| Upgrades que valem a pena para computadores de empresas |
| Autor: Gabriel Torres | Data: 29 de junho de 2010 - 19:54 H |
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Publicado originalmente em http://exectweets.com/2010/06/29/business-pc-upgrades-that-pay-off/. Traduzido e republicado com autorização. --- Com tantas ofertas no mercado é complicado para o empresário decidir que computador comprar ou se está na hora de atualizar seu parque de máquinas. A verdade é que até mesmo o “pior” computador vendido hoje é suficientemente potente para rodar aplicações básicas de escritório, ler e escrever e-mails e navegar na internet. Portanto, por que um empresário deveria gastar dinheiro comprando computadores mais potentes, substituindo ou atualizando os computadores antigos da empresa? Em minha opinião, só faz sentido gastar dinheiro com computadores mais potentes se eles realmente aumentarem a produtividade da empresa. Por exemplo, em um escritório típico não faz sentido comprar computadores com placas de vídeo avulsas; placas-mãe com vídeo integrado faz mais sentido e a empresa ainda economiza dinheiro. Poder de processamento, por outro lado, é uma área onde não há uma resposta pronta. Como mencionamos, qualquer processador disponível no mercado hoje é rápido o suficiente para rodar aplicações de escritório. No entanto, se o computador da empresa é mais “lento” do que o computador que o funcionário tem em casa, ele reclamará que seu computador do escritório é “lento”, mesmo que o computador seja adequado ao trabalho desempenhado. Além disso, em algumas empresas a decisão de qual computador comprar é feita pelo departamento de TI, e o profissional responsável por esta decisão pode escolher máquinas mais potentes pela mesma razão (ou seja, não porque os funcionários realmente precisam, mas porque ele acha que tudo o que estiver abaixo do que ele tem em casa é “muito lento”). Claro que o caso é completamente diferente se o usuário trabalha com áreas que realmente precisam de mais poder de processamento e mais núcleos de processamento, como edição de vídeo e renderização 3D. Mas existem alguns upgrades que compensam mais do que comprar um processador mais rápido –a instalação de mais memória RAM é o melhor exemplo. Na verdade, instalar mais memória RAM no micro aumentará o desempenho mais do que se você fosse trocar o processador por outro dentro de uma mesma série (por exemplo, migrar de um Core 2 Duo E7500 que trabalha a 2,93 GHz para um Core 2 Duo E7600 que trabalha a 3,06 GHz) e custará menos. O que acontece é que com mais memória RAM os programas e arquivos podem ser abertos ao mesmo tempo sem que o computador utilize uma técnica chamada memória virtual (arquivo de troca), onde o micro começa a gravar o conteúdo da memória RAM em um arquivo no disco rígido para liberar memória. Toda vez que o computador tem que acessar um dado que está no arquivo de troca ele deve carregar este arquivo novamente na memória e copiar o que está na memória no arquivo de troca. Esta troca é facilmente notada pelo usuário, que sente que o computador ficou mais lento. Portanto a instalação de mais memória reduz a probabilidade do computador acessar o arquivo de troca, aumentando, assim, o desempenho. A segunda melhoria que pode ser considerada é a instalação de um segundo monitor de vídeo no micro. Com um segundo monitor você pode ter programas diferentes abertos ao mesmo tempo em diferentes telas, aumentando assim a produtividade, já que o usuário não precisará minimizar e maximizar janelas o tempo todo. Em outras palavras, um segundo monitor aumenta a produtividade do usuário. Como os preços dos monitores LCD caíram muito nos últimos anos, este é um upgrade que pode valer a pena.
