• Comunicados

    • Gabriel Torres

      Seja um moderador do Clube do Hardware!   13-02-2016

      Prezados membros do Clube do Hardware,

      Está aberto o processo de seleção de novos moderadores para diversos setores ou áreas do Clube do Hardware. Os requisitos são:
        Pelo menos 500 posts e um ano de cadastro; Boa frequência de participação; Ser respeitoso, cordial e educado com os demais membros; Ter bom nível de português; Ter razoável conhecimento da área em que pretende atuar; Saber trabalhar em equipe (com os moderadores, coordenadores e administradores).   Os interessados deverão enviar uma mensagem privada para o usuário @Equipe Clube do Hardware com o título "Candidato a moderador". A mensagem deverá conter respostas ao formulário abaixo:    Qual o seu nome completo? Qual sua data de nascimento? Qual sua formação/profissão? Já atuou como moderador em algo outro fórum, se sim, qual? De forma sucinta, explique o porquê de querer ser moderador do fórum e conte-nos um pouco sobre você.   OBS: Não se trata de função remunerada. Todos que fazem parte do staff são voluntários.
Entre para seguir isso  
Seguidores 0
gegel

Linux cresce no mercado brasileiro

1 post neste tópico

<font color='#000000'>ROSANA HESSEL (GAZETA MERCANTIL)

Até que ponto vale a pena investir em ampliação de capacidade, renovação ou inovação se os recursos disponíveis não são totalmente utilizados ou não deram o retorno esperado? É esse o dilema da tecnologia da informação e de muitos outros setores da economia nesse momento. Há cada vez mais cobrança por resultados. E uma enorme preocupação com os custos. É aí que se abre um grande espaço para o Linux, sistema operacional de código aberto, e, portanto, sem custo de licença de utilização. Pequenas, médias e grandes empresas estão avançando sobre o Linux. Pode ser um modismo, mas os números surpreendem.

De acordo com pesquisa recente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o software roda em 54% dos servidores das grandes empresas do estado, em 51% das médias e em 22% das pequenas. Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostravam que em março de 2001, a participação do Linux no mercado de sistemas operacionais de servidores era de 3%. Subiu para 8% em 2002, segundo a mesma pesquisa. E algumas estimativas de analistas e empresas apontam que esse percentual, hoje, deve dobrar.

Um levantamento feito pela Goldman Sachs, divulgado recentemente pela revista Business Week apontou que 39% das grandes corporações usam o software criado pelo estudante finlandês Linus Torvalds em 1991 a partir da plataforma Unix, utilizada em grandes servidores e com aplicativos diferenciados por fabricante.

Aposta na economia (1)

Apesar dos dados contraditórios nos principais mercados, o motivo principal da aposta no Linux é a economia. "Geralmente os custos com a instalação e manutenção do sistema operacional Linux acabam ficando, em média, 40% mais baixos do que o dos programas licenciados", diz o presidente da Conectiva, Sandro Nunes Henrique.

Criada em 1995, a Conectiva tem como investidores ABN Amro Bank e LatinTech e é especializada em serviços, desenvolvimento e distribuição do sistema operacional Linux para a América Latina. Segundo Henrique, o balanço ainda não foi fechado mas a expectativa é de a empresa registrar um crescimento de 20% na receita de 2002. No ano anterior, a empresa registrou prejuízo, de acordo com informações do mercado.

Atualmente, a Conectiva integra o grupo UnitedLinux, iniciativa para o atendimento global do mercado corporativo (www.unitedlinux.com). A ideia é popularizar o Linux, distribuído gratuitamente, e prestar serviços de suporte e atualização de software, que saem por cerca de R$ 1,2 mil ao ano. O uso do software livre, diz Henrique, não é só uma saída para a redução dos custos. É também uma alternativa para o combate à pirataria, que sempre teve índices elevadíssimos no mercado brasileiro. Não faz sentido piratear algo que é obtido de graça.

