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Governo leva Linux à baixa renda

5 posts neste tópico

Economia - O ESTADO DE S. PAULO - Domingo, 5 de Dezembro de 2004.

Governo leva Linux à baixa renda

Planos prevêem venda de 1 milhão de micros, R$ 260 milhões para criar 1 mil telecentros e a profissionalização de 2 mil jovens

Renato Cruz

Se depender de Sérgio Amadeu da Silveira, diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), ligado à Casa Civil, 2005 será o ano do software livre. Mas é claro que não depende só dele. Depois de muito discurso a favor de sistemas como o Linux, que pode ser usado, modificado e copiado livremente, a administração federal prepara programas de grande impacto usando o software livre. Em dois anos de governo, a realização mais visível foi uma semana de software livre, em abril, quando foram treinados 2.150 funcionários públicos, em Brasília.

Para o ano que vem, os planos são ambiciosos. Os programas PC Conectado, Casas Brasil e até Primeiro Emprego devem servir de ferramentas à disseminação do software livre no País. No PC Conectado, que pretende oferecer micros de baixo custo, com acesso à internet, a ideia é vender 1 milhão de máquinas com software livre. "Estamos optando pela autonomia tecnológica, pelo incentivo à concorrência e pela redução de custo", afirmou Silveira.

Se tudo der certo na votação do orçamento, o projeto Casas Brasil deve receber R$ 260 milhões no ano que vem para a instalação de mil centros comunitários de informática, todos com software livre, em localidades com baixo índice de desenvolvimento humano. De acordo com o presidente do ITI, os ministros José Dirceu (Casa Civil), Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica), Eunício Oliveira (Comunicações) e Eduardo Campos (Ciência e Tecnologia) batalham por isso. "Os planos de 2006 dependem do sucesso de 2005", afirmou o diretor-presidente do ITI. "Acho que haverá uma pressão positiva para levar as Casas Brasil para todos os municípios."

No início de 2005, o ITI vai começar um piloto, em parceria com o Ministério do Trabalho, para qualificar 2 mil jovens em software livre, no programa Primeiro Emprego. "Vamos formar empreendedores, que vão instalar software na casa das pessoas, combatendo a pirataria", afirmou Silveira, constatando que a maioria das pessoas não sabe instalar software, livre ou proprietário. "É um mito que o software proprietário é mais fácil de instalar."

Na semana passada, em entrevista ao Estado, o presidente da Microsoft Brasil, Emílio Umeoka, fez críticas à política industrial do governo, que elegeu a exportação de software como um de seus objetivos, e afirmou que planeja participar do projeto PC Conectado. "Eles têm o objetivo claro de tentar conter a concorrência na área de software para o cidadão comum", acusou Silveira.

O Linux é o principal concorrente do Windows, da Microsoft. O Mozilla Firefox e o OpenOffice, também livres, concorrem com o Internet Explorer e o Microsoft Office, respectivamente. De acordo com o presidente do ITI, um grupo de empresas brasileiras de software está adequando um pacote de 27 soluções em software livre para ser instalado no PC Conectado, que terá condições especiais de financiamento e incentivos fiscais.

Essas empresas receberão R$ 30 por computador vendido, para oferecer um ano de suporte. "Um pacote equivalente de software proprietário exigiria o pagamento de R$ 5 mil em licenças", explicou Amadeu."Se forem vendidos 1 milhão de micros, serão R$ 30 milhões para empresas brasileiras." Entre elas, a Conectiva.

De acordo com o presidente do ITI, o governo espera deixar o projeto bem encaminhado ainda este ano, para que as máquinas sejam comercializadas a partir de março, depois das férias escolares. A ideia é vender o micro, com acesso à internet subsidiado, por 24 parcelas de R$ 50. Um estudo do governo apontou que com uma mensalidade de R$ 50, o mercado potencial é de 5,8 milhões de máquinas. Se aumentasse para R$ 60, o potencial cairia para 4,7 milhões.

Na visão de Amadeu, a adoção do software proprietário, como o da Microsoft, no PC Conectado, poderia incentivar a pirataria. Seu argumento é que o usuário precisaria de outros programas, que não teria condição de comprar. "O projeto é contra o mercado cinza e a pirataria", disse Amadeu. O mercado cinza é formado por montadores de micros que usam peças contrabandeadas.

Amadeu já foi questionado na Justiça pela Microsoft. Mesmo assim, num ponto ele parece concordar com Umeoka: a oportunidade de exportação do País está no software embarcado, usado em dispositivos eletrônicos como o celular. "O mercado de software básico é dominado pelos países ricos", afirmou o presidente do ITI. A solução, para ele, seria apostar em soluções abertas na linguagem Java, criada pela Sun.

* Noticia supra é fiel à íntegra publicada no jornal, com nome da Fonte, Autor Original e Link para acesso ao veículo inseridos no corpo do tópico.

ABS.,

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muito bom.só espero q os governos estaduais sigam essa iniciativa e em nenhum momento cedam à pressão da microsoft :chicote: aliás,se tiver um meio de parabenizar

o programa por usar o linux e economizar o dinheiro do povo,sera otimo :palmas:

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Economia - O ESTADO DE S. PAULO - Domingo, 5 de Dezembro de 2004.

Software livre traz visibilidade para o País no exterior

REPERCUSSÃO: Em fevereiro deste ano, a capa da revista americana Wired trazia a foto de uma indiana. A matéria principal era sobre importação de serviços de tecnologia. Em destaque, como os empregos estavam sendo transferidos dos Estados Unidos para outros países, principalmente a Índia. Apesar de a política industrial brasileira ter escolhido a exportação de software como prioritária, nem uma palavra sobre o Brasil. A Índia exporta cerca de US$ 10 bilhões por ano em software e serviços de programação. O Brasil, entre US$ 130 milhões e US$ 140 milhões. O auge da Wired aconteceu nos anos que precederam o estouro da bolha da tecnologia, em abril de 2000. Mesmo assim, a revista ainda retrata de maneira bastante satisfatória o que passa pela cabeça do Vale do Silício, centro de empresas de tecnologia na Costa Oeste americana. O apoio do governo brasileiro ao software livre, somado ao movimento da comunidade de desenvolvedores e da adoção do Linux pelas empresas, tem trazido maior visibilidade ao Brasil no mercado mundial de tecnologia. Resta saber, porém, se será possível transformar esta evidência em negócios. No mês passado, apesar da foto ter sido do trio americano de rap Beastie Boys, uma matéria grande, sobre software livre no Brasil, teve chamada de capa na Wired, chamando o País de "open source nation". Em português, nação do código aberto (outro nome pelo qual é conhecido o software livre). O destaque da reportagem, porém, foi o ministro da Cultura, Gilberto Gil.

* Noticia supra é fiel à íntegra publicada no jornal, com nome da Fonte, Autor Original e Link para acesso ao veículo inseridos no corpo do tópico. Ressalva: A matéria inserida neste post faz parte do conjunto de uma reportagem, cujo título da matéria principal é "Governo leva Linux à baixa renda."

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Postado Originalmente por JOHN STEWART@05 dez 2004, 11:47

muito bom.só espero q os governos estaduais sigam essa iniciativa e em nenhum momento cedam à pressão da microsoft :chicote: aliás,se tiver um meio de parabenizar

o programa por usar o linux e economizar o dinheiro do povo,sera otimo :palmas:

Bem aqui no Sul, desde o BANRISUL (Banco do Estado do Rio Grande do Sul) até o sistema usada pelas delegacias e governo estadual está usando Linux e Open Office.

:-BEER:bandeira: A Microsoft que não está gostando muito :D .

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