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TV Digital

       
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Aprenda quais são os padrões, a diferença entre eles e como anda o processo de implantação da TV Digital no Brasil e no mundo.

Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

O Brasil é um dos poucos grandes países do mundo que ainda não decidiu qual padrão de transmissão de TV digital adotará. Uma das causas dessa demora é fato do ex-Ministro das Comunicações Miro Teixeira insistir pelo desenvolvimento de um padrão próprio brasileiro. A conseqüência direta na demora dessa decisão é que deixa o Brasil para trás em comparação aos demais mercados do mundo, incluindo outros importantes países em desenvolvimento tais como México, Rússia, Índia e China, que já decidiram qual padrão seguir. Outro detalhe é que o FCC (a Anatel norte-americana) estipulou que até maio de 2006 todas as transmissões de TV aberta nos EUA terão de ser digitais.

No mundo existem três padrões:

  • ATSC (Advanced Television Systems Committee), adotado pelos EUA, Canadá, México e Coréia do Sul;
  • ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial), adotado pelo Japão;
  • DVB-T (Digital Video Broadcast Terrestrial), adotado pelos demais países que já decidiram qual padrão seguir, em especial os países da Europa, Ásia, África e Oceania.

O sistema de transmissão digital usa a codificação MPEG-2 digitalizar as imagens, o mesmo padrão de codificação usado pelo DVD. A diferença entre os sistemas de transmissão está na maneira com que as imagens são codificadas para a transmissão, o formato de vídeo antes da codificação, o formato de vídeo após a codificação e a maneira com que o áudio é codificado. O sistema ATSC usa um esquema chamado 8-VSB, enquanto os outros dois sistemas usam um esquema chamado COFDM, que é menos sensível a interferências.

Interessante notar que o Brasil é o único país no mundo pensando em adotar o sistema japonês. Testes realizados pela ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e pela SET (Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão e Telecomunicações) sob supervisão do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) demonstrou que dos três padrões, o ISDB-T era o melhor, seguido do DVB-T e finalmente pelo ATSC.

Aparentemente o fato de o ATSC ser o mais sensível a interferências não preocupa o mercado norte-americano, onde poucas pessoas ainda assistem TV aberta (isto é, através de antenas). O que nos faz pensar se a escolha do ATSC terá sido a melhor opção para o México. Por outro lado, devemos nos lembrar que o México faz parte do NAFTA (North American Free Trade Association, Zona de Livre Comércio da América do Norte), que faz do país um dos principais fabricantes e exportadores de produtos para o mercado norte-americano e, portanto, a adoção do mesmo sistema dos EUA aparentemente é melhor mais por motivos comerciais do que técnicos.

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Comentários de usuários


Olá equipe do Clube do Hardware e em especial a Gabriel Torres pelos excelentes comentários técnicos que muito nos esclerecem.

Infelizmente, este artigos sobre a TV digital pecou em tratar do tema meramente pelo ponto de vista técnico, não se trata apenas de uma melhoria técnica de imagem e som, existe um componente politico-economico muito maior e de extrema relevância para o país que não foi abordado. Pode ser que Gabriel Torres tenha se apegado aos critérios técnicos devido ao hábito da profissão, mas as consequências benéficas para o país do desenvolvimento de um padrão brasileiro saltam aos olhos daqueles que são mais bem informados, exemplo:

Em primeiro lugar, a produção local tem o objetivo de fortalecer a pesquisa brasileira (estimulando nossas universidades e centros de pesquisa e gerando empregos qualificados), diminuir nossa dependência externa de produtos de alta tecnologia e criar uma indústria nacional, iniciativas fundamentais para que o país não perpetue sua dependência tecnológica e industrial em relação aos países desenvolvidos.

Em segundo lugar, somente um modelo desenvolvido a partir das realidades do país pode responder ao desafio de ser um instrumento que impulsione nosso desenvolvimento social, cultural, político e econômico.

Basta dizer, neste caso, que uma TV digital brasileira pode ser um importante instrumento de inclusão digital, o que não é uma necessidade para um país como os Estados Unidos, cujo padrão prioriza a alta definição ao invés da interatividade. No Brasil, menos de 20% da população usa computador e Internet em casa, mas mais de 90% têm TV (...).

