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Professor da USP combate uso precoce do computador

20 posts neste tópico

Vida& - O ESTADO DE S. PAULO - Domingo, 28 de Novembro de 2004.

Professor combate uso precoce do computador

Para Valdemar Setzer, da USP, é preciso barrar a tecnologia na rotina das crianças.

Felipe Werneck

RIO - "Deixe as crianças serem infantis: não lhes permita o acesso a TV, joguinhos eletrônicos e computadores!" O alerta está no site do professor da Universidade de São Paulo (USP) Valdemar Setzer, de 64 anos. Titular do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP, ele defende que o computador seja utilizado somente a partir dos 17 anos. Mas admite que isso hoje é "meio utópico".

Contra o Uso de Computadores por Crianças e Jovens é o título de um dos artigos de Setzer, doutor em engenharia. "Cheguei há muito tempo à conclusão de que o pensamento abstrato forçado pelo computador prejudica os jovens até 16, 17 anos, forçando-os a usarem uma linguagem e um tipo de pensamento que é totalmente inadequado para crianças e jovens antes de terem uma maturidade intelectual adequada."

A Escola de Educação Infantil Jardim Michaelis, no Catete, zona sul do Rio, é a única na cidade a adotar a pedagogia Waldorf, introduzida pelo austríaco Rudolf Steiner em 1919, na Alemanha, que critica o uso precoce da tecnologia e é difundida no Brasil por especialistas como Setzer. Ali, não há computadores nem TV.

Os dias são preenchidos com atividades artísticas e artesanais. As crianças não usam uniformes, brincam com bonecos confeccionados por elas, sobem na árvore plantada por professores no quintal, ouvem em rodas histórias do folclore nacional, lancham só pratos naturais - feitos com a ajuda delas a partir de receitas dos pais - e fazem teatro de marionetes com cirandas e poesia. E não conhecem as músicas da Xuxa.

A Michaelis existe há 11 anos e tem hoje 22 crianças - de 2 a 6 anos -matriculadas. Todos os cargos - de diretores a secretárias - são preenchidos por professores ou pais de alunos, numa espécie de autogestão oficialmente sem fins lucrativos. A mensalidade custa R$ 530. A escola não alfabetiza - normalmente, isso ocorre aos 5 anos, mas a pedagogia Waldorf recomenda somente na 1.ª série do ensino fundamental.

"A base é deixar que a criança brinque por si, com o mínimo possível de estímulo externo. É importante que não haja interferência no desenvolvimento, o que não significa falta de limites, pautados sempre na autoridade amorosa do professor. Assim, elas podem criar recursos próprios", diz a orientadora pedagógica da escola, Rosa Fantini.

Para a professora Nina Domingues, brinquedos manufaturados limitam a fantasia. Elas elogiam as idéias de Setzer. "Ele fala radicalmente da tendência de hoje de deixar a criança passiva. Nossa proposta é olhar a individualidade de cada uma e fazer com que desabroche. Por isso temos um grupo pequeno", diz Rosa.

"A gente tenta preservá-las, mas não somos contra o computador e, sim, contra o uso precoce. É um pouco como se você tivesse tirando a saúde da criança ao exigir muita concentração. Também não usamos elementos da mídia, não tem Mickey nem Superpoderosas. Tem de equilibrar, isso limita a capacidade criativa", afirma Nina. "O que o computador preenche de maneira mecânica, a gente tenta preencher de maneira humana. É difícil colocar que há seriedade, não é uma coisa inventada como tendência, mas temos uma linha pedagógica, baseada em Steiner. No início alguns pais acham esquisito, mas depois percebem que os filhos adquirem um brincar mais tranqüilo, fantasia maior e se sentem acolhidos."

Setzer é categórico: "Não existe pesquisa científica que mostre os benefícios do uso do computador como ferramenta didática ou de lazer na infância. Você pensa que usa o computador, mas freqüentemente é ele que usa você. Em qualquer uso o computador força um raciocínio matemático restrito, lógico-simbólico, e o jovem tem de ter uma maturidade muito grande para se controlar."

