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Microsoft Critica a Política Industrial

3 posts neste tópico

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Economia - O ESTADO DE S. PAULO - Domingo, 28 de Novembro de 2004.

Microsoft Critica a Política Industrial

Na visão da empresa, falta muito para se criar um pólo de exportação de software, como pretende o governo Lula

Renato Cruz

As condições de mercado existentes hoje não habilitam o Brasil a se tornar um grande exportador de software, um dos objetivos da política industrial anunciada em março pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esta é a visão da americana Microsoft, maior empresa de software do mundo, para quem existe muito a ser feito. "Ainda não estamos vendo resultados", afirma o presidente da empresa no Brasil, Emilio Umeoka, que já participou de várias reuniões com representantes do governo sobre o assunto.

"O Brasil poderia se especializar em nichos nos quais já tem centros de excelência, como o software embarcado, usado em equipamentos como celulares", opina Umeoka. Ele cita, como exemplo, o trabalho do professor Silvio Meira no Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), que desenvolve sistemas adotados por telefones móveis da Motorola em todo o mundo. "Se as empresas brasileiras tentassem competir no modelo da Índia, não teriam muito sucesso."

Com cerca de US$ 10 bilhões em exportações de software por ano, a Índia é vista por grandes companhias globais, Microsoft incluída, como o destino número um para a terceirização em tecnologia. O principal produto de exportação são serviços executados por mão-de-obra barata e bem educada, e não produtos. A posição que o país ocupa hoje se deve, em grande parte, a uma política governamental iniciada há mais de 15 anos.

O Brasil, por outro lado, exporta entre US$ 130 milhões e US$ 140 milhões de software por ano, o mesmo que o Uruguai. "O que mostra que existe alguma coisa de errada com o Brasil", afirma Umeoka.

A empresa tem mais de 15 mil parceiros no Brasil, incluindo revendas, prestadores de serviço, integradores e desenvolvedores, o que dá a ela uma boa visibilidade sobre as dificuldades enfrentadas pelas empresas brasileiras de software. "O problema não é capacitação técnica", diz Umeoka. Ele apontou como grandes entraves a administração, a certificação e o crédito.

No caso da administração, existe uma grande dificuldade de as pequenas empresas se manterem no mercado e crescerem porque o empreendedor, muitas vezes, é um ótimo técnico, mas desconhece o que é preciso fazer para manter sua empresa no mercado.

A certificação, principalmente a chamada Capability Maturity Model (CMM), é essencial para exportar. O diretor de Estratégia.Net da Microsoft, Marcos Pinedo, aponta que existem somente 25 certificadas num universo de mais de 10 mil empresas de software existentes no Brasil. Na Índia, 75% das companhias são certificadas.

Por fim, os produtores brasileiros de software precisam ter acesso a linhas de crédito com custos competitivos às que têm acesso seus concorrentes internacionais, sem o obstáculo da ausência de bens materiais para serem oferecidos como garantia. Afinal, uma empresa de software são essencialmente pessoas.

INCLUSÃO

O governo discute com a indústria de informática o projeto PC Conectado, que tem como objetivo oferecer microcomputadores financiados e de baixo custo, com acesso à internet, para a população de baixa renda. A administração federal já disse que a máquina usará o sistema operacional Linux, concorrente do Windows, da Microsoft, que não exige pagamento de licenças.

"Continuamos conversando", explica Umeoka, apontando uma dificuldade no fato de o projeto não estar sob responsabilidade de um interlocutor único, mas por representantes de diversos ministérios.

* Noticia supra é fiel à íntegra publicada no jornal, com nome da Fonte, Autor Original e Link para acesso ao veículo inseridos no corpo do tópico.

ABS.,

ATT., :joia:

OFAJ.

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Economia - O ESTADO DE S. PAULO - Domingo, 28 de Novembro de 2004.

Após 8 meses, incentivo ao software ainda não decolou

Renato Cruz

No fim de março, o governo lançou oficialmente sua política industrial, tecnológica e de comércio exterior. Quatro setores foram eleitos como prioritários: bens de capital, software, semicondutores e fármacos. Também foram anunciados R$ 15 bilhões para a nova política, que seriam destinados a 57 iniciativas. Passados oito meses, os resultados visíveis são praticamente nulos.

Entre as medidas, foram anunciadas a criação de um Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, com participação de governo e da iniciativa privada, e de uma Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, com técnicos do governo. Outra medida foi a alteração do Programa para o Desenvolvimento da Indústria Nacional de Software e Serviços Correlatos (Prosoft), criando uma linha de crédito de longo prazo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com taxa fixa de juros.

Durante a gestão de Carlos Lessa no BNDES, a política industrial ficou em segundo plano. Lessa desprezava a política industrial definida pelo governo, com ênfase na inovação tecnológica. Apesar de o banco ter criado linhas de crédito para os setores eleitos como prioritários, as liberações foram muito reduzidas.

Com a entrada do ex-ministro do Planejamento Guido Mantega na direção do BNDES, a política industrial deve ser retomada, acreditam técnicos que acompanham o assunto.

"Continuamos conversando", explica Umeoka, apontando uma dificuldade no fato de o projeto não estar sob responsabilidade de um interlocutor único, mas por representantes de diversos ministérios.

* Noticia supra é fiel à íntegra publicada no jornal, com nome da Fonte, Autor Original e Link para acesso ao veículo inseridos no corpo do tópico. Ressalva: A matéria inserida neste post faz parte do conjunto de uma reportagem, cujo título da matéria principal é "Microsoft Critica a Política Industrial."

ABS.,

ATT., :joia:

OFAJ.

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Postado Originalmente por ofaj@29 nov 2004, 02:03

[...] A certificação, principalmente a chamada Capability Maturity Model (CMM), é essencial para exportar. O diretor de Estratégia.Net da Microsoft, Marcos Pinedo, aponta que existem somente 25 certificadas num universo de mais de 10 mil empresas de software existentes no Brasil. Na Índia, 75% das companhias são certificadas. [...]

Companheiros Foristas,

Essa certificação denominada "Capability Maturity Model", salvo falso entendimento, é equivalente ao "ISO", ou seja, é de fundamental importância para a abertura de conversações, visando o fechamento de contratos no exterior.

ABS.,

ATT., :joia:

OFAJ.

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