As “maravilhas” da TV digital apresentadas pela imprensa são novidades vinculadas à criação de serviços comerciais, como venda interativa, jogos, consultas personalizadas (previsão do tempo, resultado de jogos), pay-per-view, etc. Ou seja, novidades que certamente incrementariam os lucros dos detentoresdas emissoras de televisão.

A TV digital, entretanto, pode cumprir um importante papel na afirmação da cidadania. Com o uso da interatividade, por exemplo, a TV pode disponibilizar nas casas dos brasileiros serviços interativos de educação (que respondem às demandas específicas de cada usuário), de governo eletrônico (declaração de imposto de renda, pagamento de taxas, extrato de fundo de garantia, boletim escolar dos filhos, etc.), uso de correio eletrônico (cada brasileiro com uma conta de e-mail) e, no limite, acesso a toda a Internet.

Outro grande impacto da TV digital que deve ser urgentemente discutido pela sociedade é a possibilidade de inserção de mais canais de TV, a chamada multiprogramação.

No mesmo espaço onde hoje se transmite um único canal, a TV digital permite a recepção de quatro novas programações (desde que não seja adotada a alta definição). Se levarmos em conta que a TV digital irá ocupar (ao final do período de transição) o espaço que vai do canal 7 do VHF ao 69 do UHF, veremos que se torna perfeitamente possível a ampliação dos emissores de programação e, assim, a ampliação significativa dos produtores de conteúdo televisivo. Assim, além dos operadores privados e estatais, também sindicatos, associações, ONGs, movimentos sociais e emissoras geridas coletivamente poderiam ter seus canais.

O Brasil poderá perfeitamente exportar tecnologia para os países vizinhos ou mesmo para outros continentes. O importante é que estamos dominando a tecnologia da tv digital e não seria o caso se tivéssemos, há dois anos, decidido importar um dos três sistemas internacionais conhecidos

Obrigado pelo espaço democrático

Denilson Nunes Rodrigues

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:-BEER Gostaria de saber se é prudente comprar tv e antena parabolica neste momento, visto que estou para comprar uma tv de 29 e mandar instalar uma antena parabólica la em casa.... a minha dúvida é se a antena servirá depois com a tv digital? a tv já deve ter monitor hdtv? ou tudo isso poderá ser trasnformado depois para os moldes das transmissões da tv digital no brasil?

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Achei muito válido as informaçòes sobre o tema, mas tenho uma série de dúvidas na escolha desse padrão. O Denilson comentou sobre as possibilidades de interatividade ou alta definição de cada padrão. Parece que há uma tendência para o padrão japonês. O que implica se o Brasil optar pelo padrão do Japão? queria entender sobre as patentes -- poderá produzir no brasil?

E também sobre escala: só existe no japão esse padrào ou algum outro país já aderiu?

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O artigo é bom, mas poderia ser mas detalhado como por exemplo, agumas ilustrações, equipamentos que serão necessários para a recepção deste novo padrão ou seja, se eu vou precisar ou não instalar algum equipamento extra para poder receber o sinal digital, se todas as TVs são ou não compatíveis, os prós e contras, enfim, toda infomação necessária para aqueles que ainda não estão por dentro dessa eminente mudança.

Recado dado.

Abraços!

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Caro Airton,

Tudo ainda é muito novo. Pelas informações que li, se tiver uma TV analógica não precisará comprar outra. Apenas terá que comprar um conversor, que dizem que custará até 30 dólares, para converter o sinal analógico para digital.

Descobri também que a preferência pelo padrão japonês ocorre porque as emissoras de TV ( Globo, Bandeirantes, entre outras) não querem ter concorrência na produção de conteúdo e esse padrão facilita esse monopolismo.

Para entender do que estou falando, o padrão europeu permite transmitir 4 canais em uma única frequência. Isso significa, acredito eu, que um cidadão pode no horário nobre da globo ter duas janelinhas com programas comunitários de ONGs ou universidades, o que pode enfim ampliar e redescobrir o conteúdo televisivo.