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| O Brasil na luta contra malware |
| Autor: Cláudia Catherine | Data: 17 de junho de 2010 - 23:34 H |
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* Versão editada e modificada do texto original de Diego Pires de Azevedo Gonçalves ("diego_moicano"), moderador do nosso fórum. Vírus de computador estão cada vez mais comuns e, por mais que você tente proteger seu sistema com antivírus, anti-spyware, firewalls, um dia seu computador será infectado. Malware - ou "vírus" - são os vilões de quem navega na Internet. Quando menos se espera o sistema começa a travar, fica mais lento, abre janelas do nada. Você pode ter uma conta de e-mail servindo de spam ou, nos piores casos, ter seus dados bancários roubados. Por trás deste cenário existem entidades internacionais que formam pessoas interessadas em combater essas pragas. São usuários que se dedicam ao estudo do malware e sua remoção com a seguinte premissa: remover qualquer malware com preservação dos dados, ou seja, sem formatação. Uma dessas entidades é a Unified Network of Instructors and Trained Eliminators - UNITE ("Rede Unificada de Instrutores e Eliminadores Treinados", em tradução livre), que reúne pessoas altamente capacitadas e treinadas no estudo e remoção de malware. São voluntários da Internet que fazem parte de fóruns filiados à UNITE, os chamados Analistas de Malware. Esses fóruns possuem área de Remoção de Malware e alguns deles contam com uma área de treinamento especializado para capacitar novos analistas - são as Escolas UNITE, onde há grande participação de desenvolvedores de ferramentas de remoção (programas especializados) e analistas de todo o planeta, criando um ambiente de discussão rico em conteúdo sobre assuntos relacionados a malwares e segurança. A UNITE, depois de uma votação unânime entre seus órgãos colegiados, formalizou o Clube do Hardware como uma de suas escolas. Agora o Brasil conta com mais um fórum cuja formação dos analistas recebe o aval de toda a comunidade internacional. Se você está interessado em fazer parte do treinamento e ser mais um analista, clique aqui para mais informações. Clique aqui para conhecer nosso fórum Remoção de Malware.
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| Ingrês: O anti-marketing |
| Autor: Gabriel Torres | Data: 11 de junho de 2010 - 17:55 H |
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Publicado originalmente em http://exectweets.com/2010/06/11/engrish-the-anti-marketing/. Traduzido e republicado com autorização. --- Como você sabe, componentes de computador são normalmente fabricados na Ásia, principalmente na China e em Taiwan. Embora a qualidade dos produtos tenha aumentado bastante nos últimos anos, ainda existe uma área que precisa ser melhorada e muito: o texto presente na caixa e na documentação dos produtos, muitas vezes escrito em “ingrês”, uma forma da língua inglesa que só faz sentido para quem escreveu o texto. O problema é que marketing é um conceito alienígena para a maioria das empresas chinesas e taiuanesas. Eles não entendem que os consumidores ficarão bravos ao ler uma caixa ou documentação escrita errado e, em alguns casos, deixarão até de comprar produtos deles. Exemplos podem ser encontrados facilmente: “Breakage Invalid” ou “Inválida Quebradura” (em vez de “Void if Broken” ou “Inválida se rompido” no selo de garantia), “As sealed stick was removed, lost or damaged, it shall be out of warranty validity!” ou “Como colada selada foi removida, perdida ou danificada, ela deverá estar fora de validade de garantia!” (na etiqueta da fonte de alimentação), “Overclocking at 600 W continuously” ou “Overclock a 600 W continuamente” (na caixa da fonte de alimentação; o correto seria a palavra “Overload” ou “Sobrecarga”, já que você só pode fazer overclock naquilo que tem sinal de clock), e “World’s First AMD 880G Chipset Motherboard Supports Unlock CPU Core” ou “A primeira placa-mãe chipset AMD 880G do mundo suporta núcleo de processador