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Decidir qual metodologia usar quando testamos peças de hardware como placas de vídeo, processadores e placas-mãe é sempre uma tarefa árdua. Não importa qual metodologia a gente decida usar sempre haverá usuários reclamando que nós deveríamos ter usado esta ou aquela peça, que a gente deveria ter incluido este ou aquele programa e por aí vai. Há vários motivos técnicos envolvendo a escolha de componentes e programas para testes de desempenho; esta escolha não é aleatória e também não é baseada em “usamos estes componentes porque eram os únicos componentes que tínhamos aqui em nosso laboratório”. Sempre que decidimos atualizar nossos procedimentos de testes nós gastamos uma grana violenta comprando novos componentes e programas. Como nós em breve voltaremos a testar placas de vídeo topo de linha – finalmente! – nós decidimos explicar todos os motivos por trás da escolha de cada componente usado no sistema de testes. O principal objetivo de testes de placas de vídeo é verificar qual é o desempenho máximo que a placa pode fornecer. Se instalarmos uma placa de vídeo topo de linha em um micro de baixo custo ou mesmo em um micro intermediário, o sistema pode limitar o desempenho máximo que a placa de vídeo pode fornecer, porque o processador, as memórias e/ou o disco rígido pode estar limitando o desempenho (isto ocorre porque se a placa de vídeo for mais rápida do que os demais componentes ela terá de esperar por dados vindos desses componentes reduzindo, desta forma, o desempenho; nós queremos um sistema onde os dados estão disponíveis tão logo a placa de vídeo necessite dos mesmos). Além disso como placas de vídeo topo de linha são caras, acreditamos que um usuário que compra uma irá instalá-la em um micro topo de linha. É possível que existam usuários que comprem placas de vídeo topo de linha para instalar em PCs populares, mas em nossa opinião não faz sentido testar uma placa de vídeo topo de linha em um micro “popular” porque, como explicamos, o sistema estará limitando o desempenho máximo da placa de vídeo. Portanto nós tentamos montar o sistema mais topo de linha possível, isto é, o processador mais rápido, as memórias mais rápidas e o disco rígido mais rápido que pudéssemos comprar. Sabemos que o nosso sistema de testes está longe de ser um PC típico, mas pelo menos sabemos com certeza que nenhum componente do nosso sistema está limitando o desempenho máximo que a placa de vídeo por fornecer. Nós listamos abaixo todos os componentes que estaremos usando em nossos testes de placas de vídeo topo de linha, com uma pequena explicação do porque escolhemos cada componente e quanto cada componente custa nos EUA. - Processador: Core 2 Extreme QX9770 (3,2 GHz, FSB de 1.600 MHz, 12 MB de memória cache L2). Como explicamos nós queríamos o processador mais rápido do mercado para garantir que ele não estaria limitando o desempenho da placa de vídeo. Esta criança custa US$ 1.470 nos EUA.
- Memórias: Kit Crucial Ballistix PC3-16000 de 2 GB (BL2KIT12864BE2009). Nós queríamos as memórias mais rápidas do Mercado e estas memórias DDR3 da Crucial rodam a 2.000 MHz com temporização 9-9-9-28 e são compatíveis com o padrão EPP da nVidia. O maior problema é o seu preço, US$ 500, nos EUA, o que nos impediu de montar um sistema com 4 GB em vez de “apenas” 2 GB.
- Placa-mãe: EVGA nForce 790i Ultra SLI. Nós escolhemos esta placa-mãe porque ela é compatível com o nosso processador, é baseada no PCI Express 2.0 e faz nossas memórias rodarem a 2.000 MHz sem nenhuma configuração extra. Ela custa US$ 350 nos EUA.
- Disco rígido: Western Digital VelociRaptor WD3000GLFS (300 GB, SATA-300, 10.000 rpm, 16 MB de cache). Nós queríamos um disco rígido de alto desempenho e um modelo de 10.000 rpm nos pareceu ser a escolha certa. Ele custa US$ 300 nos EUA.
- Monitor de vídeo: Samsung SyncMaster 305T (LCD, 30”, 2560x1600). Nós queríamos um monitor capaz de gerar a resolução de 2560x1600 e este modelo da Samsung era a nossa melhor opção. Nós poderíamos ter comprado um monitor CRT, que é bem mais barato, mas queríamos um monitor que não tomasse muito espaço em nossa bancada de testes. Ele custa US$ 1.230 nos EUA. Note que não compramos este monitor por causa do seu tamanho de tela (30”) mas sim por causa da sua resolução máxima. Há monitores maiores mais baratos, mas eles possuem uma resolução menor.
- Fonte de alimentação: OCZ EliteXStream 1.000 W. Sabemos que 1.000 W é um exagero, mas queríamos ter certeza que não teríamos nenhum problema de alimentação. Custa US$ 250 nos EUA.
Estamos falando, portanto, em um sistema que custa US$ 4.100 nos EUA (fora o custo das placas de vídeo). Mas pelo menos a maioria das peças nós recebemos dos fabricantes acima, que patrocinam o Clube do Hardware – só tivemos de comprar mesmo o monitor de vídeo e o disco rígido. Mas mesmo com essas doações nós tivemos de investir US$ 1.530 (mais frete).
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