, tirando-a do ar por alguns dias.

Além disso, no dia 3 de maio de 2016, Rodrigo Zerbone, conselheiro da Anatel, afirmou, durante audiência pública no Senado Federal, que o Governo não pode proibir que as operadoras adotem as franquias de dados na internet fixa, por se tratar de um serviço privado.

Neste artigo, falaremos sobre a forma de cobrança da internet banda larga fixa em diversos países, a postura dos órgãos de defesa do consumidor e da sociedade civil, das operadoras de telecomunicações e a visão dos consumidores. Além disso, comentaremos sobre o futuro da internet no Brasil.

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Comentários de usuários




Excelente artigo.

Na página 2 está tudo repetido e na parte "pagando a partir 19,99 euros",falta um "de".

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9 minutos atrás, Joaquin disse:

Excelente artigo.

Na página 2 está tudo repetido e na parte "pagando a partir 19,99 euros",falta um "de".

Obrigado, corrigido!

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As operadoras estão sentindo na pele o preço da falta de investimento, assim como a falta de inovação. Com suas redes precárias e falta de melhoria na infra estão sofrendo com o aumento da demanda crescente. Ao mesmo tempo estão perdendo clientes e dinheiro do ultrapassado serviço de tv por assinatura via satélite para serviços de stream como a Netflix. Mas ao invés de melhorar sua rede e inovarem criando serviços semelhantes, estão agindo como crianças birrentas e tentando cortar as asas de quem não quer se manter nos seus serviços com venda casada. Por que a Vivo não criou seu concorrente da Netflix? Por que a GVT (agora também da Vivo) não leva para o cabo de rede seu serviço de TV por assinatura?

As operadoras reinaram soberanas por muito tempo no país. Eram favorecidas até mesmo pelos politicos que acatavam seus pedidos ridículos. Quem ai é mais velho um pouco deve lembrar dos malditos "provedores" de internet. UOL, Terra e tantos outros que eram necessários para se conectar na época discada da internet se tornaram supérfluos com a chegada da ADSL, mas graças a "lei", foram obrigatórios por anos a fio. Você pagava a internet e pagava o provedor que tinha a unica missão de dizer para a operadora que você podia navegar. 

 

Agora as operadoras estão amargando vitorias do povo que vieram dos nossos tão vaiados politicos. O marco civil da internet por exemplo e como vimos na matéria, diversos projetos de lei para coibir essa ação mafiosa das operadoras. Parece que o único aliado que as operadoras ainda mantém na sua folha de pagamento é a desacreditada Anatel que desde sempre viveu como agente duplo, jurando defender os usuários, mas sempre abrindo as pernas ou fazendo vista grossa para os mandos e desmandos das operadoras. 

Mas parece que até na casa da mãe Joana, já tem gente limpa trabalhando em prol dos consumidores, apesar do presidente à la Eurico Miranda que a instituição possui. 

 

O problema não está em limitar a internet. A alegação das operadoras até faz certo sentido quando diz que usuários hardcore atrapalham e sobrecarregam as redes. Se a gente bloqueasse os protocolos de torrent nesse momento, todos sentiriam um aumento enorme na qualidade da navegação. Mas as operadoras não são santas, muito menos vitimas. A proposta indecente que a Vivo fez com limites de trafego ridículos é que causou essa revolta em massa. Ao invés de tornar a internet mais barata para quem usa pouco, eles tentaram empurrar um plano onde quem usa muito pouco continuaria pagando caro pelo péssimo serviço e quem uma moderadamente teria de gastar ainda mais. Os usuários hardcore então... esses passariam a ser taxados dentro das 12 primeiras horas do inicio de cada mes!  E não é exagero meu. Testes feitos mostram que 3 episódios de House of Cards em 4K é o suficiente para estourar o melhor plano sugerido pela Vivo.

Além do fato de que o formato atual dos contratos de internet no Brasil se tornou um direito adquirido. Ninguém em sã consciência após 2 décadas recebendo o serviço ilimitado iria aceitar viver esse regresso. 

 

 

 

  

 

Editado por sdriver

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Muito bom artigo, parabéns e obrigado!

 

Bacana mostrarem os lados de todos.

 

Mais uma correção, Eduardo Bolsonaro é deputado por SP, o pai que é pelo RJ. Não que isso seja vantagem pra qualquer um dos dois estados.

 

Duro é a fala da ANATEL, agência REGULADORA do setor que diz que não pode fazer nada. Assumem publicamente que não servem pra nada, e que o tal do marco civil da internet ou é outro inútil, ou foi mal feito e permite este tipo de brecha.