destravado” na caixa de uma placa-mãe. Eu pessoalmente conversei com vários fabricantes dos EUA sobre este assunto e eles foram unânimes em dizer que o problema é a sede da empresa na Ásia, que acha que só porque eles têm alguém nos EUA esta pessoa consegue escrever inglês perfeito (pode ser um asiático que trabalha apenas com outros asiáticos e que mal fala ou escreve em inglês), ou é muito mão-de-vaca para contratar um falante nativo para revisar o texto (contratar alguém para revisar a caixa, o manual e o produto em si é muito barato), ou quando o escritório nos EUA aponta que o que está escrito não faz sentido, eles respondem dizendo “mas isto é o que está escrito em chinês”. Algumas pessoas simplesmente não entendem que tradução não pode ser literal. O melhor exemplo é quando os fabricantes decidem ter um manual em vários idiomas. Para economizar dinheiro os alguns fabricantes usam tradutores on-line e aí o estrago está feito. O melhor exemplo é a palavra “driver” como em “device driver” (driver de dispositivo, em português). Em outros contextos “driver” significa motorista. Como você pode adivinhar, alguns tradutores on-line convertem “device driver” como “motorista de dispositivo”, fazendo do manual do produto uma revista de comédia. Outro exemplo que vimos ontem foi o uso do termo (em português) “processador pacote 1156” na caixa de uma placa-mãe (o fabricante traduziu “package” como “pacote” em vez de “soquete” ou “pinagem”). Sem falar que às vezes o manual do produto é totalmente inútil, mesmo que esteja gramaticalmente impecável. Alguns manuais não trazem qualquer informação útil. Tente encontrar alguma informação sobre uma opção obscura no setup da sua placa-mãe (“BIOS”) e o manual simplesmente repetirá o nome da opção. Aqui está uma explicação do que o manual da placa-mãe disse sobre a opção “Vdroop Control”: “This item is used to select the VDroop control mode” (“Este item é usado para selecionar o modo de controle VDroop”. Por favor me diga algo que eu não saiba!
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| Invenções Bizarras – Parte 11 |
| Autor: Gabriel Torres | Data: 03 de junho de 2010 - 21:50 H |
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A minha única diversão em aviões dentro dos EUA é a revista SkyMall. É impressionante. Vejamos os últimos lançamentos. - Kit para ensinar o seu gato a fazer suas necessidades no vaso sanitário: se funciona ou não ou não sei, mas que é bizarro isto é com certeza!
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- Graminha com pequeno hidrante para seu cachorro fazer suas necessidades na varanda do seu apartamento. Opcionalmente o hidrante pode ainda esguichar água para limpar o “negócio” deixado pelo Totó. Só me diz uma coisa: onde é que os líquidos vão parar? O anúncio não explica.
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- Lifting de pobre: você se mumifica com uma máscara de borracha e o produto promete que seu corpo vai passar a segurar as pelancas depois do “treinamento”. A modelo deve ter se arrependido de ter aceito este trabalho, não é não?
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- E é claro, nenhuma seleção da SkyMall está completa sem ela, a Design Toscão, digo, Toscano. Depois de ter lançado uma estátua em tamanho real do abominável homem das neves e de uma estátua de um zumbi saindo das catacumbas, esta empresa nos presenteia com uma estátua de uma girafa de 2,40 m de altura para você colocar no seu jardim. De uma utilidade incrível.
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Perdeu nossas seleções anteriores? Clique aqui.
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| SEO implementado |
| Autor: Gabriel Torres | Data: 28 de maio de 2010 - 19:43 H |
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Acabamos de adicionar o recurso SEO (otimização para ferramentas de busca) em nossas URLs, por isso elas estão agora usando um formato diferente. O formato antigo continua válido. Só para vocês saberem.
