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Brasil Defende Nova Gestão Para a Internet

4 posts neste tópico

Economia - O ESTADO DE S. PAULO - Terça-feira, 23 de Novembro de 2004.

Brasil Defende Nova Gestão Para a Internet

País inicia lobby na ONU para acabar com monopólio dos EUA sobre a rede mundial

Jamil Chade

GENEBRA - O Brasil inicia hoje seu lobby diplomático pela democratização da gestão da internet no mundo. A partir de hoje, a ONU reúne pela primeira vez 40 personalidades de vários países para tentar definir o futuro da rede mundial de computadores. O grupo foi formado em parte por causa da pressão feita pelo Brasil e outros países emergentes para que a gestão da internet fosse debatida pela comunidade internacional. O debate já foi iniciado durante a ###pula Mundial da Informação da ONU, realizada no ano passado. Mas os países não conseguiram chegar a um consenso sobre o tema.

De um lado, Brasil, China e outros países emergentes defendiam o fim do monopólio americano sobre a tecnologia, sugerindo a criação de uma nova estrutura que pudesse reunir governos e entidades privadas. De outro lado, o governo americano argumentava que multilateralizar a internet poderia torná-la menos eficaz e inibir seu atual ritmo de crescimento.

A internet é controlada hoje pela ICANN, entidade com base nos EUA, que tem a função de administrar a rede. Apesar de se dizer autônoma, a ICANN é obra do Departamento de Comércio americano e sua relação com Washington é motivo de suspeitas entre os países emergentes. Esse países argumentam que a entidade acaba tendo o poder de controlar quem pode ficar sem internet do dia para noite. A ICANN afirma que se tornará completamente independente do governo americano a partir de 2006, quando passar a ser administrada por empresas privadas, o que também não satisfaz o Brasil.

Na avaliação que será apresentada hoje por Brasília, um grupo multilateral deve ser criado para decidir de forma conjunta cada medida técnica e política sobre a internet. A dúvida, porém, será como implementar um modelo que seja simultaneamente democrático e eficiente entre diferentes burocracias. Outra dúvida é como adotar um modelo que possibilite a participação de países como a China ou o Irã, que atualmente não permitem que seus cidadãos tenham acesso a todas as informações contidas na internet. O grupo terá até julho de 2005 para chegar a uma conclusão.

* Noticia supra é fiel à íntegra publicada no jornal, com nome da Fonte, Autor Original e Link para acesso ao veículo inseridos no corpo da mensagem.

ABS.,

ATT., :joia:

OFAJ.

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Por mais dominante que o EUA seja neste aspecto concordo que os brasileiros não tenham o controle da rede. Explico; O brasileiro complica as coisas, querem atitudes de 1º mundo mas com verba de 3º mundo, isto não funciona, somente nesta situação é que concordo com isso. Tudo menos brasileiros.

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Postado Originalmente por ofaj@24 nov 2004, 11:46

durante a ###pula Mundial da Informação da ONU, realizada no ano passado.

É completamente off-topic, mas o corretor ortográfico está cada vez mais severo heim ?!?!?

Mas voltando ao tópico, eu acho sim que a internet deve ser mais democrática. Não com a participação do Brasil, que no momento não tem condições para entrar numa gestão dessas. E além disso, os americanos tem mais é que concordar. Alguns políticos americanos não defendem a "democratização" da Amazônia ?? Então... é o mesmo raciocínio deles... :tantan:

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Postado Originalmente por Satoru@24 nov 2004, 19:25

[...] Alguns políticos americanos não defendem a "democratização" da Amazônia ??  [...]

Em um debate numa Universidade americana, Cristóvam Buarque, ex-governador de Brasília, foi perguntado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. Quem perguntou disse que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta "Fantástica" de Cristóvam Buarque:

"Como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se sob uma ética humanista, a amazônia deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar que esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Neste momento, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos Estados Unidos. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os Estados Unidos querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos Estados Unidos. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os candidatos a presidência dos Estados Unidos tem defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de comer e de ir a escola. Internacionalizemos as crianças tratando todas elas como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro, ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, ou que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!"

Uma resposta dessa é para "Lavar a alma" dos brasileiros, além de valer por muitas aulas gente!

ABS.,

ATT., :joia:

OFAJ.

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