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Carly luta para pôr a HP no rumo certo

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Fiorina: "Temos posições de liderança

e propriedade intelectual em

todos os estágios da cadeia

de valor" (Foto: AP)

Equipamentos - Valor Econômico Online - Quarta-feira, 05 de Janeiro de 2005.

Carly luta para pôr a HP no rumo certo

Companhia diversificou produtos e serviços, mas o lucro ainda vem da venda de impressoras

BusinessWeek

O alívio na sede da Hewlett-Packard (HP), em Palo Alto, era evidente naquela manhã de 16 de novembro. Apenas 96 dias depois de ser detectado o maior erro no cumprimento de metas de lucro trimestrais em mais de uma década, os funcionários da companhia comemoravam os resultados do quarto trimestre de 2004.

A gigante do setor tecnológico, criada há 66 anos, havia apresentado uma boa recuperação com um crescimento de 27% nos lucros, para US$ 1,1 bilhão, enquanto as vendas deram um salto de 8%, para US$ 21,4 bilhões. O mercado ficou entusiasmado e a ação da Hewlett-Packard subiu 8%, a partir do preço de fechamento de US$ 19,68, nas negociações após o pregão.

Contudo, no dia seguinte, a alegria deu lugar a suspiros. Certamente a companhia melhorou o desempenho em relação ao desastroso terceiro trimestre. Mas os investidores foram rápidos em investigar as vulnerabilidades por detrás dos números animadores. Eles observaram que a HP continuava dependendo muito de sua operação de impressoras, enquanto seu enorme negócio de PCs e servidores lutava para obter pequenos lucros.

E o mais inquietante: a maior parte do crescimento dos lucros havia derivado de cortes em pesquisa e desenvolvimento, e de uma carga tributária menor. Sem essas economias, os lucros da HP teriam aumentado apenas 10%, e não 27%.

A analista Laura Conigliaro, da Goldman Sachs, escreveu em um relatório publicado em 17 de novembro que os resultados da HP "provavelmente não foram tão bons quanto pareciam na superfície". No fim do dia, tudo o que a ação da HP havia mostrado em relação ao celebrado quarto trimestre era uma queda de US$ 0,52.

Já se vão mais de cinco anos desde que Carleton S. Fiorina chegou na empresa com planos arrojados para reinventar esse ícone do Vale do Silício, e ela ainda está lutando para colocar a companhia no rumo certo.

A carismática executiva-chefe, com um sorriso de muitos milhões de dólares, vem buscando, com zelo, uma estratégia do tipo "ser maior é melhor", com a esperança de criar uma campeã tecnológica global.

Graças, em parte, à aquisição da Compaq Computer por US$ 19 bilhões, em 2002, a HP dobrou suas vendas nos últimos cinco anos e tornou-se uma competidora em um número sem paralelo de mercados, vendendo de câmeras digitais de US$ 100 a serviços de tecnologia de bilhões de dólares.

Mesmo assim, em muitos desses negócios, a HP está perdendo fôlego. É claro que se trata de uma campeã. Sua divisão de impressoras de US$ 24 bilhões jorra lucros. Mas, olhando além da jóia da coroa, o restante da HP não se sai tão bem.

Na área de computadores pessoais, ela não se equipara à Dell. E a HP é superada, com muita freqüência, pela IBM nos mercados globais de computação corporativa. E pior: a equipe de Fiorina enfrenta grandes desafios operacionais enquanto tenta entender a grande variedade de negócios da HP. "São necessárias estratégias inteiramente diferentes para competir com a Dell e a IBM", diz o analista Bill Shope, do JP Morgan. "A julgar pelo desempenho da HP, eles não estão conseguindo fazer isso."

Pouco surpreende, então, que os analistas rejeitem as ações da HP. A maior parte deles coloca o valor das operações com impressoras em algo ligeiramente inferior ao valor de mercado de toda a companhia, de US$ 61 bilhões.

Isso significa que o restante dos negócios da HP, que geram US$ 56 bilhões em receitas, estão sendo avaliados em quase nada.

Apesar disso, a HP está longe da beira do abismo. Seus lucros em 2005

deverão alcançar US$ 4,5 bilhões, com as vendas crescendo 6%, para US$ 85 bilhões - nada mal para um colosso da tecnologia. O problema é que a HP ganhou a reputação de quem não alcança as expectativas.