Ele diz que imaginação e criatividade não se medem. Portanto, é difícil para alguns acreditar nas teorias. Para Setzer, a dificuldade de aprendizado seria uma das conseqüências. "Quase todo mundo acha uma maravilha o filho usar o computador, mas não sabe que a aceleração da intelectualidade é altamente prejudicial."

MARKETING

É quase um pregador no deserto. Atualmente, a maioria das escolas não só adota desde cedo o computador como tenta atrair alunos com o marketing do uso das máquinas. No Centro Educacional da Lagoa (CEL), na zona sul do Rio, por exemplo, com mil alunos matriculados no ensino fundamental, crianças de 3 anos já usam computadores nas salas.

"Preferimos que desde o jardim haja familiarização com as máquinas. Durante todo o ensino fundamental eles têm aulas formais de informática. É uma cadeira que é cobrada como aula formal a partir da C.A. (classe de alfabetização)", afirma George Cardoso, diretor pedagógico do CEL. "O George (ele usa a terceira pessoa para se referir a si próprio) é capaz de concordar com essas idéias (de Setzer), mas temos de nos adaptar à sociedade em que vivemos. Se a escola ficar fora disso, está fora do tempo, vai prestar um desserviço à família. Mas é claro que a gente estimula o uso da biblioteca, que o computador não seja a coisa principal na vida delas."

A coordenadora psicopedagógica de educação infantil da Escola Sá Pereira, no Humaitá, zona sul, Paula Lacombe, adota o bom senso: "Não temos nada teorizado, a prática foi nos mostrando aos poucos. Usamos computadores só a partir da alfabetização e não para que a criança aprenda programas, mas como ferramenta de apoio às pesquisas."

Para ela, a máquina não dá possibilidade de interação, e a escola prioriza atividades voltadas para o coletivo. "Não há nada mais limitador do que aprender sozinho, sem espaço de socialização, sem troca." Paula diz que a escola ainda não definiu se deve manter laboratórios ou instalar computadores em algumas salas, apenas para facilitar pesquisas, nunca para aulas de informática. A discussão parece não ter fim.

Setzer não deixou os quatro filhos terem acesso a computadores na infância. Hoje, um deles, de 32 anos, é diretor da Oracle, uma das principais fabricantes de software do mundo. Para ele, isso prova que o acesso não precisa ser precoce para que o adulto use a máquina - até profissionalmente. "Sempre digo que, uma vez, um amigo comprou o computador mais potente para o filho. Tirou da caixa e ele nem quis saber da máquina. Preferiu brincar com a caixa." Autor de Meios Eletrônicos e a Educação: uma Visão Alternativa (Ed. Escrituras), Setzer tem um site (http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/) com seus artigos.

* Noticia supra é fiel à íntegra publicada no jornal, com nome da Fonte, Autor Original e Link para acesso ao veículo inseridos no corpo do tópico.

ABS.,

ATT., :joia:

OFAJ.

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O problema hoje é que os computadores são muito evoluido, no tempo do amiga comodore é que realmente se aprendia as coisas, hoje o interesse maior e em games, orkut, blog.

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esse cara é meu herói!!

aonde tá aquela piazada q c juntava pra jogar bola, a miniana q ia pulá amarelinha, pulá corda, brincá de boneca...

podem me chamar de doido mas eu (apesar de trabalhar com informática e estar cursando engenharia) acho que a evolução tecnológia é o câncer do mundo e deveria haver SIM um país ou um continente onde parecesse que o tempo não passou dos anos 80!

flwzs!

ps: bons tempos aqueles hein...

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" O alerta está no site do professor da Universidade de São Paulo (USP) Valdemar Setzer, de 64 anos. Titular do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP, ele defende que o computador seja utilizado somente a partir dos 17 anos. Mas admite que isso hoje é "meio utópico".