 

Que exista bom senso em quem decidir nosso futuro, que, se for pra ter franquia, que ela seja pelo menos razoável e que parem os governos de se dobrarem à porcaria de serviço caro que nos é oferecida.

 

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Por mais podre que o PT possa estar se mostrando (e não quero puxar para um lado de discussão politica por favor!) durante o seu período, as operadoras tiveram parte de suas regalias cortadas. Telefonia e internet tiveram algumas regulagens a favor dos consumidores, o marco civil surgiu, a obrigatoriedade de ter um provedor caiu. 

So a Anatel que continuou esse órgão fictício. Mas a pressão popular voltou os olhos de todos para a instituição que acabou lançando as liminares proibindo a mudança. Uma reestruturação da Anatel é urgente, é o primeiro passo passo para acabar com a farra das operadoras. 

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Acho que o principal problema nessa historia nem é o fato das operadoras terem ou não o direito de impor limites na internet, mas sim a falta de alternativas dos consumidores. por mim poderiam permitir que as operadoras façam o que bem entendem, com seus serviços, usem franquias, pratiquem reduções da velocidade... afinal cada empresa sabe onde doí as despesas.

 

Desde que desburocratizassem o setor, acabassem com a ANATEL ou ao menos seduzirem o controle estatal e permitissem que pequenos concorrentes locais surjam, por exemplo, qualquer empresa nacional ou estrangeira poderia negociar com as Cias de energia e distribuir cabos de telecomunicações e torres Wimax/Wifi e começar a vender acesso a internet, ou mesmo companhias de energia poderiam usar tecnologias de transmissão de dados via rede elétrica para oferecer também acesso a internet...

 

Veremos se em um mercado não cartelizado, e com dezenas de concorrentes reais, uma empresa que detém uns 80% ou mais de insatisfação dos seus consumidores, como nas atuais operadoras, poderia sobreviver, Concorrência ainda é o melhor remédio pra incompetência

 

Forçar as operadoras atuais a fornecer na marra serviços ilimitados, apenas ira obriga-las a procurar outras formas de se manterem lucrativas, seja aumentando brutalmente os custos dos planos de internet, vendendo planos de menor velocidade, porém mais caros, ou mesmo estagnando ainda mais seus poucos investimentos em infra, devido a pouca previsões de retorno.

 

 

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@sdriver

Você se diz contra franquia, mas é a favor da discriminação do conteúdo que o usuário consome..... ah a doce ironia da ignorância...

 

Se quiser acabar com os torrents faça o seguinte. Ofereça internet 50 / 25 Mbps aos usuários, entregue no mínimo 90% dessa velocidade, ofereça um serviço de streaming a preço justo (olá netflix?). Em pouco tempo você tem uma redução de uns 50% de torrents na sua rede que irá migrar para streaming.

Detalhe ÓBVIO: o nível de tráfego na rede não se alterou. O que foi alterado é o protocolo usado pelos consumidores, sai o P2P (torrent) e entra o streaming. Devemos limitar a rede porque o tráfego de streaming está muito alto e congestiona a rede?

 

 

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@Correr se não me engano, de acordo com o Marco da Internet não se pode diferenciar tráfego, limitar ou bloquear. Seria como efetuar o TS (Traffic Shaping)

 

Eu como disse na parte de notícias defendo se realmente houvesse queda de preços, por exemplo que tem 25 Mbit, teria direito de ter franquia de quase 7TB, um acesso de mesma velocidade com apenas 3TB deveria ter queda de 50% então. Mas acho isto impossível, pelo menos a lógica teria que ser esta já que as operadoras dizem que os heavy users é acabam usando a maior parte de infra estrutura e pagando o mesmo valor. (Pegando o caso da VIVO, com a franquia deles o valor deveria cair 90% já que não representa 10% da franquia do acesso)

 

 

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@sdriver

Você se diz contra franquia, mas é a favor da discriminação do conteúdo que o usuário consome..... ah a doce ironia da ignorância...

 

Se quiser acabar com os torrents faça o seguinte. Ofereça internet 50 / 25 Mbps aos usuários, entregue no mínimo 90% dessa velocidade, ofereça um serviço de streaming a preço justo (olá netflix?). Em pouco tempo você tem uma redução de uns 50% de torrents na sua rede que irá migrar para streaming.

Detalhe ÓBVIO: o nível de tráfego na rede não se alterou. O que foi alterado é o protocolo usado pelos consumidores, sai o P2P (torrent) e entra o streaming. Devemos limitar a rede porque o tráfego de streaming está muito alto e congestiona a rede?