Nos últimos 20 trimestres, ela não atingiu as estimativas de lucros dos analistas em sete deles, segundo a Thomson First Call. Embora essa performance signifique uma melhora em relação aos 20 trimestres anteriores, ainda representa o dobro das vezes que a Dell e a IBM, juntas, não conseguiram cumprir as expectativas durante o mesmo período.

"A HP está tentando realizar uma centena de coisas. É difícil fazer tudo isso bem feito", diz Joseph Tucci, executivo-chefe da EMC, uma rival no negócio de armazenagem de dados.

Será que Fiorina conseguirá fazer a HP perceber seu vasto potencial? A "BusinessWeek" entrevistou mais de cem pessoas, incluindo funcionários e ex-funcionários da HP, investidores, clientes, sócios e concorrentes para avaliar os problemas e suas potenciais soluções.

As sugestões fluem com abundância. Alguns acham que Fiorina deveria contratar um mestre da área operacional para administrar as divisões mais afastadas da companhia e fazê-las trabalhar em sintonia. Outros acreditam que a divisão de PCs deveria recuar em sua rede mundial de distribuidores varejistas e copiar o modelo supereficiente de vendas diretas da Dell.

E muitos opinam que a HP deveria abocanhar companhias de software e serviços de tecnologia para melhor competir com a IBM. O risco? Se a empresa aumentar seu portfólio sem resolver os problemas operacionais, sua assombrosa complexidade poderia se multiplicar.

A HP reconhece que precisa de mais consistência financeira. No entanto, a companhia afirma que, desde a fusão, suas vendas trimestrais cumulativas e os lucros estão ligeiramente acima das estimativas dos analistas.

Investidores de Wall Street anseiam cada vez mais pelo desmembramento da companhia

Os investidores não estão impressionados e Wall Street anseia cada vez mais por uma solução mais simples: desmembrar a companhia. A executiva-chefe resiste à ideia. O conselho continua discutindo a medida, segundo afirmam pessoas de dentro e de fora da companhia, mas os diretores apóiam o desejo de Fiorina de manter a empresa sem divisões.

Embora Fiorina tenha recusado vários pedidos de entrevistas para este artigo, ela já disse várias vezes em público que tal iniciativa "destrói o valor do acionista". Mesmo assim, os pedidos para um desmembramento das operações corporativas e das voltadas ao consumidor, ou a venda da divisão de impressoras, deverão crescer e se espalhar, se ela não conseguir dar um jeito nas áreas de desempenho mais fraco da HP.

Steven Milunovich, da Merrill Lynch, e um dos maiores defensores do desmembramento, calcula que o valor total das operações da HP poderia aumentar de 25% a 45% se ela fosse desmembrada em uma operação de impressoras e outra fora dessa área.

A ideia é que a operação de impressoras, que provavelmente ficaria com o nome HP, poderia ampliar seu mercado e fazer parcerias com concorrentes como a IBM e a Dell - uma vez separada da divisão de computadores.

Não mais subsidiada pela divisão de impressoras, a divisão de computadores não teria outra escolha a não ser apresentar desempenho. A Merrill Lynch calcula que o desmembramento criaria um incremento de valor de US$ 15 bilhões a US$ 27 bilhões. Tais números certamente despertariam a atenção dos acionistas.

Por enquanto, Fiorina continua insistindo em sua posição. Ela afirma que vale a pena a HP ser grande no que diz respeito ao aumento das vendas e redução dos custos. Consumidores e empresas, por exemplo, sempre compram impressoras e computadores ao mesmo tempo. Portanto, a venda de um alimenta a de outro. E a HP consegue economias de custo com isso.

Após a fusão com a Compaq, a companhia eliminou US$ 3,5 bilhões em despesas operacionais anuais, em parte pressionando os fornecedores de componentes para que reduzissem seus preços.

Fiorina insiste que a HP precisa ter o maior alcance possível para capitalizar sua visão sobre o futuro da tecnologia. Executiva de longa data da gigante das telecomunicações AT&T e, posteriormente, da Lucent Technologies, Fiorina tornou-se uma das principais líderes do mundo digital.

Em pronunciamentos apaixonados, ela descreve como a revolução da informação vai transformar as corporações e eletrificar o entretenimento, com o mundo inteiro tornando-se "digital e móvel, virtual e pessoal".

E ela vem montando uma corporação gigantesca com tentáculos em quase todos os caminhos do universo digital. Muito mais ampla que a Dell ou a IBM, a HP alcança os mercados corporativo e varejista.