O medo do Professor está na falta de relacionamento humano que acarreta o uso contínuo de uma máquina a despeito de "ciranda cirandinha", "pega-pega", etc. mas não discordando completamente, é possível sim, de maneira regrada (determinando horários) encontrar apoio didático, estímulos proprios para a idade e lazer-entretenimento para as crianças em um computador.

A vida de uma criança deve ser regrada, isso sim, ela deve acostumar-se desde cedo às rotinas e aos vários ritmos que a vida lhe imporá, caso contrario sera um adulto atrasado e inseguro.

O caso de o filho de um professor de computação da USP ser um diretor da Oracle não abona sua tese, eu mesmo contrataria um filho de um professor da USP com a garantia de que ele teria acessoria do pai ou iria pra rua no instante seguinte.

"A gente tenta preservá-las, mas não somos contra o computador e, sim, contra o uso precoce. É um pouco como se você tivesse tirando a saúde da criança ao exigir muita concentração. Também não usamos elementos da mídia, não tem Mickey nem Superpoderosas. Tem de equilibrar, isso limita a capacidade criativa", afirma Nina. "O que o computador preenche de maneira mecânica, a gente tenta preencher de maneira humana. É difícil colocar que há seriedade, não é uma coisa inventada como tendência, mas temos uma linha pedagógica, baseada em Steiner. No início alguns pais acham esquisito, mas depois percebem que os filhos adquirem um brincar mais tranqüilo, fantasia maior e se sentem acolhidos."

Superproteção! isso até funciona pra preencher os tempos dos Papais ricos e seus filhinhos, mas se algum Papai classe média que tem que trabalhar de verdade, puder deixar um preenchimento melhor, mesmo mecânico, com e-mail, câmera e "amiguinhos virtuais" isso é errado?

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Discordo em parte desse cara, mexo com computador desde os 6 anos de idade, hoje estou com 15. Posso dizer com absoluta certeza que o computador não atrapalhou em nada no meu aprendizado, pelo contrário, só ajudou.

O único problema é que isto me fez um GEEK, nem gosto muito de sair de casa, prefiro o PC. :rolleyes:

Olhando por este lado ele está certo, mas não precisa ser tão radical a ponto de não permitir computador até 17 anos. :wacko:

O problema hoje é que os computadores são muito evoluido, no tempo do amiga comodore é que realmente se aprendia as coisas, hoje o interesse maior e em games, orkut, blog.

Hoje em dia pode ser, mas na minha infância... Que saudade daqueles 486... Nem jogava nada, preferia aprender a mexer no Windows, DOS... Só com uns 10 anos que comecei a jogar mesmo, mesmo assim nunca gostei de blogs, mirc e etc...

Na minha opinião tem que ter PC sim, isto ajuda no desenvolvimento da criança, mas sem exageros como no meu caso...

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Postado Originalmente por CyberFOX@29 nov 2004, 10:16

"podem me chamar de doido mas eu (apesar de trabalhar com informática e estar cursando engenharia) acho que a evolução tecnológia é o câncer do mundo e deveria haver SIM um país ou um continente onde parecesse que o tempo não passou dos anos 80!"

:huh: Não você não é :tantan: , mas está na área errada!

Contei isso pra IA do meu computador e ela ficou muito sentida :cry: , e mandou te dizer q o verdadeiro cancer está na própria humanidade e suas guerras e crimes, que é errado dar drogas, armas e iniciar precocemente no sexo e outras banalidades, coisas contrárias aos q realmente valorizam a cultura.

E outra, 500 pilas pra meu filho viver vida de natureba? e psi, squi, sei lá o que de nome de fresco, aqui não! :angry:

:bandeira:

Não preparo gente pra assumir postos de "fachadas" e sim pra serem humanos de verdade, esse mundo está nojento e tem gente que ainda se ilude com "diretor disso ou daquilo", as pessoas deveriam assumir os papeis de quase divindades ao invés de se rebaixarem a nome disso título daquilo, poeira é o que são, assoprou-se um grão de areia na ampulheta do tempo e já não existem mais...