 

 

Eu não sou a favor não. Você entendeu equivocadamente minha analise dos fatos. Apenas exemplifiquei que conteúdos como torrent e stream online são sim o fator de saturação da rede hoje. E que a alegação das operadoras que clientes com esse tipo de uso são os que provocam essa situação na rede é justificável.

Em nenhum momento sugeri que fossem bloqueados de fato esse tipo de trafego. Meu ponto é: se as operadoras querem pender por esse lado, deveriam ofertar planos onde os usuários que consomem pouco pagassem menos do que pagam hoje enquanto quem usa de modo intenso continuasse pagando o que pagam hoje. Você não pode nivelar um serviço que foi ilimitado a vida toda por uma media de consumo(e calculada de forma muito sem vergonha) tão baixa. O nivelamento deveria ser por cima. Os planos novos deveriam custar o que custam hoje para trafego ilimitado e quem gastasse pouco, deveria ter desconto. Assim seria justo. E obviamente estou falando de trafego de dados bruto, não importando que tipo de procolo ou tipo de dado é trafegado. 

 

E sobre sua afirmação em vermelho, está errado. A cada dia mais pessoas se conectam, conteúdo mais pesado surge na rede e as conexões caseiras cada vez mais estão mais rápidas. A internet e o consumo de dados cresce mais rápido do que as infras crescem em qualquer país. Mas isso não quer dizer que as redes devam ser limitadas, mas sim que sempre haverá congestionamento nas redes independentemente de quão rápido a infra cresça.

Editado por sdriver

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Entendo que seria interessante, para fins de comparação, pesquisar a realidade de outros países, tais como México, Argentina, Turquia, Chile, China, Índia, quer pelo motivo de não serem países de alta renda per capita, quer pelo motivo de extensão territorial parecida (não necessariamente os dois casos ao mesmo tempo)

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2 horas atrás, sdriver disse:

Eu não sou a favor não. Você entendeu equivocadamente minha analise dos fatos. Apenas exemplifiquei que conteúdos como torrent e stream online são sim o fator de saturação da rede hoje. E que a alegação das operadoras que clientes com esse tipo de uso são os que provocam essa situação na rede é justificável.

Em nenhum momento sugeri que fossem bloqueados de fato esse tipo de trafego. Meu ponto é: se as operadoras querem pender por esse lado, deveriam ofertar planos onde os usuários que consomem pouco pagassem menos do que pagam hoje enquanto quem usa de modo intenso continuasse pagando o que pagam hoje. Você não pode nivelar um serviço que foi ilimitado a vida toda por uma media de consumo(e calculada de forma muito sem vergonha) tão baixa. O nivelamento deveria ser por cima. Os planos novos deveriam custar o que custam hoje para trafego ilimitado e quem gastasse pouco, deveria ter desconto. Assim seria justo. E obviamente estou falando de trafego de dados bruto, não importando que tipo de procolo ou tipo de dado é trafegado. 

 

E sobre sua afirmação em vermelho, está errado. A cada dia mais pessoas se conectam, conteúdo mais pesado surge na rede e as conexões caseiras cada vez mais estão mais rápidas. A internet e o consumo de dados cresce mais rápido do que as infras crescem em qualquer país. Mas isso não quer dizer que as redes devam ser limitadas, mas sim que sempre haverá congestionamento nas redes independentemente de quão rápido a infra cresça.

 

Pelo que lembro, isso não pode pelo Marco Civil.

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Streaming é o futuro, fazer qualquer coisa que seja para tentar impedir, prejudicar ou evitar o uso de streaming é um claro retrocesso e na minha opinião deve ser impedido.

 

É justo eu ter que pagar por 80 canais na minha TV por assinatura se eu apenas assisto uns 5 ou 7? Quer saber de algo ainda mais interessante? Sabia que esses canais oferecem serviço de Streaming? Universal Channel, Fox, HBO e outros são exemplos de canais que embora façam parte de um pacote de TV por assinatura também oferecem streaming do seu próprio conteúdo. Outro exemplo que gostaria de citar é o programa Pânico, tão logo no domingo passa o programa já nas primeiras horas de segunda (primeiras mesmo, tipo entre meia noite e uma da manhã) os principais quadros já estão disponíveis em seu canal do youtube e no dia seguinte já é possível ver o programa completo.