Outro fato que pode ser decisivo na hora de Lula decretar o padrão é a patente dos equipamentos que pode permitir a indústria eletroeletrônica produzir qualquer componente necessário para produção da TV digital e assim ter uma balança comercial com resultados mais interessantes. Podemos exportar produtos!

em relação a serviços, a oferta pode ser imensa tanto de melhora de imagem ( padrão americano prioriza a alta definição) como de novos serviços: usar a TV para acessar à web e até o VoIP ( voz sobre IP). Enfim, essa novela promete tanto um final feliz como um péssimo final. tudo depende da escolha desse padrão.

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Ceila, tenho que reconhecer que é notável o seu vasto conhecimento e interesse não apenas por essa nova tecnologia, mas também por informática em geral. Reconheço também minha precipitação quando questionei o fato de não haver mais detalhes sobre o assunto em pauta, pois realmente não adiantaria publicar algo que existe fora de nosso país, como os equipamentos que eu questionei para ser necessário receber o sinal, e quando a tecnologia embarcar em nosso solo, dispor de algo completamente diferente, assim iria comprometer a credibilidade do site, e com certeza não é isso que o autor deseja. Portanto desde já, agradeço o seu esclarecimento e lhe dou boas-vindas a esse fórum, e eu desejo que nossas dúvidas e soluções possam cruzar-se em forma de tópicos espalhados por este vasto fórum.

Mais uma vez, seja bem-vinda!

Abraços!

Ailton.

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Postado Originalmente por sergiosmart@23 de janeiro de 2006, 13:21

:-BEER Gostaria de saber se é prudente comprar tv e antena parabolica neste momento, visto que estou para comprar uma tv de 29 e mandar instalar uma antena parabólica la em casa.... a minha dúvida é se a antena servirá depois com a tv digital? a tv já deve ter monitor hdtv? ou tudo isso poderá ser trasnformado depois para os moldes das transmissões da tv digital no brasil?

olá sergiosmart.

tenho a mesma duvida que voce.

andei pesquisando, mas até agora nada encontrado.

na verdade resolvi englobar todas as informaçoes que tive e agora tirei uma conclusao e vou seguir uma decisão.

e o seguinte:

>> comprar uma parabolica ou não?

minha resposta: não.

>>por quê?

em breve, estaremos recebendo sinal digital. e se este for transmitido de maneira como é transmitido os outros sinais de TV, não ha´ motivo para comprar uma uma parabólica para durar somente 6meses.

acredito que valha a pena esperar.

gostaria que alguem confirmasse essa informaçao pra mim: a transmissao será feita como é atualmente?? receberemos o sinal por antenas comuns??

espero ter ajudado e aguardo resposta.

Boa tarde

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Muito Obrigado, Airton! Fico feliz em poder ajudá-lo e com certeza teremos várias oportunidades em que você me ensinará muito nessa comunidade.

Em relação a compra da antena parabólica, também concordo com a cautela. Não sei se será necessário trocar as antenas, acredito que não porque assim correria o risco da TV digital perder o seu valor (a ideia é por meio da TV oferecer internet ao maior número de pessoas). Quem está disposto a desfazer da sua cara antena parabólica?

Outro motivo que aposto no NÃO é que como não será necessário adquirir novas TVs porque o decodificador ( conversor) será responsável em converter o sinal analógico pelo digital, imagino que não terá reflexo na antena também.

O outro lado

Mas como o padrão tecnológico (americano, japonês ou europeu) que está em discussão é de transmissão pode ser que seja necessário alguma mudança para quem deseja explorar ao máximo os recursos digitais.

E duvido muito que a Tv digital seja resolvida em pleno anao eleitoral... O que vocês acham?

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Será que a a transmissão digital será realmente importante para o cidadão brasileiro? Pois parece partir do fato de que a analógica já está presente na casa de todos os brasileiros, quando isto não corresponde a realidade. Aqui na cidade do Rio de Janeiro, uma metropole nacional, várias áreas da cidade estão excluidas da retransmissora do Alto do Sumaré devido a feição geomorfológica da cidade e vivem na total dependência de antenas parabolicas, para quem pode comprar, e, em que a transmissão digital mudará isto? <_<

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Olha, a TV digital pode MUDAR muito as nossas vidas ou, dependendo da política imposta pelo GOVERNO, pode não significar nada. Descobri que antena também deverá ser mudada, mas somente no futuro bem distante. Imagina-se que daqui uns 10 anos. Isso se o padrào for definido AGORA.