:devil:

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Eu só acho que mexer no PC mas fazer uma atividade física é o canal para uma convivência pacífica. Nos próximos anos teremos um avanço na parte de interatividade homem/máquina, diminuindo os problemas causados pelo uso inadequado.

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Companheiros Foristas,

A célebre frase "Um país se faz com homens e com livros", do imortal escritor Monteiro Lobato, face o teor dos posts existentes neste tópico, encontra-se desatualizada, devendo ser acréscida de outros adjetivos.

ABS.,

ATT., :joia:

OFAJ.

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Naturalmente que aparecerão sempre estudos a contrariar os avanços tecnológicos e a sua utilização em determinadas circunstâncias.

Como facilmente compreenderemos é absolutamente subjetivo e parcial o dizer-se que "Você pensa que usa o computador, mas freqüentemente é ele que usa você. Em qualquer uso o computador força um raciocínio matemático restrito, lógico-simbólico, e o jovem tem de ter uma maturidade muito grande para se controlar."

O computador não existe por si só... os benefícios ou prejuízos do seu uso dependem, essencialmente, do software que nele se vai utilizar. E, essencialmente, no seu uso com peso, conta e medida. Em vez desses radicalismos, o esforço dos investigadores deve incidir num aspecto completamente diferente: Preparar os técnicos (educadores de infância e professores) para utilizarem o computador como instrumento de aprendizagem e de desenvolvimento.

"Quase todo mundo acha uma maravilha o filho usar o computador, mas não sabe que a aceleração da intelectualidade é altamente prejudicial."

A intelectualidade como valor absoluto não existe nem se acelera. Podem ou não aproveitar-se melhor ou pior os diversos tipos de inteligência de cada indivíduo (tecnológica, linguística, emocional, etc...). É no equilíbrio entre os diversos tipos de inteligência que está o segredo de um desenvolvimento harmónico. Eu coloco essa questão doutra maneira: O grande problema de alguns países é que atrasam o desenvolvimento intelectual das suas crianças por falta de condições, por falta de formação, por falta de material adequado, etc.. Raramente um indivíduo é prejudicado por ser inteligente. Normalmente é secundarizado precisamente pela razão contrária! :rolleyes:

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#O_mascara#, gostaria apenas de cumprimentá-lo pela redação do post anterior, elaborada de forma concisa e pragmática, expressando de uma melhor forma o que outros foristas já vinham afirmando.

ABS.,

ATT., :joia:

OFAJ.

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Bom, o que tenho a considerar quanto a questão é de não se dar jogos com conteúdo violento antes de 17 anos. Mas cada um com sua opnião.

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Postado Originalmente por Nickboco@29 nov 2004, 18:23

Bom, o que tenho a considerar quanto a questão é de não se dar jogos com conteúdo violento antes de 17 anos. Mas cada um com sua opnião.

Nickboco,

Neste importante ponto levantado (Jogos Violentos), todos haverão de convir que violência através de jogos ou mediante qualquer outra ação que culmine no mesmo mal, são extremamente prejudiciais ao desenvolvimento de qualquer pessoa, principalmente na faixa etária em debate neste tópico.

ABS.,

ATT.,

OFAJ.

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Simplesmente ridículo os argumentos desse cara...

"Cheguei há muito tempo à conclusão de que o pensamento abstrato forçado pelo computador prejudica os jovens até 16, 17 anos, forçando-os a usarem uma linguagem e um tipo de pensamento que é totalmente inadequado para crianças e jovens antes de terem uma maturidade intelectual adequada."

Ou seja, é pra deixar as crianças retardadas mesmo?? Acho que esse cara passa uma tremenda vergonha quando vê seus sobrinhos/sobrinhas dando de 10 a zero nesse "doutor" quando usa o micro.

Usar o computador é tão complexo quanto aprender uma nova linguagem! Se você não aprende desde cedo, UM ABRAÇO!!

E não conhecem as músicas da Xuxa.