A confiança no Linux é crescente não somente no segmento de pequenas e médias empresas - que não dispõem de muitos recursos para tecnologia. No final de 2002, o Grupo Pão de Açúcar, maior rede varejista do País, começou a usar a plataforma aberta em um computador que armazena informações vitais para a instituição e roda sistema para troca de dados entre suas lojas.

Aposta na economia (2)

"Trata-se de uma operação de missão crítica e estamos analisando os resultados", diz o diretor administrativo do grupo Silvio Abrahão Laban Neto. "Estamos abertos para outras tecnologias e novas alternativas, desde que sejam viáveis", diz o executivo. A aposta, no entanto, é cautelosa. Ele aponta como um problema do Linux a questão do suporte técnico, o que gera uma certa insegurança com relação ao sistema operacional. "Vamos ver se ele realmente veio para ficar", afirma.

O Linux tem outros adeptos de grande porte como Varig, Sonae, Casas Bahia, Lojas Colombo, somando mais de 70 mil sistemas operacionais no País, segundo a Conectiva. O banco gaúcho Banrisul, por exemplo, foi o primeiro a utilizar o sistema operacional em seu mainframe. O banco Itaú e grandes universidades do País também usam o Linux em sua plataforma de internet. Henrique conta que há três grandes bancos testando o sistema operacional aberto em seus mainframes.

Nos Estados Unidos, a Amazon, relatou publicamente à SEC (Securities and Exchange Comission), em 2002 que conseguiu cortar seu orçamento trimestral de TI em 24%, reduzindo-o em US$ 17 milhões, principalmente devido a adoção do Linux em seu ambiente corporativo. "O Linux não pode e nem deve ser ignorado pelos executivos que decidem as estratégias de TI nas organizações. O Linux entrando no mainstream corporativo deixa de ser uma curiosidade tecnológica e passa a ser uma clara alternativa para as empresas que estão preocupadas com racionalização e redução dos custos de propriedade de suas plataformas tecnológicas", diz o diretor de estratégia e desenvolvimento da Media for Business, Heber Galarce. A empresa está organizando o Linux Fórum, previsto para o início de maio. "A adoção do software livre é uma decisão que transcende os níveis técnicos da empresa, patamar onde o Linux, na maioria das vezes, se encontra atualmente", acrescenta.

Microsoft contra-ataca

Cada vez mais incomodada com o Linux, a líder mundial do mercado de programas Microsoft, começa a voltar-se com mais afinco para o segmento de pequenas e médias empresas, ou SMB (small and medium business), que aliás tem sido o alvo das atenções de todas gigantes em TI. A Microsoft preparou para março uma campanha publicitária voltada exclusivamente para o segmento. Os investimentos não foram revelados mas a campanha já começou com anúncios de quatro páginas em revistas especializadas.

"Nosso objetivo é mudar a linguagem e explicar detalhadamente as vantagens e funcionalidades do Office e do Windows XP", diz a nova gerente de marketing da Microsoft Brasil para o mercado de pequenas e médias empresas, Paula Bellizia. A executiva, que tem passagem pela Telefônica, terá a missão de capacitar o pequeno e médio empresário - responsável por 50% da receita da companhia no País - para atingir o máximo de potencial em seus negócios. "Esse mercado é estratégico para a Microsoft e vamos ser mais agressivos e procurar utilizar uma linguagem mais simples", diz.

Outra iniciativa tomada recentemente pela Microsoft para atrair maior fidelidade no mercado SMB foi a parceria com o banco Bradesco para financiamento de compras de licenças. O lançamento da linha de crédito a juros de 1,99% ao mês foi feito em dezembro. Em fevereiro, a empresa eliminou os juros para compras acima de cinco licenças - R$ 2 mil até R$ 50 mil. A meta continua a mesma: atingir R$ 100 milhões em financiamentos até o final do ano.