Ela fabrica de tudo, de calculadoras e câmeras a supercomputadores, e compete com a Sony, Canon, Samsung, EDS - praticamente todos da área tecnológica. "Nós acreditamos ter uma oportunidade única", disse Fiorina em agosto, "porque temos posições de liderança e propriedade intelectual e todos os estágios da cadeia de valor."

De fato, ao invés de desmembrar os atuais negócios da HP, Fiorina poderá tentar reforçá-los. Mesmo que ela acelere as medidas de corte de custos, incluindo novas demissões, uma outra aquisição substancial continua sendo uma possibilidade, especialmente nas áreas de software e serviços.

Vários informantes afirmam que a HP chegou a considerar a compra da Veritas Software, uma líder em armazenagem de dados, embora não tenha ficado claro se negociações chegaram a ocorrer. Outro alvo, segundo analistas, poderia ser as operações americanas da Capgemini, que a problemática consultoria francesa estaria colocando à venda.

A Capgemini, porém, nega que suas operações nos EUA estejam à venda. A Veritas não quis comentar o assunto. Dias depois, foi vendida para a Symantec. A HP, por sua vez, disse que não descarta novas aquisições.

Conseguir tudo isso com sucesso poderá ser tão importante para Fiorina quanto para a HP. A executiva-chefe de 50 anos já disse a colegas que foram entrevistados pela "BusinessWeek" que tem interesse em entrar para a política em algum momento.

Seu apoio público ao presidente George W. Bush e seu trabalho na equipe de transição do governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, levaram a especulações dentro da HP de que Fiorina estaria se posicionando para um cargo na administração federal ou para concorrer a uma vaga no Senado americano - talvez numa disputa contra a senadora democrata Dianne Feinstein, em 2006.

Ela demonstrou suas habilidades políticas forçando a aquisição da Compaq, o maior negócio da história do setor de computadores, contra uma oposição ardorosa e bem fundamentada. E a rápida integração das duas companhias superou até mesmo as expectativas daqueles que a apóiam.

Mas, se a recuperação que ela está promovendo na HP continuar estagnada, suas possibilidades políticas poderão diminuir. Fiorina não quis falar sobre suas ambições políticas com a "BusinessWeek", mas em uma reunião de ###pula da HP, em novembro, ela comentou sobre os rumores e prometeu ficar na HP.

Muitos investidores e analistas vêem Fiorina como uma oradora e vendedora inspirada, mas que carece das habilidades necessárias para resolver os duros desafios operacionais da HP.

Carly Fiorina está aberta a aquisições. Tem US$ 13 bilhões disponíveis no caixa

Se ela continuar nessa luta, certamente aumentarão as pressões por um desmembramento da divisão de impressoras e imagem. A unidade, comandada pelo vice-presidente executivo, Vyomesh Joshi, engloba tudo que vai de impressoras e tintas a câmeras digitais. Suas vendas aumentaram 7% em 2004, para US$ 24,2 bilhões, e responde por 76% dos lucros operacionais da HP, derivados de apenas 30% das vendas totais. É claro que os investidores adoram isso.

Analistas especulam que a liberdade proporcionada por uma administração corporativa ampla poderia afetar o desempenho da unidade de impressoras. E eles argumentam que a separação da divisão de impressoras poderia proteger a HP de sua ameaça mais perigosa no negócio de impressoras no longo prazo, a Dell.

A gigante dos PCs entrou no negócio de impressoras há dois anos,

revendendo máquinas da Lexmark International sob sua marca. Desde então, a Dell já abocanhou 13% do mercado de impressoras jato de tinta dos EUA, segundo a consultoria IDC.

Mas por que a Dell entrou no negócio de impressoras, que apresenta margens baixas para os revendedores? Um dos principais motivos é que a HP está usando o caixa de seu negócio de impressoras para financiar a divisão de computadores, que concorre com a Dell.

"Existe uma reserva de lucros que alguns de nossos concorrentes estão usando para subsidiar os negócios de PCs e servidores", disse à "BusinessWeek" Kevin B. Rollins, executivo-chefe da Dell, quando ela entrou nesse negócio em 2002.

Embora seja improvável que a Dell venha a desistir do negócio de impressoras se a HP desmembrar sua unidade de impressoras, a Dell teria muito menos incentivos para promover uma guerra de preços punitiva, tornando a vida mais fácil para a operação separada de impressoras da HP.