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| NVIDIA rompe relações com o Clube do Hardware (Problema Resolvido!) |
| Autor: Gabriel Torres | Data: 28 de maio de 2010 - 13:34 H |
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Atualizado em 02/06/2010: A NVIDIA me ligou hoje para conversar sobre esta situação. Parece que foi uma confusão interna dentro da NVIDIA e não um rompimento "oficial". Basicamente eu estava listado no sistema da NVIDIA como sendo parte da América Latina e desta forma a NVIDIA EUA estava pensando que eu estava lidando com o pessoal da NVIDIA no Brasil. Enquanto isso, o pessoal da NVIDIA do Brasil, por eu morar nos EUA, estava pensando que a NVIDIA EUA estava em contato comigo. Aparentemente este problema foi resolvido (eu expliquei que devo ser contactado pela NVIDIA EUA e não pela NVIDIA Brasil). Em relação à GeForce GTX 465, eles explicaram que eles não entraram em contato com nenhuma mídia diretamente em relação a este lançamento, eles estão deixando isso para os parceiros deles. Porque eu erroneamente assumi que a NVIDIA estava enviando placas e dando suporte diretamente a outros sites, eu pensei que estava sendo deixado para trás. A EVGA nos enviou uma GeForce GTX 465 e a NVIDIA nos deu o suporte necessário para melhorarmos nossa metodologia de testes para incluir testes com jogos DirectX 11. Em breve estaremos postando um teste da GeForce GTX 465. Eu estou mantendo esta entrada no blog por motivos históricos. Eu também estou adicionando explicações dadas pela NVIDIA abaixo. Gostaria de agradecer a todos pelo apoio dado e também à NVIDIA, que me ligou para resolver o problema e pediu para ligá-los sempre em que eu me sentir excluído para resolver o problema antes que vire uma bola de neve. No final das contas, parece que tudo foi um grande mal-entendido e falta de comunicação. Vira e mexe algum fabricante corta relações com a gente. Em geral isso ocorre porque mantemos uma postura firme em nome da imparcialidade. Por exemplo, a ASROCK cortou relações conosco em 2003 porque publicamos testes negativos de produtos deles (finalmente agora, em 2010, parece que eles caíram na real e voltaram a colaborar conosco). Pois é, tem fabricante que é assim, só querem ver testes positivos, mesmo quando o produto é uma porcaria. E o pior, fica pedindo para que a gente tire os testes negativos do ar, numa de esconder a verdade do público. Nós inclusive sabemos de alguns sites que quando o teste não é positivo eles não publicam para não perderem o relacionamento com o fabricante. Fala sério... Por isso que eu particularmente não confio em sites que só publicam testes positivos e só falam coisas boas de todos os fabricantes. Outro caso similar foi o da ASUS, que durante anos nos boicotou, mas finalmente descobrimos que o problema não era a ASUS enquanto empresa, mas sim seu representante no Brasil, que além de extremamente arrogante e anti-profissional, ainda foi envolvido no escândalo de contrabando da Nave Informática. Tão logo eu me mudei para os EUA e passei a lidar diretamente com o escritório da ASUS por aqui esse problema foi rapidamente resolvido. E mais um exemplo, só para vocês entenderem quão comum é este problema, é a Intel, que durante anos nos boicotou porque a orientação da Intel Brasil era dar suporte somente à mídia impressa e ignorar mídia on-line. Isso mudou quando houve uma mudança na diretoria da Intel em 2003, quando o novo diretor (uma pessoa com a cabeça muito mais aberta, diga-se de passagem) entrou em contato conosco e mudou esta situação. Mas foi logo este diretor trocar de posição na Intel que a política anterior retornou. Atualmente não temos mais suporte da Intel Brasil, mas como estou nos EUA tenho suporte da Intel EUA que nos ajuda de maneira esplêndida (e é por isso que conseguimos publicar testes dos últimos processadores da Intel na data de lançamento). A única coisa chata com isso é que eles não convidam mais o Cássio para ir ao IDF e com isso nós temos de bancar essa viagem do nosso próprio bolso. A bola da vez é a NVIDIA. Após publicarmos um teste – sem qualquer suporte da parte deles, veja bem – eles reclamaram que não falamos do CUDA nem do PhysX. Respondi que não iríamos testar isso pois não achávamos que