Pelo menos um ponto bom da didática! :bandeira:

Também não usamos elementos da mídia, não tem Mickey nem Superpoderosas. Tem de equilibrar, isso limita a capacidade criativa

É! Mas do nada não sai nada (duh!) A criança tem que ter um ponto de partida, que seja então as meninas Superpoderosas, ou o Mickey... Não vejo problema nenhum nisso.

Setzer não deixou os quatro filhos terem acesso a computadores na infância. Hoje, um deles, de 32 anos, é diretor da Oracle, uma das principais fabricantes de software do mundo. Para ele, isso prova que o acesso não precisa ser precoce para que o adulto use a máquina - até profissionalmente.

E diretor tem que entender dos programas? E, será que ele sabe usar BEM o computador?

Tude bem, o uso precoce não é "estritamente necessário". Mas que ajuda, ajuda...

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Postado Originalmente por ofaj@29 nov 2004, 01:24

[...]

Setzer não deixou os quatro filhos terem acesso a computadores na infância. Hoje, um deles, de 32 anos, é diretor da Oracle, uma das principais fabricantes de software do mundo. Para ele, isso prova que o acesso não precisa ser precoce para que o adulto use a máquina - até profissionalmente. "Sempre digo que, uma vez, um amigo comprou o computador mais potente para o filho. Tirou da caixa e ele nem quis saber da máquina. Preferiu brincar com a caixa." Autor de Meios Eletrônicos e a Educação: uma Visão Alternativa (Ed. Escrituras), Setzer tem um site (http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/) com seus artigos.

[...]

Companheiros Foristas,

Para iniciar um melhor entendimento do trabalho professor Valdemar Setzer, em espeícifico, sobre o tema presente na reportagem inicial deste tópico, acessei o site do professor da Universidade de São Paulo - USP / http://www.ime.usp.br/~vwsetzer - onde localizei outros artigos correlacionados. Um dos pontos obscuros na reportagem do 'Estado' foi sobre o uso da internet. No artigo disposto AQUI ele explora melhor este ponto, vejam:

[...] Para finalizar, quero abordar o mais recente ataque às crianças e aos jovens: a rede Internet. Senhores e senhoras, Internet não é para crianças e jovens. Ela exige uma maturidade fantástica, pois senão o seu usuario vai perder uma enormidade de tempo navegando indisciplinadamente (aliás, o computador induz indisciplina mental, mas não tenho espaço para discorrer sobre esse terrível problema educacional) por águas muitas vezes sujas e que não levam a lugar nenhum. A quantidade de coisas inúteis e porcaria na Internet ultrapassa qualquer imaginação de poluição mental. Crianças jamais deveriam ser deixadas sozinhas usando a rede, pois há um perigo imenso delas entrarem em contato com coisas impróprias para sua idade. Não me refiro somente à violência (como fabricar bombas terroristas) e pornografia (inclusive troca de mensagens interativas com pessoas inescrupulosas). Um inocente texto científico explicando o problema dos buracos de ozônio pode ser altamente prejudicial, se a criança não tem maturidade intelectual e emocional e nem base para compreendê-lo. Os leitores dirão: "mas isso já acontecia com livros e revistas." Sim, só que aí a atração não é tão grande e os pais e professores podem exercer o necessário controle, que desaparece quando a criança ou jovem é deixado a sós com seu computador. [...]

Ele diz em outros trechos que "O ensino libertário permitido pelo computador é uma aberração educacional, altamente prejudicial às crianças", inclusive, que o uso do computador na infância é uma "aberração do ponto de vista educacional".

Sem mais para o momento,

ABS.,

ATT., :joia:

OFAJ.

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Postado Originalmente por ofaj@30 nov 2004, 09:47

[...] Para finalizar, quero abordar o mais recente ataque às crianças e aos jovens: a rede Internet. Senhores e senhoras, Internet não é para crianças e jovens. Ela exige uma maturidade fantástica, pois senão o seu usuario vai perder uma enormidade de tempo navegando indisciplinadamente (aliás, o computador induz indisciplina mental, mas não tenho espaço para discorrer sobre esse terrível problema educacional) por águas muitas vezes sujas e que não levam a lugar nenhum.