 

Não sei da vida de cada um, por isso falarei sobre minha rotina e necessidade. Eu trabalho, faço faculdade, participo de um projeto de iniciação científica e nas horas vagas estou em casa. Quando estou em casa não rola ficar sentado vendo TV, eu estou muito ocupado ou comendo ou dormindo ou jogando uma partidinha de lol, como se isso já não fosse suficiente, quando estou em casa nada do que assisto está passando e mesmo se tivesse não dá pra ficar uma hora sentado assistindo. O streaming me da a liberdade de assistir meus programas prediletos quando posso durante o tempo que posso, não fico amarrado a "rotina da TV", tenho a liberdade de assistir o que gosto dentro da minha rotina.

 

A época em que a família toda estava em casa às 19h sentada reunida no sofá para começar a ver as novelas e jornais até as 23h já foi. Hoje existe muita informação, muito trânsito, muito trabalho, muito o que fazer. 

 

Sou feliz por ser capaz de ter uma banda larga fixa de qualidade em minha residência e por poder ter um bom pacote de dados móveis que me permite ter acesso a meus documentos no Drive, email, acessar o fórum e ver diversos vídeos em 420p no youtube. Admito que está ainda longe do que eu gostaria, mas por enquanto é suficiente. Satisfeito estarei quando meu pacote de dados móveis for grande o suficiente para que eu possa deixar meu HD externo em casa e poder assistir ao Netflix, YouTube ou qualquer outro site de stream sem preocupação.

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Oloco, abri esse tópico e apareceu uma propaganda no meio da página (na verdade entre os posts), com áudio e ainda sem a opção de desativar o áudio, Poxa, aí fica difícil, a gente desativa o AdBlock pra ajudar o site e vêm uma dessas.

Editado por Rearis

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3 horas atrás, Rearis disse:

Oloco, abri esse tópico e apareceu uma propaganda no meio da página (na verdade entre os posts), com áudio e ainda sem a opção de desativar o áudio, Poxa, aí fica difícil, a gente desativa o AdBlock pra ajudar o site e vêm uma dessas.

Nesses casos, pedimos que avise a gente, pois não é o tipo de propaganda que queremos. Vamos verificar.

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Pessoal, por favor, não estou falando grego. Eu so usei 2 tipos de dados como exemplo de alto consumo. Qualquer medida que venha a ser tomada para bilhetagem de banda deve ser cega ao tipo de conteúdo. A contagem proposta pelas operadoras é pela quantidade de MBs baixados, não importando como você fez pra baixar, o que baixou ou como baixou.

Eu so citei esses 2 tipos de conteúdo por que torrents são desde 2001 quando foi inventado o protocolo, o responsável pela carga de rede constante. E agora nos últimos anos, os conteúdos de stream estão tomando esse posto. 

Sendo esses os 2 formatos que mais consomem dados, as pessoas como eu que usam exageradamente os dois tipos de mídia serão os primeiros a sentir qualquer tipo de bilhetagem.

E como falei anteriormente, se a internet é ilimitada sempre foi, que as operadoras então ofereçam planos menores a um custo menor e que o valor que se cobra hoje seja o valor dos planos ilimitados.  

Digamos que eu tenho um plano de 10 MB de velocidade e pago 120 reais por mes, meu plano é ilimitado. O que as operadoras deveriam fazer é continuar a oferecer o mesmo plano pelo mesmo preço a novos clientes e criar novos planos de menor valor com limites. Por exemplo um plano de 10 MB de velocidade com 150 GB de limite de trafego a 80 reais. 

Desse jeito seria vantajoso pra todos. 

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A questão não seria tão polêmica se houvesse um diálogo, uma pesquisa com os consumidores, uma proposta. Pacotes diversificados, queda de preços para pacotes com limitações, pacotes ilimitados num preço maior, respeito a quem já tem um contrato assinado no modelo antigo. Enfim, toda mudança requer diálogo e tempo de adaptação, não é algo a ser resolvido numa simples canetada. Demanda tempo e recursos, mas valeria a pena.

 

Infelizmente, porém, cada vez mais vira moda em nosso país a famosa canetada e a Lei de Gérson, que tomam o lugar do bom senso e do diálogo. Uma relação de consumo com contrato firmado deve sempre primar pela boa fé entre as partes, e não pela unilateralidade.

 

Não é a toa que os consumidores se sintam cada vez mais desprezados. Não bastasse o costumeiro tratamento frio dado pelo SAC das empresas, agora estão impondo mudanças a fórceps sem qualquer diálogo com o consumidor. Se ele quer ser ouvido, precisa fazer protesto, manifestação na internet. Não há mediação nas relações de consumo, e quando não há o bom senso, sobra truculência.

