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Tenho um Sempron 2400+ em uma placa-mãe PCChips M863 e gostaria de elevar o clock do processador de 1,6 GHz para cerca de 2 GHz para conseguir jogar games mais recentes. Será que isso é possível?
Sinceramente, o overclock poderá deixar o seu micro um pouco mais rápido, mas não resolverá o seu problema. O motivo é que a sua placa-mãe tem vídeo on-board baseado no chipset SiS 741, que é de baixíssimo desempenho. Esta sua configuração não serve para rodar jogos. Se você quer jogar, a solução é instalar uma placa de vídeo avulsa. Recomendamos uma GeForce FX 5200 (de preferência compre o modelo de 128 bits), que é uma placa de vídeo que apresenta excelente relação custo/benefício para quem não quer gastar muito dinheiro turbinando um micro com vídeo on-board.
É possível fazer um overclock em um processador Athlon XP 2000+ para "transformá-lo" em um Athlon XP 2400+? Se isto for possível, há risco de se danificar o processador? Minha placa mãe é uma ASUS A7S333.
Overclock é uma técnica em que sempre há o risco de se queimar algum componente do micro, em especial o próprio processador. Esta técnica também anula a garantia do fabricante ou loja que montou o micro. De acordo com testes que realizamos em laboratório, em processadores da AMD em geral é possível aumentar o clock interno do processador entre 8% e 13%. Para isto, você deve entrar no setup da sua placa-mãe (pressione a tecla Del durante a contagem de memória) e aumentar o clock externo do processador. No caso específico da ASUS A7S333, isto é feito através do menu Advanced. Mude a opção CPU Speed para "Manual" e aumente o clock externo do processador em "CPU/PCI Frequency". Você deve ir aumentando o clock aos poucos e vendo se a sua máquina continua funcionando bem com o novo clock. Caso a máquina comece a travar, isto é, apresentar erros, baixe o clock.
O que é overclock e para que serve?
Overclock é a técnica de se configurar um processador para rodar a um clock acima do especificado. Por exemplo, pegar um processador que normalmente rode a 1000 MHz e colocá-lo para rodar a 1100 MHz. A grande vantagem de se fazer um overclock é que aumenta-se o desempenho da máquina sem gastar nenhum tostão. A desvantagem é que esse procedimento diminui a vida útil do processador e pode até queimá-lo, sendo uma técnica que não é oficialmente aconselhada pelos fabricantes de hardware.
Tenho um Pentium II-400 modelo In-a-Box, instalado em uma placa-mãe ASUS P2B. Gostaria de fazer um overclock neste processador com esta placa. Será possível elevar a velocidade do processador para até 480 MHz (ou algo parecido) com essa placa?
O overclock é uma técnica que nem sempre funciona. Dessa forma, é impossível determinar de antemão se o overclock irá funcionar ou não, ou, ainda, determinar a freqüência máxima de operação do processador usando essa técnica. Dessa forma, só mesmo testando para saber o quanto o seu processador agüentará de overclock. Lembramos que o overclock diminui a vida útil do processador e a sua garantia não cobre a queima do processador em decorrência de overclock.
É possível fazer overclock em um processador 486DX2-66?