E rivais como a IBM e a Dell poderiam revender equipamentos da HP ou licenciar sua tecnologia. "Se a HP separasse seus negócios hoje, e a operação de impressoras e imagem passasse a ser uma entidade autônoma, eu aposto que seriamos parceiros porque eles são uma fonte de tecnologia", diz Tim Peters, vice-presidente da área de impressoras e imagem da Dell.

O argumento para a independência da unidade de impressoras deve soar

familiar para Fiorina. Ela era uma executiva da ###pula da AT&T quando a companhia decidiu desmembrar seu braço de equipamentos, em 1996. O principal motivo foi possibilitar que a divisão passasse a vender mais equipamentos para concorrentes da AT&T, incluindo a SBC Communications e a BellSouth.

O desmembramento, que recebeu o nome de Lucent, inicialmente foi um grande sucesso, e Fiorina aproveitou-se dele. Após um crescimento da receita de 8%, em 1995, a companhia teve um crescimento médio de mais de 15% durante os três primeiros anos em que operou por conta própria, antes de definhar durante o período de retração do setor de telecomunicações.

Os negócios de computação corporativa da HP, embora bem menos atraentes, também poderiam se beneficiar se passassem a operar por conta própria. Os investidores avaliam hoje as operações não ligadas a impressoras em quase nada, mas essas unidades, a maioria delas comandadas pela vice-presidente executiva, Ann M. Livermore, geraram US$ 1,4 bilhão em lucros operacionais em 2004.

Milunovich, da Merrill Lynch, entre outros analistas, acredita que esses negócios, se fossem independentes, poderiam valer de US$ 18 bilhões a US$ 21 bilhões. Ele prevê que, sem a proteção da "galinha dos ovos de ouro" da operação de impressoras, os administradores responderiam às pressões para melhorar as vendas e se livrar de negócios problemáticos.

Apesar dos problemas de execução, Fiorina está aberta a aquisições. Sua melhor aposta para melhorar os lucros está na área de software. Ela tem US$ 13 bilhões em caixa - o bastante para amparar o negócio de software, assim como vem fazendo a EMC nos últimos dois anos.

Os alvos promissores: como exemplo, a líder em programas de gerenciamento de sistemas, a Mercury Interactive, poderia melhorar os lucros da HP.

A divisão de serviços da HP também precisa de uma alavancada. Com US$ 14 bilhões em receitas, esta unidade ajuda clientes corporativos a administrar e incorporar novos sistemas de informação. Mesmo assim, a HP luta na área de serviços contra a IBM, cuja divisão de serviços é três vezes maior.

Enquanto mais de 60% dos negócios de serviços da HP representam a manutenção e suporte a clientes menores e de crescimento lento, a IBM possui contratos mais gordos. Cerca de 70% das receitas da área de serviços da IBM têm origem na consultoria a empresas e terceirização estratégica, o tipo de negócio de margens elevadas que dá aos consultores da IBM um lugar de destaque na companhia.

Nenhuma aquisição individual vai colocar a HP em pé de igualdade com a IBM. Uma eventual aquisição das operações americanas da Capgemini, avaliadas em cerca de US$ 1 bilhão, daria a Fiorina mais uma chance para competir com a IBM nessa arena.

A IBM fortaleceu seus serviços de consultoria mais sofisticados através da aquisição, por US$ 3,5 bilhões, da PricewaterhouseCoopers Consulting em 2002 - uma aquisição que Fiorina diz ter rejeitado a um preço mais baixo.

Com Fiorina completando meia década no comando da HP, a excitação dos primeiros anos dissipou-se. A executiva-chefe carismática e determinada que começou a construir um titã, assumiu agora uma postura defensiva e está trabalhando para evitar o desmembramento de sua criação. Para ter sucesso, terá que resolver problemas operacionais resistentes com sua astúcia e ousadia. Mas a esta altura, suas escolhas são inflexíveis: a única forma de defender a enorme HP que criou é consertá-la. Enquanto não conseguir isso, os clamores pelo desmembramento de um ícone do Vale do Silício aumentarão.

* Noticia supra é fiel à íntegra publicada no jornal, com nome da Fonte, Autor Original e Link para acesso ao veículo inseridos no corpo do tópico.

ABS.,

ATT., :joia:

OFAJ.

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