As mudanças da TV digital depende exclusivamente da decisão do Lula. Se ele cumprir com decreto presidencial, que decreta a inclusão digital como um dos objetivos, por exemplo, a tecnologia escolhida deverá viabilizar essa facilidades aos 90 milhões de televisores. Isso não significa acesso à internet via TV amanhã, mas significa acesso à internet via TV algum dia. Agora, vocês acham que as emissoras de Tv vão deixar os espectadores plugados na web ao invés de estar alienados em novelas????????? Internet na TV significa baixa audiência!

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Bom Ceila, correlação a web na TV tenho que concordar em parte em seu ponto de vista, pois realmente uma emissóra de TV jamais iria querer que um telespectador desviasse a sua atenção dos comerciais que patrocinam a sua programação. No entanto, olhando um pouco mais para o futuro, posso prever uma forma dessas emissóras manterem a atenção do telespectador para seus comerciais, basta simplesmente impor que para ter acesso a internet, o usuário deve utilizar o canal de uma emissóra de sua preferência, como uma espécie de provedor, aí então um certo espaço da tela (1/4 por exemplo) seria reservado para Banners de propaganda, onde o telespectador iria obrigatoriamente assistir os comerciais correspondentes aquela emissóra que esta sendo utilizada como provedor, sem atrapalhar por completo a sua navegação.

O que você acha?

Abraços!

Ailton.

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Esse debate sobre a TV digital tem muita cor ideológica e pouca informação real. Todos os padrões têm vantagens e desvantagens que, resumidamente, são: o europeu DVB é o mais difundido, tem os conversores mais baratos e atende os três tipos de transmissão" (alta definição, definição avançada e definição padrão). Em contrapartida, como é gerenciado por um consórcio de 250 entidades de mais de 15 países, é difícil negociar as contrapartidas que o governo brasileiro deseja. Mesmo assim, a Europa ofereceu adquirir televisores montados no Brasil, sem tributação. Tecnicamente, o padrão presentou problemas de recepção de sinais na Inglaterra. O padrão japonês ISDB é o mais flexível, foi eleito o melhor nos testes técnicos das empresas de radiodifusão e é eficaz para TV móvel e portátil, além de transmitir sinais para telefones celulares sem a interferência da operadora de telefonia. É o mais rápido de implantar e permite transmissão multicanais. Em compensação, balança comercial Brasil-Japão é ainda mais fraca em ofertas de contrapartidas comerciais. O americano ATSC é o melhor em possibilidade de contrapartidas comerciais, apresenta bons resultados em consumo de energia e na exibição de alta definição. Por outro lado, é controlado pela Zenith, da sul coreana LG, que não abre mão do pagamento de royalties e tem problemas sérios de recepção, que inclusive tem atrasado a adoção nos Estados Unidos. Tem também o problema de não oferecer a possibilidade de televisão móvel e portátil. Outro aspecto que tem sido debatido é o Brasil criar seu próprio padrão para que possa "dominar tecnologia, não depender dos países desenvolvidos e poder exportar mais". Seria muito bacana isso, se o Brasil tivesse começado a investir no desenvolvimento da tecnologia 15 anos atrás. Como não o fez, se começar agora só terá algo pronto em 2016. Até lá o mundo já terá optado por qualquer um dos padrões existentes e o Brasil vai ficar chupando o dedo com sua tecnologia. Foi exatamente esse o papo que fez o Brasil desenvolver o sistema de cores PAL-M, que não é nem o europeu PAL oiginal, nem o americano/japonês NTSC, e até hoje só existe aqui no Brasil. Com relação aos aspectos comerciais, Helio Costa gosta do padrão japonês porque é rápido de implantar nas emissoras. Furlan gosta do padrão europeu porque dá uma excelente moeda de troca pra ele negociar outras aberturas comerciais. Para a produção de aparelhos de televisão, ainda leva cerca de um ano para adaptar as fabricas. E um aparelho digital vai custar, no mínimo, R$ 1.700. E, sem ele, a possibilidade de receber um monte de canais em casa, para as camadas mais pobres da população terem direito a educação e internet, não existe. O conversor só permite fazer as tvs atuais receberem os sinais dos canais também atuais, e não dos serviços que podem ser criados dentro da tecnologia digital.