Desde o processador 486DX2 os processadores trabalham com um esquema chamado multiplicação de clock, que faz com que o processador trabalhe internamente a uma freqüência de operação maior que o meio externo. Por exemplo, para que o processador Pentium-200 trabalhe internamente a 200 MHz, ele multiplica o clock externo de 66,6 MHz por 3. Existem dois tipos de overclock: o da freqüência de operação externa do processador (no caso desse Pentium-200, aumentar sua freqüência externa para 75 MHz, por exemplo) e o do fator de multiplicação do processador (ou seja, aumentar a taxa de multiplicação do clock externo). No caso do overclock da freqüência externa, basta aumentar a freqüência externa do processador através dos jumpers de configuração da placa-mãe. Já o overclock da multiplicação de clock é possível porque existem nos processadores Pentium e superiores alguns pinos que configuram a multiplicação de clock. Ou seja, você pode comandar o processador a multiplicar o clock externo por uma taxa maior, modificando alguns jumpers da placa-mãe. No caso do 486, ele possui uma multiplicação de clock fixa, ou seja, o seu multiplicador é pré-configurado internamente e não há como modificar isso. Ou seja, não há como fazer com que um 486DX2 multiplique o clock acima de 2x (essa é a taxa de multiplicação desse processador). Entretanto, você pode experimentar aumentar a freqüência de operação externa, caso sua placa-mãe permita. Por exemplo, você pode tentar aumentar a freqüência externa de um 486DX2-50 ou de um 486DX4-75 de 25 MHz para 33 MHz, fazendo com que esses processadores passem a trabalhar a 66 MHz e 100 MHz, respectivamente. No caso do seu 486DX2-66 você poderá aumentar sua freqüência de operação externa de 33 MHz para 40 MHz, fazendo com que ele passe a trabalhar internamente a 80 MHz. Entretanto, nem todas as placas-mãe para 486 possuem configuração para trabalhar a 40 MHz. Em todo caso, é bom lembrar que não há garantia alguma que o overclock funcione, pois você estará forçando o processador a trabalhar acima de suas especificações.
Tenho uma placa ASUS-P2B e um Pentium II 300 MHz. Posso configurar minha placa-mãe para 3x 100 MHz?
Você comprou uma excelente placa-mãe, mas se esqueceu que o Pentium II até o modelo de 333 MHz só trabalha externamente a 66 MHz (para trabalhar a 300 MHz, o Pentium II-300 pega a freqüência externa de 66 MHz e multiplica por 4,5x). Forçar o seu processador a trabalhar com uma freqüência externa maior (ou seja, trocar de 66 MHz para 100 MHz) pode não funcionar. Esse processo é chamado overclock e não há qualquer garantia que funcione - justamente por isso que a Intel não documenta como fazer o overclock. Experimente por sua própria conta e risco. Oficialemente, o Pentium II só trabalha externamente a 100 MHz a partir do Pentim II 350 MHz
Por curiosidade ajustei os jumpers da minha placa-mãe para reconhecer um Pentium MMX-166 como um Pentium MMX-200 e, até o momento, não tive nenhum problema com a máquina. Isto pode provocar algum defeito ou queima do processador? Estou tendo algum ganho de velocidade?
Este procedimento que você executou chama-se overclock, ou seja, fazer o processador trabalhar com uma freqüência de operação interna maior que a normal. Às vezes este processo funciona, como parece ser o seu caso. No entanto alguns erros podem ocorrer, como "travamentos" e "resets" aleatórios, além de excesso de erros de Falha Geral de Proteção ("GPF", no Windows 95 aparece como "Este programa executou uma operação ilegal e será fechado"). No seu caso, esse procedimento não provoca nenhum defeito ou queima do processador. Além disto, você está tendo um ganho real de performance, pois o seu processador, apesar de ser um Pentium MMX-166, está trabalhando como se fosse um Pentium MMX-200.
Como fazer overclock em um Pentium 120 MHz?
O processo de se fazer o processador trabalhar com uma freqüência de operação acima da sua freqüência de operação padrão chama-se overclock. Não é sempre que o overclock funciona. Em seu caso, há um detalhe interessante e importante: o processador de seu micro é um Pentium-120. O Pentium-120 trabalha externamente a 60 MHz e não a 66 MHz como ocorre em outros processadores como o Pentium-133, Pentium-166 e Pentium-200. Com isto, a taxa de transferência de seu barramento local é de apenas 480 MB/s, 10% mais lento que o barramento local utilizado por processadores de 66 MHz, onde a taxa de transferência fica em torno de 528 MB/s. Portanto, o overclock mais interessante para o seu caso é configurar a placa-mãe a trabalhar a 66 MHz e não mais a 60 MHz. Com isto, o seu processador trabalhará como se fosse um Pentium-133. É importante frisar que pode ser que esta configuração não funcione em seu micro, já que o êxito do overclock é um dado aleatório.
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