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NEC Brasil faz mudança radical em 3 anos

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Economia - O ESTADO DE S. PAULO - Domingo, 2 de Janeiro de 2005.

Mudança radical faz NEC Brasil superar problemas em três anos

Sonia Racy

Responsável pela virada de 360 graus da Nec do Brasil, Paulo Castelo Branco fala aqui sobre essa mudança radical e prega uma revisão urgente da Lei de Informática e do modelo brasileiro de telecomunicações.

O senhor tem pregado uma mudança na Lei de Informática. Por que ela é necessária na sua avaliação? A Lei de Informática brasileira é toda calcada na produção de placas de circuitos impressos, que são bens intermediários, e podem ser produzidas aqui tão bem quanto na China ou na Malásia. Ninguém compra uma placa de circuito impresso. O que se compra é um sistema de telecomunicações, uma rede de dados, uma central. Gosto de usar o exemplo da Embraer: ela não constrói motor ou asas de avião. Ela compra asas não sei onde, eletrônicos não sei onde e integra tudo isso como bem final que, esse sim, consegue ser exportado com competitividade. Por isso, acho que o atual modelo de informática precisa ser rediscutido e redesenhado para incentivar a produção de bens finais, com maior valor agregado. Aí sim deixaríamos de fornecer bens intermediários, que outros vão integrar e ganhar muito mais dinheiro com isso.

Essa revisão também é necessária no modelo de telecomunicações? O modelo brasileiro foi desenhado há dez anos e era adequado para a época. Hoje, vivemos uma situação completamente diferente, a tecnologia evoluiu muito. Um exemplo? Tanto as empresas de TV a cabo como as de telecomunicações podem prover serviços de voz, dados e conteúdo. E para o usuário não importa por onde o serviço vem, se por cabo ou pelo satélite, se vem junto com o conteúdo de imagem ou inicialmente por voz. Só que a regulamentação para a TV a cabo é uma e para as empresas de telecom, outra. É uma discussão que o País terá que enfrentar, mais dia menos dia.

Essa revisão nos modelos de informática e de telecomunicações tem a ver com a mudança radical por que a Nec Brasil vem passando de três anos para cá? Tudo a ver. No caso do mercado de telecomunicações já estava previsto que haveria uma mudança muito significativa. Todos os players do mercado sabiam disso. O que não foi adequadamente previsto pela indústria é que essa mudança aconteceria de forma tão abrupta, que as operadoras antecipariam suas metas tão rapidamente. Na Nec, por exemplo, o efeito foi fulminante. Nosso faturamento despencou de um ano para outro. Tivemos a vantagem de que, quando isso aconteceu, já havíamos começado a nos preparar. Sabíamos que seria necessário nos posicionarmos de uma forma diferente no mercado, uma vez que estávamos acostumados a trabalhar com um mercado de telecomunicações controlado pelo Estado. Além do mais, o surgimento do IP também anunciava mudanças significativas.

E como se deu esse processo? Com o estouro da bolha de telecom, a ação que já estava prevista teve de ser posta em prática de forma drástica. Com mais força ainda no caso da Nec, pois a empresa atuava no Brasil com celulares de tecnologia CDMA de faixa estreita e a Nec Corporation decidiu focar sua tecnologia dali para a frente em CDMA de banda larga, de padrão europeu. Ou seja, de repente, a Nec Brasil perdeu a parceria tecnológica que lhe permitia operar nesse mercado. Isso significou a interrupção de várias linhas de produção, justamente no momento em que as linhas de telefonia fixa estavam paralisadas por falta de demanda interna. Isso exigiu que a empresa mudasse de perfil rapidamente. Reduzimos o quadro de pessoal de 1.700 em 2001 para 1.000 pessoas, em 2002, para 600, em 2003, e para 370, hoje. E fomos tão bem-sucedidos nisso que imediatamente o fluxo de caixa começou a reagir. E m novembro de 2003, completamos dez trimestres com geração de caixa positiva. Isso significa que a empresa está saudável e conseguimos isso em apenas três anos.

Foi nessa reestruturação que vocês pararam de produzir no Brasil? Não, começamos a sair da produção antes. Em 2000, já havíamos vendido a fábrica de Guarulhos para a Celestica e reduzido nosso quadro de pessoal de 3.500 funcionários para 1.700 funcionários. A partir de 2001, a produção já estava terceirizada e a empresa estava desverticalizada. Passamos a atuar como prestadores de serviço.

Essa mudança de foco tem a ver também com a Nec Corporation? Sim, hoje, a Nec Corporation é uma empresa que fatura US$ 48 bilhões, 42% com soluções TI para governos e corporações. Apenas 27% do seu faturamento vem da área de telecomunicação. No Brasil ainda estamos a meio caminho. Já informamos a Nec no Japão que os números da empresa estão apontando para uma situação de estabilidade e que ela está preparada para crescer em outra direção. Agora em 2004 chegamos ao ponto de reorientação de negócios. Criamos uma nova área especificamente voltada para soluções de tecnologia da informação para governos e corporações e estamos apresentando alguns produtos novos no mercado.

Você vê possibilidade de o Brasil se transformar num pólo de desenvolvimento de tecnologia? O Brasil já é um pólo de software muito importante, o que falta é um volume grande de exportação. Diferentemente da Índia, a maior parte do software que desenvolvemos é consumida aqui dentro mesmo; na Índia, quase 100% é exportado.

O fato de o Brasil consumir internamente quase todo o software que desenvolve não é positivo? Claro, mas precisamos também exportar mais. O sistema bancário brasileiro é um dos mais sofisticados do mundo, graças a uma tecnologia criada aqui dentro, por brasileiros. O sistema de voto eletrônico é outro bom exemplo que demonstra o quanto a indústria do País é sofisticada, criativa, inovadora e bem desenvolvida, seguindo os padrões mundiais. Temos condições de competir com China e Índia, por exemplo, com vantagens. Graças à imensa colônia japonesa que temos no País, podemos desenvolver programas diretamente em japonês, ou inglês, eliminando, por exemplo, as distorções provocadas pelas várias traduções de programas desenvolvidos em mandarim e só depois traduzidos para outras línguas. E nós já estamos nos capacitando dentro da Nec para desenvolver programas. Iniciamos as discussões em junho último.

* Noticia supra é fiel à íntegra publicada no jornal, com nome da Fonte, Autor Original e Link para acesso ao veículo inseridos no corpo do tópico.

ABS.,

ATT., :joia:

OFAJ.

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