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olá Tenho Algumas informações que peguei no site www.teleco.com.br sobre o uso da tv digital...

Como ficam os receptores de TV atuais com a TV Digital?

Inicialmente, enquanto os televisores preparados para a recepção de TV Digital ainda não estiverem em todos os domicílios, será necessário utilizar os seguintes equipamentos, conforme mostra a figura abaixo:

RTVD_Fig1.gif

Antena: será o mesmo tipo de antena usada para TV analógica nas faixas de VHF e UHF.

Conversor para TV Digital: fará a recepção do sinal de TV digital, seleção dos canais e conversão do sinal para uso em televisores convencionais, compatíveis com a TV analógica atual.

Receptor de TV convencional: para apresentação dos programas do canal selecionado. Poderão ser usados tanto os televisores convencionais analógicos, mais comuns e mais baratos, como os televisores convencionais digitais. Continuará sendo possível conectar o recetor de TV à equipamentos de DVD ou conversores de TV a cabo ou satélite como já ocorre hoje.

No futuro deverão ser produzidos receptores de TV que já incorporam o conversor de TV Digital.

Conversor para TV Digital

O conversor, também conhecido como set-top-box ou terminal de acesso, será responsável pela recepção do sinal dos canais de TV digital. Nos modelos iniciais mais simples, ele será composto pelo sintonizador de canais, e pelo processador de vídeo e áudio.

Devido aos vários tipos de televisores existentes, ele deverá ter pelo menos 3 tipos de saídas:

RF, canal 3: sinal de saída compatível com a TV analógica convencional, que poderá ser conectado na entrada da antena da TV convencional e que será recebido no canal 3.

Vídeo: sinal de saída de vídeo, que poderá ser conectado em TV convencionais que tenha esse tipo de entrada disponível.

Áudio: sinal de saída de áudio, que poderá ser conectado em TV convencionais que tenha esse tipo de entrada disponível, ou em aparelhos de som e sistemas de home theater.

Outras funcionalidades de interatividade poderão ser incorporadas em versões posteriores, que permitirão interação local com os usuários ou até interação remota com programas ou facilidades de internet, através de conexões por modem ou acessos de banda larga.

Especidicações do Padrão Brasileiro de TV Digital

O Sistema de TV Digital Terrestre Brasileiro está sendo definido, com base no padrão ISDB-T japonês e terá como base as seguintes características:

Transmissão Padrão japonês ISDB-T

Áudio Dolby 5.1, equivalente aos melhores filmes em DVD

Resolução

de Vídeo HDTV: 1080i (linhas entrelaçadas) e 720p (linhas progressivas) para qualidade de alta definição.

SDTV: 480p (linhas progressivas) para qualidade padrão, equivalentes aos DVD's atuais,

Compressão

Vídeo O padrão japonês adotou o MPEG-2, mas o padrão brasileiro pretende adotar o MPEG 4, que permite transmitir no mesmo canal um programa com qualidade de alta definição (HDTV), informações de interatividade e programas adicionais com qualidade de definição padrão (SDTV).

Dentre as características apresentadas, vale observar que as resoluções de vídeo definidas já levam em consideração as características de apresentação de imagens detalhadas a seguir.

Técnicas de apresentação de imagens

Linha entrelaçadas (do inglês: interlaced): técnica de apresentação de imagens mais antiga, onde são apresentados 2 campos (quadros parciais) sucessivos, o primeiro com as linhas pares e o segundo com as linha limpares, para compor 1 quadro do sinal de vídeo recebido. Como o sinal de TV convencional apresenta 30 quadros por segundo, são necessários 60 campos por segundo para compor as imagens finais. Esta técnica apresenta alguns problemas de qualidade de imagem que se refletem principalmente em imagens de movimento ou com objetos muito pequenos.