era relevante para o usuário comum, bem como normalmente não re-testamos produtos. Eu acho engraçado, a gente tem que rebolar para conseguir material para testes porque a NVIDIA não nos ajuda e quando publicamos um teste eles reclamam? Se eles tivessem nos dado qualquer suporte e até mesmo conversado conosco esclarecendo o porque eles achavam que comentar esses recursos seria interessante para o usuário comum não ficaríamos tão chateados. Após esta troca de e-mails eles simplesmente nos colocaram na lista negra deles e deixamos de ser convidados para apresentações dos últimos produtos e saímos da lista de sites que recebem produtos antes do lançamento e também deixamos de ter qualquer tipo de suporte. Qualquer e-mail que eu envio à NVIDIA perguntando qualquer coisa é solenemente ignorado. Atualizado 02/06/2010: De acordo com a NVIDIA eles não têm uma lista negra. Como explicado, eles acharam que nós estávamos sendo atendidos por uma equipe enquanto que nós não estávamos. A impressão que eu tenho é que eles acham que o Clube do Hardware é um site pequeno. Com 20 milhões de pageviews e 7,5 milhões de visitantes por mês, nós somos maiores do que a maioria dos sites americanos. Posto isto aqui para explicar o porque não cobrimos o lançamento da arquitetura Fermi (não fomos convidados para a palestra) nem tampouco fizemos qualquer teste com as placas DirectX 11 deles (não nos enviaram produtos, mesmo após pedirmos várias vezes). Isso também explica porque temos testado mais produtos da AMD/ATI e a nossa área de testes de placas de vídeo tem andado bem devagar. Atualizado 02/06/2010: De acordo com a NVIDIA a apresentação da arquitetura Fermi foi feita para "membros selecionados da imprensa". Eles não explicaram como alguém entra nesta lista. Curiosamente aparentemente pelo o que eu li a AMD/ATI reconquistou uma grande participação de mercado, pois aparentemente a arquitetura Fermi decepcionou. Portanto, aparentemente a filosofia da NVIDIA é a seguinte: “se você não falar o que a gente quer que você fale, a gente não te dará mais apoio”. Impressionante como tem fabricantes que tentam controlar o que a mídia publica a respeito deles e tentam fazer uma “lavagem cerebral” nos jornalistas. Infelizmente há muitas publicações que se submetem a este tipo de coisa. Nós sempre estaremos do lado da imparcialidade. Se um fabricante nos dá restrições sobre o que podemos ou não falar, preferimos não trabalhar mais com este fabricante. A imprensa precisa ser livre. Atualizado 02/06/2010: Mais uma vez, a NVIDIA diz que não tem nenhum lista negra. O parágrafo acima foi escrito assumingo que nós estávamos em uma lista negra. Nesta próxima segunda-feira a NVIDIA vai lançar a GeForce GTX 465. Como eu não assinei qualquer NDA e como eu não estou recebendo qualquer tipo de apoio, vai aqui as especificações básicas: 352 processadores, 44 unidades de textura, clock de 607 MHz, clock dos processadores de 1.215 MHz e clock da memória de 802 MHz (2.206 MHz QDR). A placa terá 1 GB de memória GDDR5 com interface de 256 bits. Obviamente não iremos publicar um teste desta placa no lançamento, já que a NVIDIA está “andando” para a gente. Atualizado 02/06/2010: Nós recebemos uma GeForce GTX 465 da EVGA e nós estaremos postando este teste em breve. Portanto, qualquer reclamação do porque não estamos testando a placa “A” ou “B” da NVIDIA, por favor, entre em contato com a NVIDIA e não conosco. Atualizado em 01/06/2010: A NVIDIA Brasil está respondendo aos usuários que estão entrando em contato com eles via Twitter dizendo que nunca romperam o relacionamento com a gente, que na verdade eles ficaram "perdidos" por conta da minha mudança para os EUA (ver aqui, aqui e aqui). Engraçado. Então porque eles ignoram todos os meus e-mails? E porque eles não entram em contato comigo? Eles têm meu e-mail e o nosso Twitter. O que queremos é receber material para testes na mesma data em que eles enviarem para sites grandes (Anandtech, Tom's Hardware, etc), não queremos ficar para trás ou sermos tratados como mídia de segunda linha. Atualizado em 02/06/2010: Nós resolvemos o problema com a NVIDIA e esperamos que tudo corra bem entre entre a gente de agora em diante. Obs: o problema foi resolvido diretamente com a NVIDIA EUA.