Espaço do Linux no mercado brasileiro

A executiva admite que há uma barreira a ser transposta no segmento SMB. Será um trabalho árduo convencer o pequeno e médio empresário em época de crise a investir em novas soluções de software e licenças se o seu atual sistema operacional já atende às necessidades. Para isso, a saída é buscar a proximidade com o cliente, através de uma espécie de catequese. "Vamos convencer o cliente de que o investimento terá retorno e que nossa equipe está sempre disposta a ajudá-lo", afirma Paula.

Enquanto a presença do Linux cresce nos servidores, no mercado de computadores de mesa (desktops) sua presença ainda é muito pequena, de apenas 3%. "O empresário ainda não fez a conta do custo de ter dois sistemas operacionais diferentes dentro da empresa e vamos procurar atacar nesse ponto", diz Paula.

Mas o Windows XP, que só roda em computadores com processadores de 1 GHz, com disco rígido de 128 megaHz. enfrenta uma outro obstáculo: o parque dos dinossauros dos microcomputadores. Um levantamento recente feito pela própria Microsoft comprova isso. A pesquisa encomendada à InterScience revela que 60% das mil empresas de pequeno porte entrevistadas ainda são equipadas com computadores obsoletos. Não é difícil encontrar empresas que utilizam PCs equipados com antigos processadores Pentium 166 mHz e que nem por isso deixam de operar e fechar negócios.

Linux ultrapassa Unix

Levantamentos recentemente divulgadas pela imprensa norte- americana apontam que o Linux já ultrapassou o Unix e ocupa a vice- liderança do segmento nos Estados Unidos. Atualmente, não é difícil ver grandes empresas usarem o sistema criado por Linus Tovardis. A DaimlerChrysler usa Linux nas simulações de colisões de seus carros. A Pixar Animation Studios, criadora de desenhos que foram verdadeiros sucesso de bilheteria como Monstros S.A. e Toy Story também conta com sistemas operacionais Linux rodando em seus servidores da Sun.

Nos EUA, o Linux tem apenas 2% do mercado de PCs e 13,7% do mercado de servidores em 2002, de acordo com a reportagem da Business Week. A mega rede varejista Wal-Mart chega a vender a caixa do Linux para computadores domésticos por US$ 200, mas o internauta gratuitamente pode baixá-la pela internet. Henrique da Conectiva diz que a participação do Linux nos servidores em operação no Brasil já pode ter alcançado 30%. Galarce, da Media for Business, fala que certamente é superior a 17%.

Uma das principais vantagens do Linux, lembra o presidente da Conectiva, é o fato de o software rodar em computadores de pequena capacidade, o que deixa a indústria de chips que a cada seis meses lança um processador mais potente de cabelos em pé. "A versão mais atual do Linux roda tranqüilamente em um PC com processador 500 ou 486 mHz, o que exige pouco ou quase nenhum investimento em hardware", diz.

Considerações finais

Com esse cenário, não é à toa que empresas como IBM e HP estão cada vez mais distantes do setor de hardware e aproximando-se dos serviços - consultoria, terceirização, manutenção, suporte e helpdesk - e procurando vender isso sob demanda como forma de agregar mais valor ao produto e justificar altos investimentos. Pois, enquanto o mercado de hardware e programas apresenta queda, o de soluções cresce. Dados estimados pela International Data Corporation (IDC) apontam que o setor de serviços de TI movimentou no Brasil cerca de US$ 4,6 bilhões em 2002. No ano anterior, esse segmento movimentou US$ 3,878 bilhões.

Os fabricantes de hardwares e programas não ignoram o software livre. IBM, Intel, Oracle e Dell são alguns exemplos de empresas que investem e desenvolvem produtos que rodam o Linux. O software livre ganha importância e deixa de ser utilizado apenas em servidores ou plataformas periféricas. De acordo com informações recentes, 17% dos poderosos mainframes da gigante IBM saíram de fábrica em 2002 rodando o Linux.

http://www.terra.com.br/cgi-bin....303.htm</font>

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!


Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.


Entrar agora
Entre para seguir isso  
Seguidores 0