Linhas progressivas (do inglês: progressive scan): técnica de apresentação de imagens mais moderna, que faz uso de circuitos mais complexo que melhoram a qualidade das imagens, tanto nas cenas em movimento, como em cenas com objetos muito pequenos, e que tem sido adotada nos equipamentos de apresentação de imagens, tais como televisores ou aparelhos de DVD, e também nos equipamentos de captação de imagens, tais como câmeras amadoras e profissionais.

Devido ao uso da técnica de apresentação de imagens por linhas progressivas, mesmo equipamentos com resolução menor podem ter qualidade igual a equipamentos com melhor resolução que adotam a técnica de linhas entrelaçadas.

Tipos de Receptores de TV

Os tipos principais de TVs existentes atualmente são:

Tubo de Raios Catódicos (CRT)

Usado tanto em computadores como em televisores, são os dispositivos mais antigos, embora tenham evoluído bastante. Sua resolução é medida em número de linhas, e apresentam 480 linhas por quadro, para compatibilidade com os sinal de TV analógica atual.

Possuem resolução compatível com a definição padrão (SDTV), têm brilho, contraste e tempo de apresentação de boa qualidade, mas podem apresentar, no máximo, 480p linhas, se o televisor tiver um circuito progressive scan incorporado.

Apresentam consumo médio de energia e tamanho grande principalmente em telas maiores, fazendo com que os seus gabinetes ocupem bastante espaço devido a profundidade do CRT.

LCD (Liquid Cristal Display)

Adotado inicialmente para computadores, seu uso tem sido difundido para televisores digitais, que normalmente já possuem incorporados também os circuitos progressive scan.

Esses dispositivos podem ter as seguintes resoluções: [480x240] para definição padrão 480i, [640x480, 800x600, 1024x768, 1024x1024] para definição padrão melhorada 480p, [1280x720, 1280x768, 1280x1024, 1366x768, 1440x900] para alta definição 720p, e [1920x1080] para alta definição melhorada 1080p.

Possuem bom brilho, contraste de menor qualidade que os dispositivos de plasma (embora ainda tenham muito espaço para aperfeiçoamentos), e tempo de apresentação de imagens mais lento, compensado por circuitos específicos para esse fim para adequarem-se as imagens de movimento.

Seu consumo de energia é bem inferior aos dispositivos de plasma e o tamanho bem inferior ao dos gabinetes com CRT's, principalmente na sua profundidade. Atualmente existem dispositivos LCD de 15 a 40 polegadas.

Plasma

Seu uso aplica-se principalmente aos televisores digitais de maior porte, que normalmente já possuem incorporados também os circuitos progressive scan.

Esses dispositivos podem ter as seguintes resoluções: [640x480, 852x480, 1024x720, 1024x768, 1024x1024] para definição padrão melhorada 480p, e [1280x768, 1366x768] para alta definição 720p. Possuem bom brilho, contraste e tempo de apresentação de imagens, embora apresentem burn-in (marcas permanentes na tela) elevado, dependendo do uso.

Seu consumo de energia é superior aos dispositivos de LCD e o tamanho, como no caso dos LCD's, é bem inferior ao dos gabinetes com CRT's. Atualmente existem dispositivos de plasma a partir de 42 polegadas, podendo chegar até 70 polegadas.

Retroprojeção

Sua aplicação inicial deu-se em TV's analógicas de grande porte, e hoje existem também dispositivos de retroprojeção digitais. A técnica consiste em ter um "display" interno de pequeno porte que projeta a imagem na tela frontal do televisor.

Estes televisores normalmente possuem incorporados também os circuitos progressive scan. Podem ser encontrados dispositivos com as seguintes resoluções: [1280x720, 1366x768, 1388x788] para alta definição 720p e [1920x1080] para alta definição melhorada 1080p. Possuem bom brilho, contraste e tempo de apresentação de imagens.

Seu consumo de energia é compatível com os dispositivos de LCD e o tamanho é bem superior ao dos gabinetes com LCD's e Plasma. Atualmente existem dispositivos de retroprojeção partir de 40 polegadas, e sua aplicação principal está voltada para TV's de grande porte.