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| Inmetro talvez vá regular o mercado de fontes de alimentação |
| Autor: Gabriel Torres | Data: 11 de maio de 2010 - 20:39 H |
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Troquei alguns e-mails com o Inmetro ontem, eles ainda estão em uma etapa bem preliminar, de coleta de informações, mas eles estão verificando a possibilidade de eles passarem a regulamentar o mercado de fontes de alimentação no Brasil. Torço para que isso realmente se concretize, e fico feliz em saber que se eles levarem esta ideia adiante foi por estímulo nosso.
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| Telefone Móvel do Elvis Presley |
| Autor: Gabriel Torres | Data: 11 de maio de 2010 - 20:20 H |
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Nerd que é nerd se fixa em cada coisa... Duas semanas atrás eu tirei férias (finalmente) e fui à Memphis (Tennessee) visitar Graceland, a mansão onde Elvis Presley morava. O que eu achei mais interessante por lá, além de uma escrivaninha com um tape-deck de oito canais embutido, foi o telefone móvel do rei. Veja, esse telefone móvel é pré-celular, conectando-se a apenas uma estação de rádio. Saca o naipe do bicho abaixo. A propósito, "TCB" era ao mesmo tempo a "logomarca" do rei e o nome que ele deu à sua banda, significando "Taking Care of Business". Ele também criou um pingente "TLC" (Tender Loving Care) para dar às esposas e namoradas dos membros de sua banda.  clique para ampliar
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| Acrônimos e Abreviações: Bobas! Feias! Perigosas! |
| Autor: Gabriel Torres | Data: 10 de maio de 2010 - 14:37 H |
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Publicado originalmente em http://exectweets.com/2010/05/10/acronyms/. Traduzido e republicado com autorização. --- Por alguma razão, as pessoas da área de informática adoram usar acrônimos e abreviações. Hoje nós daremos uma olhada nos piores deles. Primeiro, nós gostaríamos de esclarecer que acrônimo e abreviação não são a mesma coisa, embora muita gente chame (erroneamente) qualquer abreviação de “acrônimo”. Acrônimo é uma abreviação que forma uma nova palavra (ou seja, ela não é “soletrada”). Exemplos clássicos de acrônimos são “laser” (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation ou Amplificação de Luz por Emissão Estimulada de Radiação) e “scuba” (Self-Contained Underwater Breathing Apparatus ou Aparelho de Respiração Subaquática Autocontido) – pessoas usam essas palavras mesmo sem saber que elas são na verdade uma abreviação. Desta forma, “USB” (Universal Serial Bus ou Barramento Universal Serial) é uma abreviação, não um acrônimo (já que a pronuncia soletrando-a). Acrônimos e abreviações podem ser criadas de duas maneiras: sendo realmente a abreviação de algo, ou sofrendo processo de “engenharia reversa”, normalmente feita pelo pessoal de marketing. Um dos melhores exemplos de quão estúpidos podem ser os acrônimos de engenharia reversa é o Apple Lisa, coincidentemente um dos maiores fiascos da indústria dos computadores (que eu falei sobre no último artigo). O Lisa