Pois continuo a dizer, esse cara se afundou mais ainda...

Esse cara não conhece o Google, além do mais, duvido que saiba usar bem a internet.

A quantidade de coisas inúteis e porcaria na Internet ultrapassa qualquer imaginação de poluição mental.

Acho que esse cara mora numa bolha de plástico

Crianças jamais deveriam ser deixadas sozinhas usando a rede, pois há um perigo imenso delas entrarem em contato com coisas impróprias para sua idade. Não me refiro somente à violência (como fabricar bombas terroristas) e pornografia (inclusive troca de mensagens interativas com pessoas inescrupulosas).

Sinto muito, mas isso faz parte da vida e do aprendizado.

Um inocente texto científico explicando o problema dos buracos de ozônio pode ser altamente prejudicial, se a criança não tem maturidade intelectual e emocional e nem base para compreendê-lo.

:muro: É, isso ele NUNCA vai conseguir entender mesmo.

Deixe me entender uma coisa... :huh:

Meninas superpoderosas e Mickey - :naonao:

Texto sobre buraco na camada de ozônio - :devil:

Deixar a criança alienada sobre fatos da vida e sobre as duras realidades do mundo - :joia:

Aff!!!

Os leitores dirão: "mas isso já acontecia com livros e revistas." Sim, só que aí a atração não é tão grande e os pais e professores podem exercer o necessário controle, que desaparece quando a criança ou jovem é deixado a sós com seu computador. [...]

AH, então quer dizer que as crianças não gostam de ler revistas? E que se deve esconder as Superinteressantes da casa já que elas são "altamente prejudiciais as crianças" é isso??

Ele diz em outros trechos que "O ensino libertário permitido pelo computador é uma aberração educacional, altamente prejudicial às crianças", inclusive, que o uso do computador na infância é uma "aberração do ponto de vista educacional".

Deixe me reescrever isso:

O computador em excesso pode causar prejuízos, mas sabendo usar (isto é, COISA QUE ESSE "DOUTOR" não sabe :chateado: NENHUMA) pode ser uma ferramenta fantástica...

Infelizmente o "proibir o uso do computador" é só o topo do Iceberg dessa teoria maluca desse cara.

Edit: Entrei no site desse cara (um primor de estilo e uso do HTML) e me deparei com a seguinte pérola...

Let children be childish

:stupid:

Para quem não entendeu... (dict.org)

Webster's Revised Unabridged Dictionary (1913) [web1913]

Childish \Child"ish\, a.

  1. Of, pertaining to, befitting, or resembling, a child.

      ``Childish innocence.'' --Macaulay.

  2. Puerile; trifling; weak.

  Note: Childish, as applied to persons who are grown up, is in

        a disparaging sense; as, a childish temper.

Na verdade essa frase ficou com uma conotação horrível...

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É um assunto complicado. É óbvio que não é bom que uma criança, desde pequena, perca hora na frente de um computador, deixando de brincar com outras crianças, subir em árvores, etc.

Mas proibir, impedir que a criança conheça a tecnologia até os 17 anos, isso é absurdo. Esse cara é engenheiro, não sabe do que está falando, se ele fosse educador ou psicólogo, até vá lá.

Crianças e computadores são uma excelente combinação, DESDE QUE NÃO HAJA EXAGEROS. Aí entra a atenção dos pais, que devem estar monitorando tudo (de preferência participando) e que possam filtrar a navegação, etc. Ninguém pode achar que seria benéfico uma criança pequena acessar sem querer sites com violência ou pornografia.

Limite e bom senso acima de tudo. Eu tenho um filho que recém fez 3 anos e às vezes ele fica brincando de digitar no word, mas não mais de 15 minutos por dia.