E como fica a TV Aberta via Satélite?

A TV aberta via satélite tem uma configuração parecida com a apresentada anteriormente, ou seja, para ter acesso ao sinal de TV é necessário ter um conversor de acesso por satélite. Esse conversor recebe o sinal do satélite, sintonizando o canal desejado, e depois converte para o sinal de TV analógica compatível como os televisores convencionais.

O padrão de transmissão para a TV digital aberta via satélite ainda se encontra em processo de definição. Entretanto, levando-se em consideração que o processo atual já faz uso de um conversor para receber o sinal de TV analógica, para o caso da recepção de sinal de satélite de TV digital o sistema usará os equipamentos apresentados na figura a seguir:

RTVD_Fig2.gif

Antena Parabólica: deve ser o mesmo tipo de antena usada para recepção de TV analógica convencional;

Conversor para TV Digital: assim como no caso da TV digital terrestre, o conversor de TV digital via satélite fará a recepção do sinal de TV digital, a seleção dos canais e conversão do sinal para uso em televisores convencionais, compatíveis com a TV analógica atual. Os conversores avançados devem ter, além da saída RF - canal 3, as saídas de Vídeo e Áudio digital para os televisores digitais mais avançados, usando padrões compatíveis com a TV digital aberta, ou seja, áudio no formato Dolby 5.1 e vídeo no formato MPEG 4.

TV convencional: deve ser usado para a apresentação dos programas do canal selecionado. Poderão ser usados tanto os televisores convencionais analógicos, mais comuns e mais baratos, como os televisores convencionais digitais.

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Deixa eu entender melhor, para mim "ter" a tv digital em casa, eu precisarei comprar um set top box, e os receptores de canais atuais funcionarão junto com o sinal analógico até 2016, depois dissão vão virar sucata ?? junto com placas de captura pci ??

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Bem estou achando isso uma loucura danada, estou afim que saia essa decisão, mas bem estou afim de me informar sobre onde posso encontrar treinamento para instalação desses kits de conversão e revenda dos aparelhos, tenho uma loja de informatica e quero sair na frente nesse ponto bem se alguem souber de alguma informação ficaria grato.

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Já que é para usufruir toda qualidade da Tv digital teremos que usar Tvs mais consumidoras de energia. Um tv convencional de 29" consome 70w emquando uma mesma tv de tubo em alta resolução consome 150w!!! Por que isso?

Além disto, em todo os lugares leio que as tvs de LCD são bem mais econômicas que as de plasmas. Então por que nas especificações ténicas das Tvs de 42" o consumo de ambas estão entre 240~260W?

O consumo menor do LCD é mito

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Prezado,

O padrão brasileiro esta implementado no middleware Ginga e é baseado no padrão japonês ISDB e já esta sendo disponibilizado.

A programação de conteúdo utiliza a linguagem JAVA.

Para informações quanto a programação (criação) de conteúdo para a TV Digital consulte o site da YouLabs em www.youlabs.com.br .

Na página vocês podem encontrar tutoriais e exemplos de aplicações.

Para informações do modelo brasileiro consulte sbtvd.cpqd.com.br.

A utilização da TV Digital vai ser feita utilizando um aparelho chamado Set-Top-Box. Esse dispositivo ira converter o sinal digital para seu aparelho de TV antigo. Novas televisões podem vir com esse dispositivo integrado.

Vale a pena dar uma conferida nos links indicados.

Att.

Thiago

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Meu tio esta voltando dos EUA e eu gostaria de pedir para ele trazer um conversor digital para mim.

vocês conhecem algum modelo compativel com o padrão brasileiro que esteja à venda em alguma loja nos EUA ?

valeu galera!

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Com advento da tecnologia das Tv´s Digitais, pergunto a vossos amigos:

- Podemos ser atacados nosso equipamento, com vírus por exemplo cavalo de tróia, sabemos que com a TV Digital será possível fazer transferências eletrônicas de valores através dos bancos online???

- Quais os serviços e mecanismo de proteção que serão adotados???

Luiz

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