 

Como diziam os sábios da antiguidade, o combinado não sai caro.

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O que tem de pensar também sobre a franquia.

 

Muitas pessoas usam a internet para aprender algo que devia ser ensinado nas escolas mas ou não foi ensinado ou foi ensinado de maneira ruim ou não foi possível ensinar por falta de materiais adequados para a explicação/aula.

Tanto que no youtube (exemplo) tem muitos vídeos ensinando de forma simples e didática assuntos extremamente complexos e demorados.

Colocar franquia e impedir o acesso de milhões de pessoas que querem aprender novas coisas todo dia para compensar a educação deficiente do brasil, no mínimo deveria ser punido com varrer as ruas pelo resto da vida só por impedir as pessoas de terem uma educação melhor.

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@sdriver no seu primeiro post aqui tu falou de falta de investimentos em infraestrutura, usuários hardcore e "protocolos" que demandam muito da rede. Vou colocar em tópicos meus comentários:

 

Torrent e streaming - é uma verdade incontestável que esses são os serviços que demandam bastante da rede. O problema pras operadoras, em relação ao streaming vs torrent, e que este é muito mais sensível ao modelamento ou a instabilidade na rede devido ao simples fato de que, quando estamos assistindo aquela série marota no Netflix uma redução de banda provavelmente aparece em segundos (podendo ser pela redução da qualidade do vídeo ou pela "travada" do conteúdo) e no torrent o vídeo está baixando e não importa muito (além do tempo para a conclusão do download) se houve variação na banda. Além de ser um consumo bastante estável (em relação ao tempo e a banda), pois, não é como uma página web que faz o consumo quase que em brust e isso "ferra a divisão de banda deles (que é a forma que as operadoras dividem a conexão entre os usuários. Tipo: de um grupo de 100 usuários, não serão todos que vão demandar da conexão o máximo ao mesmo tempo. Então, pra cada grupo de 100 usuários com 10M de conexão, podemos liberar 100M).

 

Usuários hardcore -  a questão é simples (ao meu ver), eu só uso o que eu contratei da operadora e foi ela quem me ofereceu o tal plano. Se eu sou hardcore ou softcore isso é irrelevante (legalmente falando), pois, ela disponibilizou aquele plano e, se não pode entregar, é problema dela.

 

Falta de investimentos em infraestrutura - Aqui é que está um dos principais pontos (além da perda de receitas em outro ramo de atividade das operadoras. TVs a cabo). Nós que conhecemos um pouquinho mais de como funciona esse mundo de internet sabemos que uma conexão dedicada custa caro e as provedoras lançam mão de vários artifícios para oferecer planos atrativos e interessantes para os usuários. E também tem a questão mesema da qualidade da rede interna da operadora (oras! Se eu, no rio, estou acessando um site de alguém que está hospedado em uma máquina que está conectada à Internet usando a mesma operadora os dados nem precisariam sair para a Internet aliviando o link do backbone. Isso em teoria). O que é assintoso é o fato de as operadoras quererem jogar a culpa nos usuários (se eu pudesse eu processaria o presidente da anatel por me chamar de burro e criminoso) por estarem usando o que as mesmas operadoras ofereceram (o que comentei antes). As operadoras deveriam é brigar com o governo para dar isenção de impostos para equipamentos e insumos de infraestrutura e redução de carga tributária para que se consiga as reservas para estes investimentos. Só que é mais fácil querer que o usuário pague mais e não se faça o devido investimento na própria infraestrutura. 

 

Essas são as minhas colocações. No mais, concordo contigo.

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18 horas atrás, Rearis disse:

Oloco, abri esse tópico e apareceu uma propaganda no meio da página (na verdade entre os posts), com áudio e ainda sem a opção de desativar o áudio, Poxa, aí fica difícil, a gente desativa o AdBlock pra ajudar o site e vêm uma dessas.

 

@Rearis quando for assim, pegue uma tela capturada e nos avise através do fórum de Comentários, elogios, críticas e sugestões. Nós não queremos propagandas deste tipo em nosso fórum. Obrigado!

 

Gabriel

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  • Pra mim essas operadoras são todas estelionatárias 171, já não entregam a velocidade que contratamos, e agora querem limitar o pouco que é entregue.... Pior de tudo é que a Anatel autoriza essa prática.....

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@Correr Sim, mas uma emenda marota incluindo a franquia e outras coisas no meio do rebú que está rolando no país passaria despercebida.

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