recebeu este nome porque Steve Jobs queria homenagear sua filha. Então a Apple contratou uma empresa de consultoria para substituir os nomes “Lisa” e “Macintosh” (antes que eles fossem lançados), dando origem ao termo “Local Integrated Software Architecture ou Arquitetura de Software Integrada Local” – que instantaneamente tornou-se piada entre os engenheiros e desenvolvedores da Apple, que logo passaram chamar “Lisa: Invented Stupid Acronym” (“Lisa: Acrônimo Estúpido Inventado”) e “Let’s Invent Some Acronym” (“Vamos Inventar Algum Acrônimo”). Alguns acrônimos podem inclusive se tornar grandes teorias conspiratórias. O nome do computador de 2001: Uma odisséia no espaço, HAL 9000, significa “Heuristically programmed ALgorithmic computer” (“Computador Algorítmico Heuristicamente Programado”), mas muita gente especula se na verdade não seria uma propaganda subliminar da IBM, já cada letra de “HAL” é exatamente uma letra antes das letras “IBM”. A minha preferida, no entanto, é WYSIWYG (What You See Is What You Get, ou O que Você Vê é o que Você Obtém), que eu tenho problema para pronunciá-la até hoje. Trata-se de uma interface com o usuário onde você pode ver o documento na tela exatamente como ele será impresso. Hoje WYSIWYG é lugar-comum, mas durante os anos 1980 a maioria dos computadores não tinha este tipo de interface, impossibilitando você de ver na tela caracteres em negrito ou itálico e nem mesmo caracteres acentuados, por exemplo (pergunte a alguém que usou o WordStar para DOS ou CP/M o sacrifício que era usar um processador de textos). Em alguns casos, as empresas mudam nomes de departamentos inteiros porque a abreviação não é muito boa. Na Hewlett-Packard (que é obviamente mais conhecida como HP), eles tiveram de mudar o nome de seu Response Center Technology Lab (Laboratório Central de Resposta Tecnológica) para simplesmente Response Center Lab (Laboratório Central de Resposta) porque a abreviação do primeiro era RCTL, que lembrava “rectal” (“retal”). Por isso ao criar um nome para uma tecnologia, departamento ou até mesmo um produto que seja muito longo, lembre-se que as pessoas irão abreviá-lo, e você deve corrigir o problema antes que seja muito tarde – caso contrário você acabará sendo motivo de piada no mercado. Basta perguntar ao pessoal da conferência Montreal Internationalized Software Testing (“MOIST”, em bom português, “molhadinha”). Assim como HP e IBM, alguns nomes de empresa também são abreviações. Você sabia, por exemplo, que LG significa Lucky Goldstar (estrela dourada sortuda)? Nesta categoria os piores nomes em minha opinião são MGE (“Manufacturer of Good Electronics” ou “Fabricante de Bons Aparelhos Eletrônicos”) e SITI (“SImply Terrific Integrated circuits” ou “Circuitos Integrados Simplesmente Sensacionais”). Você deve realmente tomar muito cuidado na hora de decidir o nome da sua empresa com várias letras ou até mesmo ao significado que você está dando à abreviação ou acrônimo! E o ganhador é... PUMCODOXPURSACOMLOPOLAR (Pulse Modulated Coherent Doppler-Effect X-Band Pulse-Repetition Synthetic-Array Pulse Compression Side Lobe Planar Array). Putz grila!