Quanto ele aprender a ler e escrever (acho que falta pouco) vou montar um computador para ele, mas mesmo que o computador fique no quarto dele, vou armar um esquema para eu poder desligar tudo às 21:30h. Depois desse horário, criança tem é que dormir.

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Postado Originalmente por Rafael Coelho@30 nov 2004, 10:55

[...] Eu tenho um filho que recém fez 3 anos e às vezes ele fica brincando de digitar no word, mas não mais de 15 minutos por dia. [...]

Acho interessante analisar e receber posts dando conta do que os "Pais" tem a dizer sobre este assunto, tendo em vista que, na verdade, temos participações de foristas que são "Filhos" de uma geração que, por numerosas vezes, não foi ou é ligada em "computador", ou seja "Geek's" com pais formados sob a teoria educacional disposta pelo professor Valdemar Setzer. Ademais, os "Papais" e "Mamães" enxergam este assunto sob uma ótica direfente dos jovens solteiros e sem filhos que - acredito eu - são maioria no Fórum do Clube do Hardware .

ABS.,

ATT., :joia:

OFAJ.

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Companheiros Foristas, o texto adiante é auto-explicativo;

Ao ler nesta semana uma reportagem no jornal "O Estado de S. Paulo", cujo teor é de interesse de todos jovens e adultos, tratei logo de disponibilizá-la no "Fórum do Clube do Hardware" - o maior fórum desta linha em todo país - para que os companheiros foristas se inteirassem e dessem seus respectivos entendimentos frente ao assunto. O Tópico é um dos mais frequentados e de maior participação nos últimos dias. Caso queira acessá-lo com objetivo de participar ou só ler sobre as mensagens dispostas, basta clicar no seguinte link: http://forum.clubedohardware.com.br/index....0entry1020425

RE: Convite / Mensagem.

Oi, Osvaldo,

Obrigado pelo interesse. Infelizmente há anos não participo de grupos de discussão na Internet, pois sem eles já recebo mais de 200 e-mails por dia. Além disso, tendo a levar qualquer discussão a sério, e isso me faz perder muito tempo nesses grupos. Mas estou disposto a responder questões relevantes levantadas no grupo, e que me forem enacaminhadas. Porém, eu pediria que, antes de discutir, os participantes lessem meus artigos em meu "site" e o livro citado na reportagem (Meios Eletrônicos e Educação - uma Visão Alternativa, da Ed. Escrituras), para se inteirarem dos detalhes de minhas idéias.

Valdemar W. Setzer - Dept. of Computer Science, University of São Paulo

ABS.,

ATT., :joia:

OFAJ.

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Companheiros Foristas,

Aos membros que tiveram interesse e participação frente ao conteúdo disposto neste tópico, informo que constam novas e interessantes informações correlacionadas nos seguintes tópicos e/ou posts: "Pais devem checar conteúdo dos jogos" e "Crianças, jogando cada vez mais cedo"

ABS.,

ATT., :joia:

OFAJ.

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vocês perceberam que sempre tem um velho :zoio: querendo cortar a alegria dos jovens, seja nos videos games, nas brincadeiras de rua e etc :sne: deixem as crianças se divertirem!!! que mal faz a uma criança jogar 1 hora aquele jogo do mickey seja em qualquer console, daqui a pouco esse professor vai querer proibir as crianças de irem aos parques de diversões!................... :tantan:

<_< O negócio se torna prejudicial quando passa de 5 horas, aí sim, toma o brinquedo do menino!.....agora acabar de vez é mardade :devil:

:bored: Computador pra criança, só se for sem internet, pois fica fácil delas entrarem num mundo BIZARRO :zoio: , se é que vocês me entenderam. :ahh:

Qualquer atividade em excesso é prejudicial!!! inclusive, proibir em excesso também!!!!

Fumar em excesso dá CANCER!!!

Beber em excesso dá CIRROSE!!!

Estudar em excesso dá Pós-Doutorado em Boston :ahh:

Jogar em excesso dá .....depende do jogo, são tantos pra se jogar, hehehehe :palmas:

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