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| Mais exemplos de grandes produtos que não sobreviveram |
| Autor: Gabriel Torres | Data: 21 de abril de 2010 - 14:38 H |
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Publicado originalmente em http://exectweets.com/2010/04/21/failures/. Traduzido e republicado com autorização. --- Clique aqui para ler a parte anterior. Vejamos hoje mais alguns exemplos de grandes produtos que não sobreviveram – e o porque. O primeiro computador pessoal com interface gráfica com o usuário (GUI) e mouse – o Apple Lisa – foi lançado em 1983 e foi um grande fiasco. O motivo? Seu preço exorbitante: US$ 9.995 (US$ 21.250 em dinheiro de hoje – ai!). A solução? Enterrar no meio do deserto as unidades do Lisa que não foram vendidas para ter direito a uma dedução no imposto de renda. A propósito, a maioria das pessoas pensa que o Macintosh foi derivado do Lisa, mas isso não é verdade. Ambos compartilhavam os mesmos conceitos básicos como interface gráfica com o usuário e o mouse, mas eles funcionavam de maneira diferente (por exemplo, o Lisa tinha recursos de proteção de memória e multitarefa cooperativa, recursos esses que só foram adicionados ao Macintosh anos depois). Uma segunda versão, chamada Lisa 2, foi lançada em 1984 custando metade do preço. Em 1985 a Apple decidiu renomear o computador Lisa 2/10 (o número após a barra indica a capacidade do disco rígido, em MB) para Macintosh XL e reduziu o preço para US$ 4.000 (US$ 7.870 em dinheiro de hoje), e este modelo em particular foi apelidado de “hackintosh”, porque ele tinha que executar um emulador chamado MacWorks XL para rodar aplicativos do Mac, já que internamente ele ainda era um Lisa. Você já viu um LaserDisc (LD)? Ele foi a primeira mídia óptica para armazenar filmes, lançada em 1978 (sim, 1978). O disco tinha o mesmo tamanho de um disco de vinil de 30 cm e, embora popular na Ásia, não ganhou popularidade no resto do mundo (claro que ele era o sonho de consumo dos videófilos durante os anos 80). Existem várias razões para isso: o disco era muito grande e era suscetível a arranhões; cada disco poderia armazenar apenas 30 minutos (em modo “standard play”) ou 60 minutos (em modo “extended play”, que não permitia pausa ou exibição em câmera lenta) por lado, e você tinha que virá-lo manualmente no meio do filme (aparelhos que poderiam automaticamente mover a cabeça óptica foram lançados depois); por causa da capacidade relativamente baixa de cada disco, um único filme poderia ser armazenado em dois ou mais discos; tanto o aparelho quanto o disco eram muito mais caros do que outros formatos para vídeo doméstico, como o VHS (o primeiro aparelho da Pioneer, lançado em 1980, custava US$ 750 – US$ 1.925 em dinheiro de hoje); e, especialmente nos EUA, havia uma confusão entre o LaserDisc e o CED (Capacitance Electronic Disc), um formato inferior onde as informações de áudio e vídeo eram gravadas em discos de vinil (eca!), porque ambos foram genericamente chamados “Videodisc”. Um aspecto tecnológico importante do LaserDisc é que, diferentemente dos DVDs, o vídeo era armazenado em formato analógico, não digital. O áudio poderia ser armazenado em formato analógico ou digital. Como legado o LaserDisc deixou algumas ideias que foram adotadas nos DVDs, como trilhas de áudio adicionais para comentários e a divisão do filme em capítulos. E o que dizer da fita cassete digital (DCC, Digital Compact Cassette)? Lançada em 1992, aparelhos DCC poderiam tocar fitas cassete analógicas e a nova fita digital. Os produtos concorrentes da época foram o MiniDisc (MD) e o Digital Audio Tape (DAT). Enquanto as fitas DAT tinham uma legião de seguidores – especialmente na indústria de áudio profissional, já que armazenava áudio descompactado, ou seja, com qualidade de CD ou melhor – o DCC nunca vingou. Ele usava um mecanismo de compressão chamado PASC (assim como os MDs, que utilizam um mecanismo de compressão chamado ATRAC), portanto a qualidade de áudio, embora melhor do que a mídia analógica, tecnicamente não era igual ao CD (assim como acontece com o MP3 de hoje). Em teoria parecia uma ótima ideia lançar um formato de fita digital compatível com fitas cassetes antigas. A Phillips matou o DCC em 1996, em parte porque eles não conseguiram iniciar uma campanha de marketing forte o suficiente para fazer com que os consumidores abraçassem o novo formato, isso porque as pessoas que estavam procurando por uma mídia digital para usar em casa estavam mais interessadas no MiniDisc e em seu tempo de acesso mais rápido (como o DCC era uma fita, você precisaria esperar um pouco para ouvir a trilha selecionada, além de ter lados A e B, assim como uma fita cassete comum).
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